sexta-feira, 17 de março de 2017

"O Rico e Lázaro" apresenta um bom começo

"A Terra Prometida" ficou quase nove meses no ar. A trama estreou em julho de 2016 e só acabou nesta segunda-feira (13/03). Embora não tenha repetido o fenômeno de "Os Dez Mandamentos", a audiência foi satisfatória e houve uma nítida melhora na qualidade dos cenários e figurinos, embora o exagero nas interpretações e a barriga (comum em produções da emissora que sempre são esticadas) tenham continuado ---- o último capítulo, por sinal, foi tão fraco quanto o da produção anterior. Agora a missão da Record é manter os bons índices com "O Rico e Lázaro", nova novela bíblica da emissora que acabou de estrear.


Escrita por Paula Richard (que foi uma das colaboradoras de "Os Dez Mandamentos") e dirigida por Edgar Miranda, a nova trama é inspirada em uma parábola bíblica que começa 600 a.C., quando dois homens morrem no mesmo dia e um vai para o paraíso e o outro para o inferno. O enredo é uma passagem do livro sagrado dos cristãos em que Jesus fala aos seus discípulos. A primeira cena do primeiro capítulo foi justamente a imagem de uma pessoa no inferno (uma espécie de umbral), em meio a vários efeitos especiais.

Após a cena citada, um momento de batalha virou o centro das atenções, liderado por Nabucodonosor (Heitor Martinez), poderoso imperador da Antiguidade. A sequência ficou muito bem feita e se mostrou infinitamente melhor do que todas as cenas do mesmo tipo exibidas em "A Terra Prometida" e "Os Dez Mandamentos" juntas.
A coprodução com a produtora Casablanca foi bastante benéfica para a Record e isso fica mais evidente nesse tipo de situação, além do maior capricho nos figurinos e cenários.

Após o governo de vários reis que se afastaram de Deus, a cidade de Jerusalém se encontra mergulhada na idolatria. O povo de Israel está prestes a perder tudo o que Moisés e Josué conquistaram, e a Babilônia impõe sua força sobre toda a região da Mesopotâmia. Depois de derrotar os egípcios, o imperador cruel e sanguinário assume o trono, invade Jerusalém, destrói o Templo de Salomão e escraviza milhares de hebreus. Ou seja, é mais uma história que envolve reis malvados que mandam, povo sofrido que obedece, disputas por reinos e a espera por um milagre.

A partir dessa situação, começa o cativeiro da Babilônia, que se estenderá por 70 anos, entrelaçando as vidas dos protagonistas Zac (Igor Rickli), Joana (Milena Toscano) e Asher (Dudu Azevedo) ----- Vinícius Scribel, Maitê Padilha e Rafael Jevú na primeira fase -----, além de Nabucodonosor e mais 93 personagens. Zac e Asher são o Rico e Lázaro do título e disputarão o coração da mocinha Joana. Os três são hebreus e os dois rapazes nasceram com as mesmas oportunidades, mas conduzem a vida de maneiras distintas. Isso já ficou claro na primeira semana, mostrando ambos jovens e nutrindo uma espécie de rivalidade velada dentro da amizade deles.

O elenco tem alguns bons nomes que já começam ase destacar, como Denise Del Vecchio vivendo a carinhosa Elga. Ela, aliás, está fazendo uma ótima dupla com a grande Lucinha Lins, que interpreta a serva Zelfa, que acompanhará toda a trajetória de Zac. As duas são os maiores talentos do time, que também conta com o sempre competente Zécarlos Machado, intérprete do autoritário Fassur. Adriana Garambone é mais uma que merece elogios, pois está muito bem vivendo a rainha Amitis, esposa do todo poderoso Nabucodonosor. Heitor Martinez, por sinal, vem convencendo na pele do tirano --- mais um vilão para a sua carreira. Vitor Hugo faz uma boa participação como Jeremias e Cássio Scapin, Paulo Gorgulho, Gabriel Gracindo, Licurgo Spínola, Ângelo Paes Leme, Sthefany Brito, Cássia Linhares e Christine Fernandes são mais alguns dos atores escalados.

"O Rico e Lázaro" vem apresentando um bom começo e a novela tem tudo para manter a boa média das anteriores, em virtude da história, que, inclusive, está melhor construída e apresenta conflitos mais promissores que o enredo de "A Terra Prometida".

15 comentários:

Fernanda disse...

Você disse no Twitter e eu concordo. Parece que estamos sempre assistindo a mesma novela. Pode até ter um bom enredo, mas cansa.

John disse...

A Terra Prometida começou interessante, mas com o decorrer da estória (porque era quase nulo o enredo bíblico) se perdeu completamente. Cada rei mais boboca que o outro (esse último falando com cadáveres foi um atentado a inteligência dos telespectadores), cenas copiadas do filme Prince of Persia (o que foi aquela túnica envenenada com o rei de Ai, kkkkk), tramas infantis e idiotas dignas de Malhação (chegava a dar sono os planos infalíveis da Samara, piores que do Cebolinha, em A Turma da Mônica) e sem contar a contradição da personagem Mara, que amava criticar Raabe por causa do seu passado ao mesmo tempo que praticava tudo que ia contra as Leis que Moisés havia deixado para Josué. Enfim, foi uma novela fraquíssima que nem se compara aos Dez Mandamentos, que com todos os defeitos, ainda conseguia ser superior e prender a atenção com um enredo muito mais construído e sem fugir tanto às passagens bíblicas.

Anônimo disse...

São várias novelas iguais. Nunca vejo diferença. Só Escrava Mãe valeu a pena.

Cássia disse...

A Terra Prometida teve uma repercussão nula o que só prova que essa sucessão de novela bíblica já tá fazendo o gênero perder força.

✿ chica disse...

Sinceramente? Não tenho saco pra esse tipo de novela,rs...Lindo fds! abração,chica

Oathkeeper disse...

Não há dúvidas de que a Record está cada vez melhor na produção de teledramaturgia bíblica. Quando começou a produzir minisséries, era visível que a produção seguinte era sempre mais bem acabada que a anterior. Quando começaram as novelas, a melhora ficou cada vez mais significativa. E bom para o público das tramas da Record, mas pode ser ruim no momento de se tentar atrair mais público.

Anônimo disse...

realmente bom e concordo com o fato da novela promover mais do mesmo. A emissora faz isso desde os tempos de Prova de Amor. Uma novela policial deu certo, todas as novelas seguintes eram tramas policiais.

Anônimo disse...

realmente bom e concordo com o fato da novela promover mais do mesmo. A emissora faz isso desde os tempos de Prova de Amor. Uma novela policial deu certo, todas as novelas seguintes eram tramas policiais.

Daiana disse...

A história é bem produzida e a maioria do seu elenco é bom. Porém prefiro "A Escrava Mãe". Gostava mais quando a Record fazia minisséries bíblicas do que novelas.

Gustavo Nogueira disse...

A Record está muito acomodada nessas novelas bíblicas, nada contra a palavra de Deus até porque creio nele, só que tudo demais enjoa.Pra mim é muito melhor as minisséries bíblicas do que as novelas, até porque a sensação de desgaste é menor.A Record já produziu novelas excelentes, como Escrava Isaura, Prova de Amor, Essas Mulheres, Poder Paralelo, Chamas da Vida, bem melhores que as novelas atuais da Globo vale ressaltar.Mas bastou o sucesso de Os Dez Mandamentos(que eu nem achei grandes coisas, o ponto alto eram os efeitos das pragas, pra mim as novelas da Record anteriores que eu citei eram mt melhores), para a emissora insistir nas novelas bíblicas e isso acaba desgastando o formato porque tudo parece a mesma coisa, só muda os personagens e a história, até os atores são os mesmos.Foi igual no fênomeno Os Mutantes(que era boa no início, mas depois se perdeu), onde a emissora criou mais duas temporadas e acabou estragando tudo.Bem, na minha opinião a Record tem capacidade de criar novelas muito interessantes, o problema é que a emissora não sabe lidar com o sucesso e acaba colocando tudo a perder.E eu nem estou vendo essa O Rico e o Lázaro e também não acompanhei A Terra Prometida.

Debora disse...

Olá Sérgio tudo bem???


Não assisti nenhuma dessas duas novelas, mas vi que ambas foram super comentadas na internet!!!


Beijinhos;
Débora.
http://derbymotta.blogspot.com.br/

Patricia Galis disse...

Não sabia que já tinha começado, vou tentar ver os capítulos pelo pc e depois venho comentar.

Raquel disse...

Oi Sérgio!

Não assisto as novelas da Record, então não sei se são realmente repetitivas ou não. Mas se estamos falando pelo fato de ser uma novela “bíblica” com cenários na antiguidade, acho equivalente à repetição da Globo nas novelas das 21hs nos últimos anos, todas urbanas, com foco em favelas e comunidades pobres, super-sérias, e cheias de violência. Reclamar da sequência de novelas bíblicas e não reclamar da “pegada” repetitiva das novelas das 21 hs eu acho injusto.

O público está pedindo pelamordideus por uma novela mais leve e menos despretenciosa no horáirio das 21 hs. Se a Glória Peres fosse um pouquinho esperta, ela estourava com A Flor da Pele. Mas se não me engano, não demora muito a história volta pro Rio de Janeiro com mulheres traficantes, delegadas lutadoras de MMA, mocinhas adeptas de “sereísmo” e a história de transição de uma transexual. Não tow sentindo muita firmeza não.

Vera Lúcia disse...


Olá Sérgio,

Não vejo as novelas da Record.
Penso que novelas bíblicas costumam ser interessantes de se ver, mas é preciso uma pausa entre elas para não cansar o telespectador. Diversificar as tramas é importante.
Ótimo texto!

Abraço.

Clau disse...

Oi Sérgio,
Essa parábola bíblica é bem interessante.
Tomara que tenha boa audiência.
É o tipo de trama que eu até gosto!
Beijos!