quinta-feira, 18 de maio de 2017

"Dancing Brasil" é um bom entretenimento

A estreia da Xuxa na Record foi desastrosa. Após quase 30 anos de Globo, apresentadora migrou para a concorrente em 2015 e recomeçou com o programa "Xuxa Meneghel" em agosto. A atração foi um equívoco e fracassou logo no início, deixando a emissora em terceiro lugar quase sempre. Ela, inclusive, já não fazia mais sucesso na líder, muitas vezes perdendo audiência para, ironicamente, a própria Record. A rainha dos baixinhos não conseguia mesmo voltar ao seu auge e a sua contratação pelo canal dos bispos chegou a ser considerada um erro pelos próprios responsáveis. Mas, ao menos agora, depois de mais de um ano fracassando, a apresentadora ganhou um bom formato: o "Dancing Brasil".


O novo programa nada mais é do que um formato estrangeiro de muito sucesso, exibido pela BBC na Inglaterra e pela ABC nos Estados Unidos: o "Dancing With the Stars". Embora muito parecido com a "Dança dos Famosos", quadro de maior sucesso do "Domingão do Faustão", a produção da Globo é baseada na versão britânica "Stricly Come Dancing". E basta ver a atração da Record para comprovar a diferença nas apresentações. Aliás, também basta assistir ao programa para perceber que Xuxa é uma mera coadjuvante, como já era de se esperar em um reality de dança. Ou seja, a emissora resolveu 'usar' a apresentadora em um produto consagrado internacionalmente ao invés de continuar insistindo com seu fracassado "Xuxa Meneghel". Foi uma boa ideia ao mesmo tempo que comprovou que o canal não sabe o que fazer com a sua contratada --- a peso de ouro, inclusive.

Xuxa conta ainda com o 'auxílio' de Sérgio Marone que divide o comando da atração com ela, tendo a função de entrevistar os concorrentes. A presença dele, por sinal, se mostra um equívoco, pois suas perguntas são sempre irrelevantes e o ator se mostra artificial na posição de entrevistador.
A escolha dos jurados pareceu uma 'provocação' ao quadro do "Domingão", afinal, selecionaram três especialistas que eram figuras frequentes em todas as edições da "Dança dos Famosos": Fernanda Chamma, Jaime Arôxa e Paulo Goulart Filho. Os três são ótimos profissionais, claro, mas em meio a tantas comparações seria de melhor tom selecionar outro juri. Entretanto, os três vêm se mostrando seguros e mais críticos, pois são fixos e acompanham a evolução de todos os candidatos.

As atrizes Juliana Silveira, Maytê Piragibe, Tânia Alves e Bianca Rinaldi; os cantores MC Gui, Tony Salles, Mika e Guilherme Cardoso; a jornalista Fabíola Gadelha; o chef Dalton Rangel; o ator Leo Miggiorin; o jogador Richarlyson; a dançarina Sheila Mello e a ginasta Jade Barbosa foram os escolhidos para a disputa. Ao contrário do que ocorre no quadro do "Domingão do Faustão" (cuja eliminação é certa quando há algum acidente), cada participante tem a chance de se recuperar por uma semana caso se lesione em algum treino. Porém, nem assim a atriz Juliana Silveira conseguiu evitar sua saída, pois o tempo para sua recuperação era maior. Sua eliminação, inclusive, foi ruim para o programa, uma vez que era uma das figuras mais conhecidas do time.

As apresentações, involuntariamente, provocam estranhamento em virtude das 'regras' da competição: não há um ritmo para todos os casais por rodada e para culminar as danças não têm nada a ver com as músicas escolhidas. Ou seja, muitas vezes o que se vê é um casal se mexendo com movimentos correspondentes ao ritmo escolhido, mas com uma canção sem o menor sentido. Uma das situações mais descabidas,por exemplo, foi quando Leo Miggiorin e sua professora dançaram rumba ao som de "I Don`t Wanna Miss a Thing", do Aerosmith. Tudo é proposital, mas o resultado é de uma estranheza inevitável.

Apesar dos pesares, o formato resulta em um bom entretenimento para o público que gosta desse tipo de competição e vem se mostrando um acerto da emissora. A audiência corresponde, embora ainda esteja bem longe do esperado, ficando em terceiro lugar, principalmente com a concorrência forte do "Programa do Ratinho", no SBT. O "Dancing Brasil" chegou para dar uma função a Xuxa e melhorar a grade noturna das segundas da Record. Até agora vem dando resultado.

10 comentários:

Anônimo disse...

Acho um show de breguice.

Anônimo disse...

Acho um horror eles dançando ritmos nada haver.

Debora disse...

Olá Sérgio tudo bem???


Nunca assisti esse programa.



Beijinhos;
Débora.
http://derbymotta.blogspot.com.br/

Oathkeeper disse...

Felizmente não há júri artístico, apenas técnico — que e fixo, formado por três profissionais.
O formato do júri é diferente pois A postura dos jurados em seus comentários no “Dancing Brasil” é mais rígida, com críticas mais incisivas.
A votação também é feita de outra forma: os jurados levantam placas com as notas, em vez de proferi-las ao final de suas opiniões. Além disso, não há variação decimal (como 9,9 ou 9,8) e sim inteira (9, 8, 7).
Também não há votação popular para a competição em si, como no programa global (que soma as notas do júri artístico, do júri técnico, do auditório e do público de casa).
Somadas todas as pontuações, os três últimos colocados ficam em uma zona de risco, esta sim, submetida à votação no site do portal R7, e na qual uma dupla é eliminada a cada semana.
Ainda há na interação com os participantes: Xuxa apenas atua como apresentadora, enquanto Sérgio Marone se encarrega de entrevistar os candidatos nos bastidores.
Enquanto a Xuxa se mostra mais desenvolta e à vontade do que em seu programa original, falta traquejo e naturalidade a Marone, que apresenta uma atuação engessada, a despeito de ser uma das apostas da emissora.
São formatos bem produzidos e cumprem sua missão. O Dancing Brasil também é reprisado aos sábados à noite, às 20h30 (horário antes ocupado pelo “Programa da Sabrina”, que agora entra no ar mais tarde).

Anônimo disse...

Xuxa deveria se aposentar. Já deu.

Sérgio Santos disse...

Eu tb não gosto, anonimo, mas é um bom programa.

Sérgio Santos disse...

Tb detesto isso, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Sem problema, Debora.

Sérgio Santos disse...

Ok, Oath.

Sérgio Santos disse...

Ok,anonimo.