quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Globo acerta ao emendar duas novelas no "Vale a Pena Ver de Novo"

Após anunciar com muitos dias de antecedência, a Globo colocou em prática uma inusitada estratégia nessa segunda-feira (13/01): na última semana de "O Cravo e a Rosa", no "Vale a Pena Ver de Novo", começou a exibir "Caras & Bocas", trama substituta, no horário da "Sessão da Tarde". Ou seja, duas novelas em sequência.


A situação surpreendeu alguns telespectadores e alguns até a compararam com o SBT, já que a emissora de Silvio Santos costuma começar uma novela nova antes de encerrar a outra para migrar a audiência. Entretanto, a estratégia da Globo passa longe de ser parecida com a da rival e é muito óbvia: testar o novo horário do "Vale a Pena Ver de Novo", com o objetivo de 'entregar' bons números para a "Malhação" e assim levantar os índices da grade noturna, que anda deixando muito a desejar, com exceção de "Amor à Vida".

A intenção de inverter o "Vale a Pena Ver de Novo" com a "Sessão da Tarde" é uma ideia antiga e a emissora já testou essa medida em alguns estados em 2013. Agora, o intuito é trocar os horários em toda a rede. A decisão é muito válida, uma vez que a sessão de filmes costuma ter menos audiência que as reprises das novelas. E a época

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Com um início atípico, "Big Brother Brasil" estreia décima-quarta edição com boa audiência e ótimos participantes

Estreou, nessa terça-feira (14/01), mais uma edição do "Big Brother Brasil". A décima-quarta. E foi um início um pouco atípico, já que a tradicional vinheta de abertura com os rostos dos participantes não foi exibida, não houve clipe com o perfil dos selecionados, a prova do líder não foi de resistência (cuja vitoriosa foi Amanda) e a duração do programa foi curta em comparação com as edições anteriores.


Ou seja, a estreia procurou evitar maiores enrolações e partiu logo para o início do jogo. Mas, claro, é importante ressaltar que o reality durou menos não só com o intuito de agilizar a edição, mas também para que "Amores Roubados" não entrasse tarde demais, prejudicando os seus telespectadores. E a estratégia acabou dando certo, beneficiando as duas produções: o "BBB" obteve 31 pontos de média (6 a mais que 2013) e a minissérie de George Moura não foi ao ar tão tarde, mantendo os bons índices alcançados até agora.

Apesar do começo não ter apresentado maiores atrativos, ficou claro que a décima-quarta edição do reality promete. Ao invés dos tradicionais 14 participantes, foram colocados 20 para iniciar o jogo. O que

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Leila morre e Fernanda Machado se despede de "Amor à Vida" em grande estilo

"Amor à Vida" está em plena reta final e alguns personagens já começam a ter seus destinos traçados. Foi o caso de Leila, que morreu queimada na mansão de Nicole (Marina Ruy Barbosa), patrimônio que a vilã tanto cobiçou ao longo da novela. E a despedida de Fernanda Machado da trama foi em grande estilo.


Os últimos momentos de Leila serviram para expor por completo toda a frieza e a perversidade da amante de Thales (Ricardo Tozzi), que foram as principais marcas da personagem. A vilã se desesperou quando constatou que seu comparsa abriu mão da fortuna de Nicole, dando tudo para Natasha (Sophia Abrahão), e descontou toda sua raiva em cima de Linda (Bruna Linzmeyer) ---- a humilhando novamente, sem se importar com o estado mental da irmã ---- e Rafael (Rainer Cadete).

Para se vingar do rapaz (que ajudou Thales no processo de recurso dos bens), a filha de Neide (Sandra Corveloni) fez de um flagrante uma oportunidade. Leila e sua mãe flagraram o advogado beijando Linda e no dia seguinte foram denunciá-lo por abuso de incapaz. Rafael acabou sendo preso. E após confessar

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Elenco engrandece "Amores Roubados"

A minissérie da Globo conseguiu mostrar todas as suas qualidades logo no primeiro capítulo. E entre os muitos pontos positivos de "Amores Roubados" ---- vide a fotografia, a história repleta de sensualidade e a direção ----, o elenco é o que a trama tem de melhor. Com exceção de Cauã Reymond (que deixa a desejar na pele do sedutor Leandro), todos os atores têm feito bonito e apresentado um grande trabalho.


Murilo Benício era o ator que corria mais riscos. Afinal, novamente interpretaria um homem traído após o fenômeno "Avenida Brasil", quando viveu o carismático Tufão. Entretanto, Murilo conseguiu imprimir um tom completamente distinto no dono da Vinícola Vieira Braga. Intolerante, agressivo, ciumento, controlador e machista, Jaime Favais é muito bem representado por esse profissional que tem crescido a cada trabalho.

Vale destacar o tenso momento, onde o empresário descobre que sua esposa está tendo um caso com Leandro. O olhar de fúria de Murilo impressionou e o ator não precisou nem abrir a boca para mostrar o ódio

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

"Amor à Vida" e os inadequados títulos de novelas

Quando o telespectador assiste "Amor à Vida", surge um questionamento em sua cabeça: "O que tem a ver o título da trama com a história apresentada?" Afinal, a novela expõe preconceito, vingança, dramas pesados, além de apresentar muitos personagens com desvio de caráter. E o conjunto em questão não combina com o nome do folhetim. São peças que não se encaixam. Entretanto, esse tipo de problema é mais comum do que se imagina na teledramaturgia.


No caso da trama de Walcyr Carrasco, o nome mais apropriado seria "Em nome do pai", que chegou a ser cogitado inicialmente, mas preterido pouco depois. O título tinha consistência, afinal, Félix (Mateus Solano) foi capaz de praticar inúmeras monstruosidades por causa da rejeição de sofria de César (Antônio Fagundes). Porém, optaram por "Amor à Vida", que faz sentido apenas em relação ao momento em que Bruno (Malvino Salvador) acha Paulinha (Klara Castanho) na caçamba e salva sua vida.

E várias novelas têm optado por essa estratégia, onde o título da obra só serve para explicar uma rápida situação, ignorando todo o contexto da história. Entre alguns exemplos mais recentes, há o fenômeno "Avenida Brasil", de João Emanuel Carneiro. O título nada tinha a ver com a história de vingança de Nina (Débora Falabella)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

"Amor Veríssimo" tem uma estreia agradável

O GNT estreou sua primeira série de 2014 na última quarta-feira (08/01). Produção da Conspiração Filmes, "Amor Veríssimo" adapta para a televisão 13 crônicas do escritor Luis Fernando Veríssimo sobre relacionamentos e conta com Fernanda Paes Leme, Marcelo Faria, Gabriela Duarte, Paulo Tiefenthaler, Pedro Monteiro e Letícia Colin no elenco.


O primeiro episódio ("Leve Brisa") contou com a participação especial de Luana Piovani e sua personagem (Amanda), que além de linda, simpática e exuberante, sempre vinha com um estranho 'ventinho'. No caso, uma brisa que balançava levemente seus cabelos, como se estivesse fazendo uma propaganda de shampoo o tempo todo. A rápida história abordou a 'perfeição' de Amanda, o fascínio que despertava nos homens, a inveja das mulheres e também a dúvida dos presentes em relação ao tal vento que acompanhava a sensual loira. Tudo mesclado com depoimentos de casais fictícios, que falam sobre relacionamento e ciúmes.

A série se mostrou bastante agradável e despretensiosa. O curto tempo (pouco menos de 25 minutos) também ajudou a não entediar e foi o bastante para exibir toda a crônica, aproveitando as ironias de Luis

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Neusa Maria Faro: um dos xodós de Walcyr Carrasco

Todo autor tem a sua 'panelinha'. E 'panelinha' significa um grupo de atores que sempre é escalado por um mesmo autor. Walcyr Carrasco tem a dele e os telespectadores mais observadores já perceberam que Elizabeth Savalla é uma de suas atrizes preferidas. Mas além da intérprete da ex-chacrete, há outros profissionais que sempre são valorizados por ele. Fúlvio Stefanini, Ana Lucia Torre, Drica Moraes, Luis Melo e Ary Fontoura são outros exemplos. Mas além de todos os citados, há uma atriz que sempre está presente nas obras de Walcyr e que infelizmente, assim como a Savalla, não é valorizada pelos demais autores: Neusa Maria Faro.


A atriz, que resolveu atuar aos 19 anos e hoje tem 68, estreou na televisão em 1996, mas só foi ter um bom destaque em 1997, quando interpretou a Valentina do fenômeno "Chiquititas", no SBT. E foi na emissora de Silvio Santos que Neusa iniciou sua longeva parceria com Walcyr Carrasco. O autor a escalou para "Fascinação" (1998), trama de sucesso que lançou vários talentos, como Regiane Alves, por exemplo.

Após esse trabalho, a atriz fez uma rápida participação em "Torre de Babel" (1998), na Globo, vivendo uma agressiva presidiária. Em 2001, voltou ao SBT, onde participou de três novelas: "Amor e ódio", "Pequena Travessa" e "Seus Olhos". Já em 2005, Neusa Maria Faro ganhou seu melhor papel na televisão

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Com uma história repleta de sensualidade e tensão, "Amores Roubados" estreia esbanjando qualidade

Após várias chamadas empolgantes, estreou, nessa segunda-feira (06/01), "Amores Roubados", nova minissérie da Globo. Adaptação do romance "A Emparedada da Rua Nova", do pernambucano Carneiro Vilela, a produção tem texto de George Moura, fotografia de Walter Carvalho, direção-geral de José Luiz Villamarim e supervisão de Maria Adelaide Amaral. De acordo com o que foi visto no primoroso primeiro capítulo, a série prenderá o telespectador diante da televisão nos próximos dias.


Cauã Reymond vive o sedutor e prepotente Leandro, filho de uma ex-prostituta (Carolina - Cássia Kiss) que retorna ao sertão nordestino para ganhar a vida como sommelier na Vinícola Viera Braga ---- cujo dono é o autoritário Jaime Favais (Murilo Benício) ----- e se envolve com três mulheres: Celeste (Dira Paes), Isabel (Patrícia Pillar) --- ambas comprometidas com homens influentes ---- e Antônia (Isis Valverde), fotógrafa que preza a liberdade e filha de Isabel com Jaime. O rapaz tem uma atração pelo perigo e gosta de correr riscos.

O primeiro capítulo começou já exibindo a (provável) cena final, quando Leandro é perseguido e leva um tiro. A situação lembrou a série americana "Revenge", que sempre apresenta no início de cada temporada algo que irá acontecer meses depois. Aliás, vale lembrar que Glória Perez também se inspirou

sábado, 4 de janeiro de 2014

O que a televisão reserva para o telespectador em 2014

O ano está começando e, como de costume, várias novidades estrearão em 2014. Algumas produções parecem promissoras e outras nem tanto. Alguns profissionais mudaram de emissora, novas novelas começarão, série inéditas estão sendo produzidas, enfim, todos os canais (uns mais e outros menos) tentarão conquistar o telespectador, que está a cada dia mais exigente. Vamos aos produtos que estão programados para o ano que se inicia.





"Amores Roubados".
Com texto de George Moura e supervisão de Maria Adelaide Amaral, a série, que estreia no dia 6 de janeiro na Globo, tem apresentado chamadas primorosas e repletas de sedução e suspense. Com um grandioso elenco e protagonizada por Isis Valverde e Cauã Reymond ---- alvos de uma polêmica envolvendo a separação do ator com Grazi Massafera ----, a produção é inspirada em uma série de histórias publicada em jornais no início do século passado e tem tudo para repetir o sucesso de "O Canto da Sereia".


"Doce de Mãe".
O telefilme dirigido por Jorge Furtado, responsável pela vitória de Fernanda Montenegro no Emmy Internacional, virará série na Globo. A história da adorável Dona Picucha entrará na grade da emissora, para a alegria dos telespectadores que se encantaram e se emocionaram com aquela vovó de bem com a vida. Estreia dia 30 de janeiro, após o "BBB14".





sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

"O Tempo e o Vento": uma marcante história, um grande filme e uma impecável minissérie

A obra de Érico Veríssimo, "O Tempo e o Vento", ganhou sua primeira adaptação em 1967: a novela homônima produzida pela TV Excelsior. Já em 1985, a trilogia do renomado autor virou uma minissérie na Globo, de 26 capítulos, tendo nomes como Glória Pires, Tarcísio Meira, Lima Duarte e Louise Cardoso no elenco. Recentemente, a história de vida da forte Ana Terra e da rivalidade entre a família Terra Cambará e família Amaral foi transformada em um filme, produzido por Jayme Monjardim, e exibido nos cinemas de todo o Brasil a partir de setembro de 2013. E como já virou um costume, a Globo adaptou esse longa em uma microssérie de três capítulos, cuja estreia foi no primeiro dia de janeiro de 2014.


A produção, que conta a história da luta dessas duas famílias ---- que começa nas Missões e vai até o fim do século XIX ---- e também do período de formação do estado do Rio Grande do Sul, é de encher os olhos. A fotografia é impecável, há capricho em todas as cenas, a trilha sonora de Alexandre Guerra é de qualidade e o elenco ajuda a engrandecer ainda mais a trama.

E, ao contrário do que foi feito em filmes anteriores (como "Gonzaga - de pai para filho" e "Xingu"), a Globo acertou ao transformar o longa em microssérie. Primeiramente, porque a próprio filme lembra as minisséries da emissora, incluindo a forma como a história é contada. E outro ponto importante foi a ideia de