quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"Supermax" inova ao apostar no terror e reúne elementos para agradar fãs do gênero

A Globo preparou várias estreias para o período pós-olímpico e a primeira delas foi a elogiada e excelente minissérie "Justiça". As chamadas já prometiam um grande produto e a trama honrou as expectativas. Mas outras produções despertaram tanto interesse quanto a citada, prometendo também instigantes roteiros. E "Supermax" está entre elas. A nova série, que estreou nesta terça (20/09) e teve uma ampla divulgação, é uma ousadia grande da emissora em muitos aspectos.


Primeiramente porque tem o terror como foco, gênero nunca explorado pela teledramaturgia televisiva nacional ---- deixando de lado o trash, obviamente. A história tem o thriller como principal DNA, mesclando ainda drama, suspense e ação. O enredo foi criado por José Alvarenga Jr. (que também dirige), Marçal Aquino e Fernando Bonassi, que trouxeram inovação através de uma trama cujo ambiente principal é um presídio desativado no coração da Floresta Amazônica. Os roteiristas inteligentemente ainda souberam unir reality e ficção, trazendo até mesmo o icônico Pedro Bial para o mundo da fantasia.

O apresentador do "Big Brother Brasil" terá o "Supermax" como seu último reality show na tv, afinal, ele largou o "BBB" para começar sua atração que estreia ano que vem no lugar do "Programa do Jô". Na série, sete homens e cinco mulheres são selecionados para viver a experiência um tanto quanto estranha: três meses de confinamento em um presídio isolado de tudo.
A escolha de cada participante teve como objetivo reunir doze pessoas que cometeram ao menos um crime na vida. E só um sairá vencedor, levando dois milhões de reais.

Logo no primeiro episódio, ficou perceptível a intenção em deixar o enredo parecido com a realidade. O perfil de cada participante foi apresentador para o público, exatamente como é feito no "BBB", e depois Bial explicou as rígidas regras para todos os integrantes do jogo que estava começando. Mas, além de explicar as normas (com direito até a um telefone localizado dentro de uma cúpula de vidro --- qualquer semelhança com o "Big Fone" não é mera coincidência), o apresentador fez questão de expor a história de cada um para todos juntos. A situação provocou uma imediata desconfiança entre o grupo, aumentando a tensão.

Ninguém pode usar celular, objetos ou roupas pessoais. A vestimenta é apenas o uniforme de presidiário. Só come se merecer e só tem privilégios se vencer as provas. Mais uma semelhança com o "BBB" foi a realização de uma 'festa' para a primeira confraternização, o que já gerou as primeiras afinidades e rivalidades, como a do ex-jogador de futebol Artur (Rui Ricardo Dias) com o policial Sérgio (Erom Cordeiro), por exemplo. O toque de um sinal aterrorizante serve de alerta para que todos se recolham a suas celas em cinco minutos. E já houve um momento de susto quando o ex-padre Nando (Nicolas Trevijano) gritou desesperado ao ver sangue tomando o chão e subindo pelos seus pés (era uma ilusão -- ou não).

A primeira prova do líder também foi exibida logo na estreia, onde os doze participantes tinham que ficar em uma caixa apertada, cuja temperatura era em torno dos 50 graus ---- o último a sair vencia. Além dos integrantes mencionados, há ainda a enfermeira Bruna (Mariana Ximenes), a psicóloga Sabrina (Cléo Pires), o ex-lutador de MMA Luisão (Bruno Belarmino), o economista ligado a políticos José Augusto (Ademir Emboava), a dona de uma rede de salões de beleza Janete (Maria Clara Spinelli), a dona de casa Diana (Fabiana Gugli), o médico Timóteo (Mário César Camargo), a ex-socialite Cecília Damasceno (Vânia de Brito), e o provocador Dante (Ravel Andrade) --- menino adepto a seitas.

A escalação foi feita com a preocupação de selecionar rostos desconhecidos do grande público, justamente para provocar uma maior sensação de realismo com o reality. Os únicos nomes que têm proximidade com o telespectador em virtude de várias novelas são Mariana Ximenes e Cléo Pires, que estão ótimas, imprimindo um apropriado ar sombrio. Erom Cordeiro também pode ser citado como um ator mais conhecido. Já os demais são novatos ou fizeram apenas pequenas participações em produções da Globo ao longo da carreira.

A história prende atenção e há um clima de medo constante. Outra situação que provoca curiosidade é a presença de 'demônios' ou figuras macabras no presídio, aterrorizando os participantes. Tudo bem típico dos filmes de terror e alguns seriados americanos, mas que ainda é uma novidade em se tratando de séries nacionais. Além dessa inovação, a emissora lançou uma estratégia de divulgação baseada no sucesso do Netflix (formato que faz imenso sucesso no mundo, onde o telespectador escolhe o que quer assistir e quando), disponibilizando os 11 episódios da trama na Globo Play. Apenas o último, o décimo segundo, será exibido primeiramente na televisão. É uma atitude corajosa. Vale lembrar, aliás, que algo parecido foi feito em "Justiça", liberando os capítulos na internet cerca de cinco horas antes de ir ao ar na tv. Também farão isso com "Nada Será Como Antes", nova produção que estreia dia 27.

O começo é mais voltado para a tensão entre os participantes e a rivalidade dos enigmáticos rivais. Os elementos sobrenaturais aparecem rapidamente. Ao longo dos episódios, a série vai ficando cada vez mais macabra, com direito a muitas cenas fortes, onde os telespectadores de estômago fraco não conseguirão assistir. Tem sangue de sobra, mutilações, criaturas aterrorizantes atacando os participantes, enfim... É um produto destinado a um público específico. Há claros elementos de "Lost", "True Blood", "The Walking Dead", "Prison Break", "American Horror Story", entre outros seriados estrangeiros característicos. Vale citar também a presença de Carolina Kotscho, Raphael Draccon, Danilsson Ramalho e Bráulio Mantovani na equipe de roteiristas, sendo muitos deles especialistas em terror.

"Supermax" tem uma proposta audaz e a preocupação de transmitir algo realmente instigante, deixando qualquer traço de 'tosquice' de lado, é perceptível. Ainda funcionou perfeitamente a mistura de reality e dramaturgia, mesmo tudo sendo ficcional. A série demorou um ano para ser produzida e o presídio (de três andares e 800m²) foi erguido em uma das cidades cenográficas dos Estúdios Globo, tendo ainda onze câmeras espalhadas (algumas vindas do "BBB"). A qualidade se faz presente e os episódios sempre conseguem despertar interesse, além de provocar medo através de uma trilha característica e momentos aterrorizantes. Para quem gosta é um prato cheio.

25 comentários:

Karina disse...

Não gostei e não vou ver mais. Não tem o menor sentido em confinar criminosos pra dar um prêmio a eles. A policia deixou isso???? É ficção, mas vamos ter logica...

Anônimo disse...

Não gosto de terror.

Leandro disse...

Se não tivessem inventado esse reality tudo ficaria melhor. Realmente fica forçado uma emissora de tv trancar 12 criminosos, sendo vistos pelo Brasil todo, e do nada para de transmitir e eles ficam lá isolados na propria sorte.

Liliane disse...

Eu amo terror, mas não me animei não.

Denise disse...

Achei boa, mas meio esquisita.

Felisberto N. Junior disse...

Olá,Sérgio...bem, como disse, pelo menos é uma proposta inovadora,inserir o "terror" como foco na teledramaturgia nacional, longe dos anteriores "trash".E um grande acerto,colocar,a grande maioria, atores/atrizes pouco conhecidos. Para quen gosta um prato cheio mesmo.
Belos dias,abraços!

Nina disse...

Achei pesado demais e a Mariana e a Cleo tavam canastras o tempo todo. Nem vou acompanhar.

Victor disse...

Não gostei!Achei trash.

Anônimo disse...

Só vi o primeiro episodio pq não tenho globoplay mas pelo que eu vi parece ser bem interessante (apesar do piloto ter sido um tanto quanto parado, reservou um bom gancho) enfim mas foi como tu disse é uma serie pra quem gosta mesmo e eu gosto um pouco desse gênero de terror e suspense, vou acompanhar o resto pra ver como sera feito, mas tem uma boa proposta e já notei que a direção, produção está de parabéns pq não deve nada as series americanas, e do elenco eu já cito as sempre ótimas Mariana Ximenes e Cléo Pires e o Erom Cordeiro também, de resto tenho que aguardar, já o enredo como vc também falou será uma mistura de varias séries americanas que fazem sucesso por aqui, mas como nada é novo e tudo se copia hoje em dia pq praticamente todas as histórias já foram contadas então é só torcer pra que seja bem desenvolvido

Sissym Mascarenhas disse...



Eu adoro terror, concordo com a Karina. Alias, penso que a tv e o cinema "ensinam" a falta de amor, traições, e tudo mais. Já pensou se começassem a fazer o contrário?! Colocar na cabeça de milhões exatamente o contrário!
Por mais que a vida hoje seja uma banalidade, matar, roubar, trair, talvez não seja tarde demais para reinventar a paz.

Bjs

Perigótica, a Periguete Gótica disse...

Vi os 11 episódios (não pelo Globo Play, não sou rica) e posso garantir que Mariana Ximenes está DIVANDO! A personagem Bruna não tem nada a ver com a Tancinha: fria, calculista, mega-psicopata, sádica, gosta de ver o povo agonizando e morrendo, mas até senti peninha dela depois do que aconteceu no 8º episódio. Já Cléo Pires é Cléo Pires, né? Meeeesma coisa. Sabrina é marrenta, arrogante e encrenqueira, assim como Tamara e praticamente todas as outras personagens da carreira dela, que ela deve à mãe. Pois se não fosse Glória Pires, seria só mais um rostinho bonito na TV. Claro que as principais razões pra eu continuar vendo a série são Erom Cordeiro, a.k.a. Capitão Sérgio (ôôô lá em casa!) e Bruno Belarmino, vulgo Luisão (que homem gostoso da p#rra!).
A galera do Twitter tá bem dividida, uns tão curtindo, outros odiando, alguns cometem a heresia de comparar a Mutantes e tem os que juram que a série só fica massa após o 5º episódio, certamente por causa das cenas sangrentas, quem morre de medo de filme de terror fique preparado desde já. Já eu preferi os conflitos humanos dos cinco primeiros, mas é como diz o ditado: cada um é cada um.

Pâmela disse...

Oi Sérgio!
Te confesso que não sou grande fã do gênero "terror" porém fico feliz em ver a Globo apostando em novas histórias e principalmente em rostos pouco conhecidos para personagens principais (caso do ótimo Erom Cordeiro).

Sérgio Santos disse...

Entendo, Karina...

Sérgio Santos disse...

Tb nao gosto, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Concordo, Leandro.

Sérgio Santos disse...

Eu não curto, Liliane.

Sérgio Santos disse...

Ok, Denise.

Sérgio Santos disse...

Pois é, ,Felis. Não é o meu caso... rs abçss

Sérgio Santos disse...

Não achei as duas canastras, Nina, mas respeito sua opinião.

Sérgio Santos disse...

Sem problemas, Hugo.

Sérgio Santos disse...

Hugo não, Victor. Desculpa.

Sérgio Santos disse...

Sem duvida, anonimo. E mais pra frente a série fica bem pesada. Sangue pra burro... Eu não gosto, mas quem curte vai adorar. abçs

Sérgio Santos disse...

Eu odeio terror, Sissym! rs bjssss

Sérgio Santos disse...

Perigótica, Globo Play não é caro não. E nem to ganhando nada pra falar isso. Eu não gosto de terror e por isso mesmo preferi os episódios iniciais, valorizando os conflitos e o suspense. Depois que começou o banho de sangue eu já não gostei mais. Mas é opinião pessoal minha. Meu gosto. Se deixasse isso interferir ia criticar tudo na série no texto, mas tem quem goste.

Sérgio Santos disse...

Eu passo longe, Pãmela. Mas é mesmo uma boa inovação da Globo. O Erom tá ótimo mesmo. bjsss