sábado, 31 de maio de 2014

Reality marca o verdadeiro início da história de "Geração Brasil"

A estreia de "Geração Brasil" foi promissora e até agora a novela de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira tem seguido um caminho interessante. Os capítulos começaram exibindo para o telespectador tudo o que aconteceu antes do concurso 'Geração Brasil'. Ou seja, os autores resolveram apresentar o prólogo da história 'voltando ao passado', aproveitando uma característica cada vez mais comum em produções da Globo. E a novela iniciou de fato quando Jonas Marra (Murilo Benício) anunciou os selecionados para o reality que escolherá seu sucessor na Marra Brasil.


A seleção foi feita justamente através de um desafio, onde os hackers teriam que quebrar um sistema de segurança e invadir o site do empresário, provando que entendem tudo de computação e tecnologia. Os dez primeiros que conseguiram foram selecionados para um reality show, onde terão que passar por provas, até restar um, que será o vencedor, assumindo uma posição de destaque na empresa. Toda esta situação serviu para centralizar o tema da novela e ainda inserir Davi (Humberto Carrão) no núcleo principal, provocando um encontro com o poderoso Jonas, além de causar uma aproximação com seus dois pares românticos: Manu (Chandelly Braz) e Megan (Isabelle Drummond). 

Os autores acertaram na condução da trama e ainda usaram com criatividade o artifício do reality dentro da teledramaturgia. Vale lembrar que "Sangue Bom" fez isso no último capítulo com a entrada da Tina (Ingrid Guimarães) no hilário "AQCP - A Que Ponto Chegamos", e "Amor à Vida" mesclou com competência ficção e realidade com a presença de Valdirene (Tatá Werneck) no "Big Brother Brasil 14".

sexta-feira, 30 de maio de 2014

"Pecado Mortal": um acerto de Carlos Lombardi e um erro da Record

A trama de Carlos Lombardi, que marcou a estreia do autor na Rede Record, após 31 anos trabalhando na Rede Globo, chegou ao fim nesta sexta-feira (30/05). "Pecado Mortal" saiu de cena depois de permanecer quase 8 meses no ar (o folhetim estreou em setembro de 2013) e, lamentavelmente, apresentou muitos problemas, terminando como um grande fracasso da emissora. Porém, muitos destes contratempos não foram de responsabilidade do autor.


Carlos Lombardi foi desrespeitado inúmeras vezes e precisou lidar com muitos percalços. Um deles foi a desistência de Mel Lisboa, que resolveu sair da novela para se dedicar à sua peça sobre a vida de Rita Lee. O autor foi pego de surpresa e precisou criar um desfecho antecipado para Marcinha, que acabou morrendo atropelada. A saída do diretor-geral Alexandre Avancini, deslocado pela emissora para dirigir uma nova novela bíblica, foi outro problema que acabou prejudicando o andamento da obra.

E para culminar, a Record resolveu mudar a novela de horário de forma súbita. Exibida às 22h30 ---- hora, aliás, que nunca era seguida, uma vez que a emissora sempre esperava o término de "Amor à Vida", na Globo, para colocar a trama no ar, que acabava começando por volta das 23h ----, "Pecado Mortal" foi transferida para às 21h15 quando a líder estreou "Em Família". O intuito, obviamente, era aumentar os índices, que andavam péssimos, mas não funcionou.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

"Jardim Urgente" destaca Welder Rodrigues e se firma como melhor quadro do "Tá no Ar: a TV na TV"

Entre as muitas qualidades do "Tá no Ar: a TV na TV", a criatividade dos quadros é a principal delas. O programa tem se revelado uma grata surpresa e as noites de quinta-feira ficaram muito mais divertidas. Um outro ponto alto é, sem dúvida, a versatilidade do elenco. Os atores interpretam vários personagens e sempre se saem bem nas inúmeras cenas exibidas. Mas, em meio a tantos pontos positivos, é preciso destacar um quadro que virou o grande trunfo da atração: o "Jardim Urgente".


Welder Rodrigues interpreta Jorge, apresentador de um programa que fala sobre delitos e crimes cometidos por crianças. A paródia, é claro, faz um hilário deboche em cima dos formatos policialescos que estão presentes na programação de várias emissoras. Os mais assistidos pelo público são o "Brasil Urgente", na Band, e o "Cidade Alerta", na Record. O próprio ator diz que se inspira no José Luís Datena e no Marcelo Rezende para dar vida ao indignado âncora.

O quadro faz uma crítica bem-humorada a esses programas que transformam crimes e notícias desastrosas em um espetáculo, onde o apresentador sempre profere xingamentos e um discurso de indignação, com tom exaltado, em relação aos crimes cometidos.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Com uma terceira temporada eletrizante, "Revenge" comprova que ainda tem fôlego de sobra

A terceira temporada de "Revenge" terminou de ser exibida no Brasil nesta quarta-feira (28/05), no Canal Sony. A série, que estreou nos E.U.A. em 2011 e passou a ser exibida em mais de 30 países, já fazia sucesso no Brasil, mas ganhou mais telespectadores quando foi exibida pela Globo aos domingos. A emissora apresentou a primeira e a segunda temporadas, e já adquiriu a terceira ---- exibirá entre 9 e 27 de junho, no lugar do "Programa do Jô", que ficará fora do ar temporariamente.


A história criada por Mike Kelley é sobre a vingança de Emily Thorne (Emily VanCamp), que na verdade se chama Amanda Clarke e planeja destruir todos os responsáveis pela condenação injusta de seu pai (acusado de terrorismo). A trama é repleta de personagens ambíguos, incluindo a própria protagonista, que demonstra frieza e crueldade contra seus inimigos, ao mesmo tempo que expõe uma insegurança diante de seu amor de infância (Jack Porter - Nick Wechsler) e um carinho por seu leal amigo (Nolan Ross - Gabriel Mann).

Não é por acaso que a série faz sucesso no Brasil, afinal, é uma típica novela. Vale lembrar, inclusive, que "Avenida Brasil" chegou a ser acusada na época de plagiar várias situações de "Revenge". E as comparações foram inevitáveis justamente porque o folhetim de João Emanuel Carneiro tratava de vingança,

terça-feira, 27 de maio de 2014

O talento de Vanessa Gerbelli

Ela tem 40 anos, mas aparenta ter 30. É discreta na sua vida pessoal e bastante tímida. Uma atriz que se dedica aos seus personagens, mas que também sabe pintar belos quadros e ainda canta. Esta é Vanessa Gerbelli, que se destacou logo na sua primeira cena de "Em Família e vem brilhando na pele da obcecada Juliana, personagem criada especialmente para ela por Manoel Carlos.


Sua estreia na teledramaturgia foi na Globo, no ano de 2000, quando ganhou a caipira Lindinha, do sucesso "O Cravo e a Rosa", de Walcyr Carrasco. A invejosa personagem começou sem muita importância e foi crescendo a cada capítulo, mostrando que sua intérprete tinha vindo para ficar. Apesar de ter sido uma vilã, ganhou a simpatia do público e terminou a trama regenerada, ao lado de Januário (Taumaturgo Ferreira).

Após esta sua bem-sucedida estreia, participou de "Desejos de Mulher" em 2002 e em 2003 ganhou de Manoel Carlos a sua melhor personagem da carreira até agora: a Fernanda, de "Mulheres Apaixonadas". Até hoje os telespectadores se lembram da trágica morte da mãe de Salete (Bruna Marquezine),

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Segunda temporada de "As Canalhas" mostra uma nítida evolução da série do GNT

A estreia de "As Canalhas" no GNT, em 2013, foi promissora. Os primeiros episódios mostraram que a série teria boas histórias para contar, a respeito de mulheres que deixam o caráter de lado em busca dos seus objetivos. Porém, a produção foi de altos e baixos. Algumas tramas não empolgaram e a forma de apresentar o enredo cansou rapidamente. Mas, a segunda temporada, que começou a ser exibida no começo de abril deste ano, evoluiu bastante.


O principal acerto foi a mudança do formato. A fofoca feita no salão de beleza (cenário presente em todos os episódios que servia como pretexto para a protagonista contar sua história) saiu de cena e a narrativa mudou. Agora, a trama da canalha em questão já começa a ser exibida logo no início no episódio, sem maiores enrolações. E os detalhes do contexto são explicados pela própria personagem central para o telespectador, em rápidas sequências, onde ela fala com a câmera no meio de alguma cena ----- na primeira temporada isso era feito da mesma forma, só que no salão, interrompendo várias vezes a narrativa.

Esta alteração foi muito benéfica para a série, que agora flui com maior naturalidade e dinamismo. E as tramas estão bem mais interessantes, além de ter um elenco melhor escalado também. Em 2013, embora tenha apresentado alguns bons episódios, muitas histórias eram bobas demais e o desenvolvimento deixava

sexta-feira, 23 de maio de 2014

"Em Família": uma novela sem rumo

Assim como é aceitável que uma obra não mude sua essência e prejudique seu enredo para satisfazer o telespectador, também é perfeitamente compreensível que uma novela sofra modificações em prol da aceitação do público, e consequentemente do aumento dos índices de audiência. Várias tramas já sofreram deste problema e algumas conseguiram acertar com as mudanças, enquanto que outras só se prejudicaram ainda mais. O segundo caso, por exemplo, pode ser aplicado ao atual folhetim das nove da Globo: "Em Família" está sem rumo.


A última novela de Manoel Carlos vem sofrendo constantes modificações desde a sua estreia, incluindo a intervenção da Globo na aceleração da história, que implicou no encurtamento da segunda fase da trama. Tudo para tentar salvar o folhetim dos péssimos índices de audiência e da baixa repercussão. Entretanto, nada tem surtido efeito e as alterações acabaram deixando a história aparentemente sem direção e muitos personagens perdidos.

O foco principal de "Em Família" passou a ser o romance entre Luiza (Bruna Marquezine, ótima) e Laerte (Gabriel Braga Nunes, apático e inexpressivo), já previsto na sinopse. Entretanto, Maneco parece não saber o que Laerte é. Ele não é mocinho, nem vilão e nem um tipo dúbio, é apenas um sujeito obsessivo e egoísta. Parece psicótico.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Canal Viva acerta com a reprise da instigante série "A Cura"

No dia 10 de agosto de 2010, estreou na Globo uma série que viria a ser uma das melhores produzidas pela emissora: "A Cura". Escrita por João Emanuel Carneiro e Marcos Bernstein, e dirigida por Ricardo Waddingon, a trama presenteou o telespectador com uma instigante história que mesclava espiritismo, drama psicológico e suspense com precisão. E quem perdeu esta primorosa produção, tem a oportunidade de assisti-la no Canal Viva, que começou a reprisá-la às quintas-feiras, às 23h10 (horários alternativos: madrugada de quinta para sexta: 2h45 e sábado: 14h30).


A série conta a história de Dimas (Selton Mello), um jovem inseguro que cresceu sendo acusado pela morte de um amigo e que volta à sua cidade (Diamantina - MG) 20 anos depois, formado em medicina, e tentando provar que é um profissional competente e uma pessoa boa. Obviamente, enfrenta a ira dos moradores locais. E até mesmo seus familiares temem pelo rapaz, uma vez que a acusação sofrida por ele ainda está viva na memória de todos os habitantes. Somado a isso, o protagonista ainda tem um sério conflito consigo mesmo, devido ao dom que tem: sua capacidade curativa que foge à ciência. Conhecido pelos seus diagnósticos difíceis, o cirurgião tenta a todo custo esconder seu inexplicável poder; que já foi visto na cidade anos atrás através de Dr. Otto (Juca de Oliveira), causando uma grande polêmica, criando rixas entre os que achavam o médico um curandeiro e os que o chamavam de assassino.

Além de apresentar esta riquíssima trama central, a série tem uma narrativa entre o presente e o passado, que ajuda a explicar toda a história ao longo dos episódios. Isso porque Silvério (Carmo Dalla Vechia) é antepassado de Oto. O monstruoso homem explora escravos no século XVIII, usando de todo tipo de crueldade para encontrar diamantes e ouro. Entretanto, recebe o castigo que merece

quarta-feira, 21 de maio de 2014

"Me Leva Contigo": um mais do mesmo que entretém

A nova aposta da Record para aumentar a audiência das noites de sexta-feira da emissora não tem nada de nova. Apesar de Rafael Cortez, o apresentador da atração, ter dito na estreia que 'o programa era diferente de tudo o que o telespectador já tinha visto', foi possível perceber com facilidade as inúmeras semelhanças que o formato ---- de arrumar namorados para solteiras em busca de um amor ---- tem com outros produtos já vistos na televisão.


Só para citar alguns exemplos, há o quadro 'Rola ou enrola' do "Programa da Eliana" no SBT, o 'Vai dar Namoro' comandado por Rodrigo Faro na própria Record e, o programa mais lembrado e famoso do gênero: "Em Nome do Amor", apresentado por Silvio Santos na década de 90. Ou seja, não há absolutamente nada de novo no "Me Leva Contigo".

Trinta solteiras ficam no palco e cada uma tem um botão para apertar. O botão em questão serve para analisar o candidato a namorado. Se a mulher não gostar do pretendente, aperta o botão que acende a luz vermelha, que significa um 'blackout'. Tanto que o apresentador sempre fala "Se não gostar...", frase prontamente

terça-feira, 20 de maio de 2014

Irandhir Santos esbanja talento e transforma Zelão no grande destaque de "Meu Pedacinho de Chão"

O mundo dos sonhos de "Meu Pedacinho de Chão" não tem muitos personagens. O elenco da novela é bem enxuto e tem pouco mais de 20 atores. Com isso, quase todos conseguem um bom destaque, ainda que alguns não tenham a importância que merecem ---- caso de Antônio Fagundes e Emiliano Queiroz, por exemplo. Mas entre todos os personagens da novela, há um que tem se destacado muito e roubado a cena em todos os capítulos: o Zelão, interpretado pelo ótimo Irandhir Santos.


Com aparência de durão e cara de malvado, o rapaz sempre trabalhou para o Coronel Epaminondas (Osmar Prado) e fazia questão de não demonstrar nenhum tipo de sentimento por ninguém, com exceção de sua mãe Benta (Teuda Bara). Mas Zelão começou a mostrar sua essência assim que viu Juliana (Bruna Linzmeyer), professora que chegou para alfabetizar as crianças da Vila de Santa Fé. Ele se apaixonou perdidamente e não conseguiu mais disfarçar a bondade que sempre esteve presente em seu coração, que muitos achavam de pedra.

O personagem já é um tipo cativante por natureza, mas a caracterização e a interpretação do ator ajudam a chamar ainda mais a atenção do telespectador. O figurino, que mistura amarelo, vermelho e azul, é um dos mais chamativos da novela, embora as cores fortes estejam presentes em todos os perfis.