O Globoplay promoveu no dia 30 de abril a coletiva virtual da sexta temporada de 'Sessão de Terapia'. Participaram a autora Jaqueline Vargas, o produtor Roberto d`Avila e os atores Selton Mello, Paulo Gorgulho, Bella Camero, Alice Carvalho, Grace Passô e Olívia Torres. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.
Jaqueline Vargas explicou a nova temporada: "O protagonista agora viverá um universo feminino com a irmã dele e com tantas outras mulheres em volta dele, revisitando temas delicados da vida dele. Ele sempre acha que a terapia dele terminou e acaba vendo que não porque a gente está sempre se aprimorando e aprendendo. Quando acabou a terceira temporada disseram que não teria mais, então fui fazer uma formação em psicanálise e quando comecei a atender me disseram que a série ia voltar... E continuei estudando, estudo até hoje. É muito interessante essa série porque ela trabalha com o inconsciente. É muito apaixonante fazer".
Roberto d Avila complementou: "Jaque, Selton e eu estamos desde o início, o que acabou fazendo a série ser uma referência para tantos psicólogos. A outra chave para uma série ser longeva é se renovar a cada temporada.
Ela se renova nos dramas, mas traz novidades também. E temos uma nova supervisora pro personagem do Selton que é a Rosa, vivida pela Grace Passô, que será mais dura com o Caio".Selton Mello falou da sua paixão pelo enredo: "Amo essa série e por isso que a gente faz ela há tanto tempo. Amo o trabalho da Jaque, é estupendo, a parceria com o produtor Roberto é diferenciado e por isso dá certo. Amo os atores e é muito bonito estar nesse jogo porque estou guiando eles dirigindo, mas aprendendo muito. Estão todos brilhantes, matadores e fabulosos. É uma série sentada e o grande momento é nas sextas-feiras quando aparece quem cuida da cabeça do Caio e é uma honra ter a Grace Passô com a gente. Parece que o Caio finalmente encontrou sua Dora ---- personagem de Selma Egrei nas três primeiras temporadas".
Alice Carvalho falou como veio o convite: "Selton me mandou uma mensagem na virada de 2024 para 2025 porque queria me colocar no exercício de outra personagem. Algo menos explosiva e acho que meu processo criativo e de vários colegas minhas é desvelar coisas minhas por dentro e fazer a interseção com a fábula, mas do que colocar uma máscara. Vou indo em um lugar muito verdadeiro. Tenho um para-raio para similaridades com personagens que é uma loucura.. Essa personagem tem uma carga de exaustão que parecer o Burnout. O desafio foi a personagem ter me convidado para desacelerar. Selton me surpreendeu demais, fiquei muito apaixonada do jeito dele dirigir".
Grace Passô falou de seu papel: "Desde a primeira sessão tem um jogo que se estabelece com o Caio, uma certa tensão, e esse recurso dramatúrgico é muito potente porque mantém o mistério dessa personagem, o que é muito legal. Achei muito chique fazer, queria fazer 'Sessão de Terapia' há muito tempo. Selton é o diretor da série, então cria um jogo muito incrível e divertido porque a minha personagem é a terapeuta e está analisando ele, mas ele é o diretor da série e está me analisando também".
Olívia Torres falou sobre como a sua personagem lida com a maternidade: "Falo isso toda semana com minhas amigas que são sapatão, as que são hétero, com meus amigos homens, é algo que está muito encostada, tanto na vida real quanto na teledramaturgia. A Érica foi surpreendente pra mim. Nunca pensei em ser mãe e com ela passei a pensar como significaria ser mãe ou não ser mãe, a gente pensa muito com links profundos entre o passado e o presente. A troca com o personagem do Selton foi muito forte porque o Caio tem um rasgo com maternidade, assim como é pra todo mundo porque é um trauma pra todo mundo ter nascido. É muito coisa que a gente levanta nesses episódios".
Bella Camero falou de sua personagem: "Ingrid é uma jovem que trabalha no mercado financeiro, ela não vive, a vida é o trabalho de crescer e produzir. Ela vai parar na terapia porque está fazendo uso de estimulantes e por conta do RH que diz que se ela não for não vai poder continuar. Ela não entende o sentido daquela terapia, parece uma menina fútil e rasa, mas aos poucos vai trazendo coisas muito fortes da vida dela. É alguém que não tem repertório emocional, não sabe o que é carinho e amor. Ficava sem ar nas cenas".
Paulo Gorgulho finalizou a coletiva com uma bonita declaração: "Selton Mello é uma ebulição dirigindo, sempre de uma forma acolhedora, mas muito séria também.. Ele não faz pedidos aleatórios, ele pede tudo o que faz sentido. Mas pra se entregar pro Selton você tem que estar muito preparado. Ulisses me interessou muito fazer. Ele quer ser jovem para sempre, ir para baladas, bebedeiras, enfim... Gosto tanto de ser velho, então acho muito legal viver esse personagem".
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