segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Tudo sobre a coletiva virtual sobre os telefilmes regionais no Cine BBB

 A Globo promoveu na sexta-feira passada, dia 16, a coletiva online sobre os telefilmes regionais que foram produzidos em sete estados brasileiros e no Distrito Federal. Nesta segunda (19/01), estreou na faixa da 'Tela Quente' o primeiro deles, que foi exibido mais cedo no Cine BBB para os participantes do 'BBB 26'. Participaram o diretor de gestão e conteúdo da Globo, Gabriel Jácome, a gerente de curadoria e conteúdo da Globo, Verônica Nunes, além dos atores Murilo Grossi, Tiago e Diego Homci, Mônica Anjos, Clara Paixão, Daniel Rocha, Daniele Gonzales, Domithila Cattete e Vitória Strada. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir. 


Gabriel Jacome falou do projeto: "É o terceiro ano que estamos desenvolvendo telefilmes originais com as afiliadas. É um projeto que a gente se orgulha muito porque o Brasil é diverso e muito criativo. Quando a gente produz telefilmes com elenco local estamos provocando impacto cultural, conexão com o público. A gente dá voz a novos talentos, seja de vídeo e fora do vídeo, são histórias que nascem e dialogam com o país inteiro. Não precisa ser genérico para ser universal. O Cine BBB é um projeto que se tornou interessante. É o nosso cargo chefe do verão e tudo o que a gente consegue botar nesse conteúdo tem uma visibilidade enorme". 

Veronica Nunes complementou: "A gente quis trazer histórias de todos os lugares do Brasil de brasileiros para brasileiros. São feitos por criadores locais, diretores locais, produtores locais. Uma parceria para encaixar a Globo nas diversidades, a gente foge de estereótipos e damos espaço no Tela Quente, o horário nobre de muita visibilidade.

A gente traz com a mesma importância desses blockbusters, as afiliadas podem passar em outros momentos, não há prazos. É um projeto que a gente tem muito carinho e está muito animado. Acho que vai ser um sucesso". 

Vitória Strada me contou sobre a trama que protagonizou e de sua experiência no 'BBB 25': "Eu estive na casa e lá ter um filme pra assistir é muito bom porque a gente não tem nada pra fazer lá. Posso falar pelo meu filme, sou gaúcha, e construir essa história foi muito importante pra mim. É uma história muito importante sobre a enchente. Várias medidas eram pra ter sido tomadas. A histórias da Rafaela e eu criei que ela está prestes a sair da cidade para ter uma base. Ela adota um cachorrinho e ao longo da história ela perde esse cachorro e sai em busca dele. Ela vê uma reportagem, onde supostamente ela teria encontrado a dona do cachorro. A Nice é uma senhora carismática e nisso elas se encontram, mas é algo meio desajeitado e no final terminam se amando. Enfim, contar essa história foi muito emocionante porque voltar pra minha cidade foi muito forte. E reencontrar amigos de faculdade, pessoas do cinema do Rio Grande do Sul que não via há muito tempo, foi incrível. O Big Brother me tornou uma melhor atriz. Lá um dia parece uma semana, você chega no seu limite diariamente e não tem saída, ou você se escuta ou surta". 

Ranieri Gonzalez falou da importância do projeto: "Poder contar as histórias de várias regiões é muito importante, não só para nós atores de cada região, como também em ter essa oportunidade para contar para um público que está vendo o BBB. É gratificante e agradeço muito por ter sido convidado a contar uma parte dessa minha história em um projeto só". 

Murilo Grossi comentou também: "Vou fazer uma análise ao contrário. Para o BBB é muito importante colocar filmes regionais. O BBB busca botar diversidade em evidência e a grande maioria das produções da Globo se fazem no Rio de Janeiro. Acaba que as circunstâncias colocam a dramaturgia muito centrada no eixo Rio-São Paulo. É muito importante para a teledramaturgia da Globo botar filmes que representem a diversidade e para o reality, acho uma ideia muito boa. Quando eu soube fiquei muito contente por isso, reforçar a ideia da diversidade, maior característica brasileira".

Mônica Anjos sobre a exibição das produções: "Gostaria de enfatizar a vertente do público assistir junto o que os participantes vão assistir. Muita gente não conhece a raiz de cada local, de cada cidade. Isso vai aproximar o Brasil do Brasil. O povo da sua cultura, do seu modo de falar. Isso pra mim é de uma grandiosidade maravilhosa. O Brasil somos todos nós, cada um de seu jeito e seu toque especial". 

Domithila Cattete também acrescentou: "A população ver seu próprio cinema vem melhorando cada vez mais com nossas premiações internacionais. Estamos com a cultura nacional muito forte. A oportunidade da população se ver na tela democratiza a nosso país. Estamos todos muito empolgados". 

Tiago Homci falou da representatividade: "Tivemos que sair do Belém do Pará para trabalhar e agora estamos representando Belém e reaproximando o cinema de pessoas que queriam contar também. E o fato de ser Cine BBB teremos um 'react' dos participantes".

Clara Paixão analisou a histórias contadas : "É um projeto muito interessante. Fundamental a escuta desses territórios e entender as especificidades de cada local. É um olhar importante para entender como funciona as regiões. É um jeito diferente de falar. Por mais que a gente tenha aula de prosódia, quem é de cada local tem propriedade para falar e saia do estereótipo. O Brasil tem várias identidades e os telefilmes são mostrar isso". 

Daniel Rocha finalizou: "Eu faço o filme de São Paulo e acho que atuo muito melhor no meu sotaque, sem pensar em corrigir o jeito de falar. Toda dramaturgia do mundo se trata de família e nosso filme se trata de uma família que se une no aperto. Estou ansioso para ver, parabéns a todos por esse projeto. Fiz muito cinema independente e por questão de distribuição não consegue chegar a muitas pessoas. Quando passa na televisão aberta é outra dimensão". 

Nenhum comentário: