sábado, 16 de janeiro de 2016

Produção caprichada, grandiosas interpretações e enredo instigante foram as marcas de "Ligações Perigosas"

A Globo, já há muito tempo, vem inaugurando a sua grade, na área da teledramaturgia, da melhor forma possível a cada ano. "O Brado Retumbante", em 2012, "O Canto da Sereia", em 2013, "Amores Roubados", em 2014, e "Felizes para sempre?", em 2015, comprovam isso mais recentemente. As três minisséries foram grandiosas e mereceram os elogios que receberam na respectiva época. Agora, mais uma produção entrou para esse seleto 'time'. "Ligações Perigosas" foi outro produto repleto de qualidades e chegou ao fim nesta última sexta feira (15/01), completando dez capítulos primorosos.


Escrita por Manuela Dias, e dirigida com maestria por Vinícius Coimbra e Denise Saraceni, a minissérie foi uma adaptação do clássico francês "Les Liaisons Dangereuses", escrito por Chordelos de Laclos, em 1782. O roteiro já teve inúmeras adaptações teatrais e originou 11 versões para o cinema. Portanto, o que não falta é obra para comparar com a versão televisiva feita pela Globo. E o enredo, apesar de ter sido criado no século XVIII, se mostra atemporal, despertando ainda o mesmo interesse e provocando as mesmas perturbações causadas pelos dramas, nada leves, protagonizados pelos personagens. O texto, inclusive, é fascinante.

A frieza e a sedução são as grandes protagonistas da história, que foi brilhantemente adaptada na produção recém-terminada. Manuela Dias soube aproveitar muito bem o tempo maior para contar a trama, uma vez que nos filmes e nas peças tudo precisa ser exposto em menos de três horas.
Tendo dez capítulos para elaborar o enredo, a autora conseguiu apresentar com mais riqueza a relação doentia de Isabel (Patrícia Pillar) e Augusto (Selton Mello), podendo ainda explorar melhor o drama de Cecília (Alice Wegmann) e Mariana (Marjorie Estiano). Porém, o conjunto foi basicamente o mesmo, havendo uma preocupação de seguir a obra original.


Como é um romance epistolar (construído por cartas), a minissérie foi ambientada na década de 20 ---- mas um período diferente da obra original e do maior sucesso do cinema, em 1988, contados no século XVIII ---- e o capricho do figurino ficou visível. A figurinista Marília Carneiro, uma das mais requisitadas e respeitadas da emissora, fez mais um trabalho brilhante. As vestimentas compuseram perfeitamente cada perfil, ajudando a evidenciar a personalidade de cada um. E os cenários escolhidos também merecem menção pelo belo visual ----- várias cenas foram gravadas na Patagônia (as da praia, diante de belas falésias) e em Concépcion del Uruguay (no Palácio de Santa Cândida, representando a mansão de Consuelo, vivida por Aracy Balabanian).


A maioria das cenas tinha uma tensão sexual, expondo a malícia de uns e a aparente pureza de outros. Havia um clima sombrio na trama desde o primeiro capítulo, o que ajudou a deixar o enredo ainda mais instigante. Foram muitas sequências densas, onde o brilhante texto se sobressaía na boca de todos os personagens bem construídos. E o elenco foi muito bem selecionado, fazendo jus ao alto nível da produção. Patrícia Pillar, Selton Mello Marjorie Estiano e Alice Wegmann foram os grandes destaques da minissérie e a entrega dos atores foi admirável. O entrosamento cênico e a química foram visíveis em todos os momentos. Diferentes gerações de intérpretes talentosos que se complementaram harmonicamente.


Mas é preciso destacar também a grande Aracy Balabanian, que enfim ganhou um bom papel. Seu último grande trabalho foi como a italiana Gema, em "Passione" (2010), e desde então não havia recebido um perfil à sua altura. A carismática Consuelo era uma personagem pequena, mas relevante. A tia de Augusto expunha o lado humano do sobrinho, que deixava a arrogância e o deboche de lado quando estava com ela. Ele só se abria durante os seus desabafos, principalmente depois que se apaixonou perdidamente por Mariana, virando vítima do amor que tanto despertava em suas 'presas'. Aliás, é preciso ressaltar a sintonia maravilhosa que Selton teve com Patrícia e Marjorie. Quantas cenas boas foram protagonizadas por eles.


Além dos atores citados, vale mencionar a talentosa Lavínia Pannunzio, que interpretou brilhantemente a enérgica Iolanda, mãe de Cecília. A respeitada atriz já fez inúmeros espetáculos teatrais e vários filmes, mas na televisão foram apenas algumas participações ---- como em "As Pupilas do Senhor Reitor" (1996) e "Chiquititas" (1998) no SBT, e "Dance, Dance, Dance" (2008) na Band, por exemplo. Ela protagonizou ótimas cenas com Alice Wegmann, Patrícia Pillar e Marjorie Estiano.


Outros bons nomes foram Alice Assef (Vitória, que se vestia de homem para entregar os recados da patroa Isabel); Hanna Romanazzi (Sofia, amiga de Cecília); Danilo Grangheia (Otávio, advogado prejudicado por Isabel); Camila Amado (a madre superiora); Yanna Lavigne (Júlia, empregada de Mariana); Renato Góes (Vicente, empregado de Augusto); Isabella Santoni (Isabel jovem), Ghilherme Lobo (Augusto jovem); Jesuíta Barbosa (Felipe); e Leopoldo Pacheco (o poderoso Heitor).


O penúltimo capítulo foi de tirar o fôlego. Isabel contou para Felipe que o seu ex-amante havia seduzido Cecília e o professor foi tirar satisfações. Augusto, desiludido com a vida e arrependido de não ter fugido com Mariana, propôs um duelo a Felipe, já com o intuito de morrer. Expert em tiro, o sedutor homem errou propositalmente duas vezes e esperou ser alvejado pelo rival. A cena foi primorosa e Selton Mello se destacou, principalmente quando seu personagem entrega Isabel no leito de morte e pede para o professor de música mandar sua carta de despedida para Mariana. O ator encerrou sua participação com chave de ouro. Patrícia Pillar ainda brilhou com o desespero de Isabel ao ver o único homem que ela amou (do seu jeito torto) sem vida.


E a cena que fechou o penúltimo capítulo, servindo de gancho para o último, foi extremamente triste. Já definhando na cama do convento, Mariana escuta Iolanda falar sobre o falecimento de Augusto. Ela se levanta, faz uma última oração (onde se culpa por tudo e pede para Deus livrar Augusto de todas as desgraças) e desiste imediatamente de viver, falecendo, com uma expressão de sofrimento profundo. A entrega da Marjorie Estiano impressionou e a atriz se firma como a maior revelação destes 20 anos de "Malhação". Após vários trabalhos grandiosos --- como "Páginas da Vida",  "A Vida da Gente", "Lado a Lado" e "Eu que amo tanto" ----, a intérprete mais uma vez mostrou o quão é talentosa. Seu desempenho foi irretocável.


O último capítulo serviu para fechar o enredo sem correrias. Jesuíta Barbosa e Aracy Balabanian protagonizaram uma ótima cena, onde Felipe conta para Consuelo a verdade sobre Augusto e acaba protegido por ela. Já a humilhação pública de Isabel, que viu o advogado Otávio se vingar de tudo o que sofreu a expondo em um teatro lotado, foi a melhor de todas. Patrícia Pillar estupenda. Vale mencionar ainda a sequência do casamento de Cecília com Heitor, deixando sublinhado que a sonsa menina estava se transformando em uma nova Isabel. Alice Wegmann e Leopoldo Pacheco ótimos. Lavínia Pannunzio e Patrícia também brilharam quando Iolanda foi esculachada por Isabel, mesmo com a ex-poderosa estando no fundo do poço.


E o momento impactante do grande final ficou por conta do estado degradante de Isabel, dois anos depois, após ter perdido tudo o que tinha. A cruel mulher contraiu varíola, perdeu toda a sua beleza, e praticamente se transformou em uma bruxa. Tudo de ruim que a personagem tinha dentro dela, e que era bem escondido atrás da sua figura exuberante, foi exposto no seu físico. A equipe de caracterização merece elogios, assim como Patrícia Pillar que nem precisou de texto para se destacar. A cena, aliás, foi exibida enquanto Consuelo comentava sobre as tragédias que acometeram a vida de todas aquelas pessoas e o texto se mostrou perfeito ----- "As reflexões só vêm depois dos acontecimentos. A razão não é suficiente para prevenir coisa alguma. Nem serve de consolo. Pensando assim, quem deixaria de estremecer imaginando a desgraça que pode causar uma única ligação perigosa.". Aracy Balabanian foi a responsável pelo encerramento da produção e brilhou.


A adaptação televisiva do clássico romance de Chordelos de Laclos resultou em uma impecável trama de dez capítulos e Manuela Dias estreou em grande estilo a sua primeira produção solo. A escritora colaborou com o roteiro de "A Grande Família" (2012) e era colaboradora de Duca Rachid (que supervisionou o texto da minissérie) e Thelma Guedes em "Cordel Encantado" (2011) e "Joia Rara" (2013). Agora, assinou com competência seu primeiro trabalho sozinha e já está produzindo uma mininovela das 23h, intitulada "Justiça", prevista para este ano ainda.


"Ligações Perigosas" conseguiu mesclar sedução, amoralidade, inocência, crueldade e frieza com extrema habilidade. O capricho da produção foi observado em todos os capítulos da trama, onde os humanos eram culpados e castigados justamente por serem humanos. As vítimas e os algozes trocaram de posição algumas vezes e o telespectador pôde acompanhar todos os desdobramentos da sensual história através de ótimas cenas e grandiosas interpretações. Um requintado produto que iniciou muito bem o ano de 2016.



32 comentários:

Maíra disse...

Foram mesmo. Eu confesso que achei o início meio morno e não botei muita fé. Mas depois ela ganhou fôlego e foi que foi. Marjorie fez um grande trabalho, assim como Patrícia e Selton. Também adorei a Aracy valorizada e a Alice brilhando. O elenco todo foi bom, com exceção do Jesuíta que achei apático. Fica a saudade.

Anônimo disse...

O WALCYR É UMA FÁBRICA DE FAZER NOVELAS E O SENHOR É UMA FÁBRICA DE FAZER TEXTO,S SÉRGIO. DEUS DO CÉU! NÃO SEI COMO CONSEGUE. PARABÉNS!

Yasmin disse...

Parabéns por mais um excelente texto. Seguido de outro ótimo de Além do Tempo. Vc é gênio, Sérgio.

Cris disse...

Adoro sempre seus textos. Só uma coisinha que me incomoda deveras (pode parecer bobagem, mas pra mim faz muita diferença e serve como um respeito aos protagonistas), coloque o nome da Marjorie antes do de Alice, por favor. Primeiro que juntamente com Patricia e Selton ela era uma das protagonistas, assim como aparece na abertura da novela e em segundo porque parece uma falta de respeito com uma atriz maravilhosa que fez um trabalho brilhante, não que Alice não estivesse bem, mas Marjorie está um degrau acima na dramaturgia e na obra. Obrigada. Bjs

Heitor disse...

Texto que fez jus ao produto, Sérgio. A Globo quando quer sabe fazer. Essa produção foi de encher os olhos.

Heitor disse...

Cris, só uma observação. Vc está se referindo ao texto que o Sérgio elogiou os quatro atores? Porque se foi ele colocou o da Alice antes para repetir a ordem da foto da postagem.

Melina disse...

Sérgio, querido, a minissérie foi muito boa mesmo. Gostei que o final não foi nada corrido, ao contrário de Além do Tempo que pecou bastante nesse sentido. E nem sabia que essa autora tava preparando uma nova novela das 23h. Gostei de saber. Tomara que escale nomes dessa minissérie. Eu achei o final muito bom e o penúltimo capítulo teve mais impacto que o último. Um beijo.

Gabriel disse...

Mais uma ótima minissérie de início de ano o q ja virou tradiçã ne. Adorei ter visto todos os capítulos serem exibidos depois da novela, mas acho q isso fez a emissora pisar no freio quanto a cenas mais picantes, algo q a trama pedia. Mt gente elogiava a produção mais dizia faltar um algo a mais, acho q ficou clean demais. Além disso vendo as chamadas achei q teriam mais narrações fãs cartas durante os capítulos o q ñ teve mt.
Mas claro q nada disso apaga a ótima história e atuações impecáveis. Patrícia estava impecável como Isabel e a parceria com Selton tbm ótima, Marjorie maravilhosa principalmente na reta final quando Mariana ja esta definhando.
Penúltimo e último capitulos fantásticos. Ano começou mt bem, manda mais q ta pouco.

MARILENE disse...

Sergio, admiro suas postagens. Uma abordagem perfeita. Gostei da trama (que desconhecia) e das belíssimas interpretações dos atores. Bjs.

Italo disse...

Essa minissérie foi fantástica! Achei melhor que Felizes para sempre.

Rafael disse...

Otimo texto!! Belissíma minissérie!! Os atores estavam maravilhosos, só não gostei de Jesuíta Barbosa, acho ele supervalorizado como ator, ele é parecido em todos papéis, sempre com mesmo tom de voz e com a mesma expressão.

F Silva disse...

Algo a comentar...

De Fato. "Ligações Perigosas" foi uma caprichada produção, um ótimo enredo e com excelentes atuações.

Agora, eu não entendi porque você diz no primeiro parágrafo que já há algum tempo que a Globo vem "inaugurando" a sua grade na área da teledramaturgia. Como assim?

Essa inauguração da grade já soma 33 anos quando em 1982 estreava três excelentes minisséries: "Lampião e Maria Bonita", "Avenida Paulista" e "Quem Ama não Mata".

A partir de então, não parou mais. Discorramos então, pra recordar, sobre esses capítulos da história das minisséries. Nos anos 80 tivemos ainda sucessos como "Bandidos na Falange", "Padre Cícero", "Rabo de Saia", "Anos Dourados", "O Primo Basílio", "O Tempo e o Vento", "O Pagador de Promessas", "Memórias de um Gigolô", entre outros.

Os anos 90 começa com "Riacho Doce" e tivemos ainda "Anos Rebeldes", "Memorial de Maria Moura", "Engraçadinha", "Hilda Furacão", "Chiquinha Gonzaga", "Dona Flor e seus dois maridos", entre outras.

Nos anos 2000 tivemos "A Muralha", "Os Mais", "O quinto dos infernos", "Presença de Anita", "A Casa das 7 mulheres", "Um só coração", "JK", "Maysa" entre outras.

A segunda década começa com "Dalva e Herivelto". Tivemos ainda "Dercy de Verdade", "Chico Xavier", "O Brado Retumbante", "O canto da sereia", "Amores Roubados" e "Felizes para sempre".

Existe uma preocupação estética da Central Globo de Produções com os produtos da teledramaturgia e é clarividente uma melhora progressiva na qualidade dessas produções na linha do tempo. Entretanto, em termos de enredo, muitas dessas produções acima citadas tem qualidades iguais ou até mesmo melhores. São verdadeiros clássicos.

"Ligações Perigosas" foi mais um excelente produto que valeu muito a pena acompanhar.

Fica aqui os aplausos para Manuela Dias, para a equipe de produção sob a batuta de Denise Saraceni e para o formidável elenco com destaque para Patrícia Pilar e Selton Mello.

Abraços...

Andressa Mattos M. disse...

Foi muito boa mesmo, Sérgio. E sua resenha final se mostrou completo como sempre. Começou meio devagar, mas a história foi prendendo até ficar imperdível mesmo. E que elenco bom!

Sérgio Santos disse...

Maíra, eu achei o Jesuíta regular. Nem ótimo, mas nem péssimo. E os outros deram sho0w e foram merecidamente valorizados mesmo. Saudades.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anonimo. Deu trabalho.

Sérgio Santos disse...

Valeu, Yasmin.

Sérgio Santos disse...

Cris, eu confesso que não entendi. A ordem dos nomes eu muitas vezes coloco seguindo a imagem que eu posto. Só isso. E eu sempre deixei claro nas postagens da importância da Marjorie, então é bobagem. Mas nesse texto eu nem fiz isso. Mas enfim... bj

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Heitor.

Sérgio Santos disse...

O penúltimo foi mais impactante msm, Melina. O último foi mais pra fechar os ciclos e foi mt bom tb. Concordo que acertaram evitando aquela correria desnecessária. E essa mininovela promete mesmo. Vamos aguardar. Adriana Esteves e Vladimir Brichta tão no elenco. bjs

Sérgio Santos disse...

Já virou tradição mesmo, Gabriel. E é verdade, umas cenas mais ousadas fizeram falta até pq o enredo pedia. Mas nada que afetasse o fantástico conjunto. Fará falta. E Marjorie é um show.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Marilene. =) Fico honrado. bjs

Sérgio Santos disse...

Achei as duas mt boas, Italo. abçs

Sérgio Santos disse...

Entendo, Rafael. Mts criticaram o Jesuíta msm. Mas eu não achei ele tão ruim.

Sérgio Santos disse...

Sim, F Silva, mas não dava pra citar tudo isso em um parágrafo, né? E eu também me referi ao novo esquema da emissora de início de ano. De todas essas citadas, mtas foram em formatos diferentes. Eu me referi a essas que duram duas semanas. Dalva e Herivelto e Dercy de Verdade (que eu escrevi na época) foram igualmente fantásticas, mas tiveram 4 e 5 capítulos apenas. Não 10. E JK durou três meses. Bem diferente. Até acrescentei O Brado Retumbante que seguiu basicamente a mesma premissa dessas que eu já havia mencionado. Mas concordo com vc, são mtas produções incríveis mesmo e Ligações Perigosas foi excelente. abçs.

Sérgio Santos disse...

Valeu, Andressa. =)

Sérgio Santos disse...

F Silva, me corrigindo, O Canto da Seria só teve 4 caps. Então se encaixa em Dercy e Dalva e Herivelto.

Mariana Nascimento disse...

Oi Sérgio muito boa sua crítica. A minissérie foi excelente, um prazer ver Aracy com um papel de destaque.
Todos tiveram chance de brilhar, e o trio principal estava afinadissimo.
Sou muito fã da Marjorie e ve-la atuar é um prazer, que atriz maravilha, passa tudo pelo olhar, fico impressionada.
Patrícia maravilhosa como sempre, arrasou, adoro ela fazendo vilã sarcástica. E mesmo sendo, acho que a quarta vilã consecutiva ela consegue diferencia - las.
Selton voltou muito bem para tv, o papel lhe caiu perfeitamente.
Fiquei feliz que Alice teve chance de mostrar seu talento, essa menina tem futuro.
Bom não vou me estender. Amei a minissérie, 2016 começou muito bem.
Espero que a próxima minissérie de Manuela Dias seja tão boa quanto essa.

Elvira Akchourin do Nascimento disse...

A Globo começou o ano com o pé direito. Dois adjetivos bastam para definir o que foi Ligações Perigosas: emocionante e sensacional. Texto, direção, produção, reconstituição de época, fotografia, figurinos, elenco. Nota mil!

Anônimo disse...

Aquele babaca daquele Thallys já tá falando mal de vc pelas costas de novo, Sérgio. ABRE O OLHO.

Sérgio Santos disse...

Podia se estender, Mariana. Não tinha problema. =) E eu endosso todo o seu comentário. Tb aposto nessa mininovela dela das onze. Vamos ver. bjs

Sérgio Santos disse...

Começou mesmo, Elvira. Nota mil!

Sérgio Santos disse...

Eu tenho o olho bem aberto, anonimo. Fique tranquilo. =)