segunda-feira, 30 de julho de 2018

Após início problemático, "Deus Salve o Rei" chega ao fim de forma digna

O objetivo da Globo era claro: investir pesado na divulgação de uma novela medieval e proporcionar todo o capricho que uma produção deste porte necessitava. A emissora pelo menos cumpriu a sua parte. Nunca se viu uma divulgação tão intensiva quanto a de "Deus Salve o Rei". A trama das sete teve uma forte campanha e até a criação de um fã-clube da produção foi elaborada para interações nas redes sociais, visitas aos estúdios e participações em conversas ao vivo na internet diretamente dos Estúdios Globo. A escalação de atrizes com forte apelo entre os adolescentes como protagonistas foi claramente intencional e gerou repercussão. A qualidade dos cenários e figurinos também impressionou. Todavia, o mais importante, a história foi o maior obstáculo.


O estreante Daniel Adjafre, após um período na função de colaborador, enfrentou dificuldades no desenvolvimento de seu primeiro enredo como autor principal. A lentidão da narrativa afastou o público e o telespectador podia se dar ao luxo de acompanhar a produção a cada quinze dias que não perdia nada de relevante. Isso porque a limitação da história ficou evidente nos meses iniciais. O conflito em torno do rompimento do acordo entre os reinos de Artena e Montemor, unidos anteriormente por uma troca de interesses, demorou demais para acontecer e a vilã Catarina (Bruna Marquezine) ficou um longo tempo apenas planejando seus passos, sem agir. 

Já o romance entre o rei Afonso (Rômulo Estrela) e a plebeia Amália (Marina Ruy Barbosa) encantou no começo em virtude da incontestável química entre os atores. Porém, acabou cansando pela ausência de maiores obstáculos. É inevitável: casal que fica muito tempo feliz perde destaque ou relevância. Os dois viviam bem em quase todos os momentos e o motivo da primeira separação expôs a fragilidade do roteiro.
A mocinha simplesmente não aguentou ficar nem dois dias no castelo ao lado do seu amor ----- por medo do preconceito ----- e preferiu voltar para sua vida de feirante. Nenhuma mulher naquela situação tomaria tal atitude. O autor poderia, ao menos, ter explorado a sua rotina no castelo e a dificuldade de se enquadrar nos padrões da nobreza.


O mocinho, por sua vez, resolveu abandonar o trono para viver ao lado de sua amada. A controversa decisão provocou uma desgraça em Montemor, pois o deslumbrado Rodolfo (Johnny Massaro), seu irmão, virou rei e afundou o reino em uma crise avassaladora. O gesto egoísta do protagonista acabou resvalando em Amália, uma vez que a feirante virou a responsável indireta pela ruína de um povo. Afinal, se tivesse ao menos tentado ser uma boa rainha tudo seria diferente. Óbvio que não haveria novela, mas a situação não foi bem desdobrada por Adjafre. Tanto que esse era o único conflito de peso do enredo, pois Catarina seguia sem agir e o núcleo de Rodolfo era voltado apenas para a comicidade através de divertidas situações protagonizadas por Lucrécia (Tatá Werneck), Heráclito (Marcos Oliveira), Latrine (Júlia Guerra), Petrônio (Leandro Daniel) e Orlando (Daniel Warren). Havia ainda o deslocado núcleo da Taverna ----- protagonizado por uma viúva "amaldiçoada" (Matilda - Cristiana Pompeo) ---- que nada acrescentava ao roteiro, enquanto o promissor enredo das bruxas não se desenvolvia. Nem mesmo o vilão Virgílio (Ricardo Pereira) movimentava a trama. A participação do fraco ator português José Fidalgo, que só sussurrava como Constantino, se mostrou um equívoco. Para culminar, a robótica interpretação de Marquezine despertou uma avalanche de críticas e despertou até mais atenção do que a novela em si.


Nem mesmo a entrada de Glória (Monique Alfradique) e sua mãe Naná (Betty Gofman) provocou alguma melhora, uma vez que o conflito da menina que comia frutas enfeitiçadas para não ficar gorda era totalmente avulsa. Parecia que a novela naufragaria de vez. Porém, Ricardo Linhares foi chamado para interferir no enredo. O medo de piorar o que já estava ruim existiu, afinal, o autor foi o responsável pela descaracterização da problemática "A Lei do Amor" em 2015 e conseguiu deixar a novela ainda mais equivocada na época. Mas, na trama das sete, a sua intervenção funcionou. Novos personagens foram inseridos e outros eliminados em uma peste que deixou a população assustada ---- com isso Saulo (João Vitor Oliveira) e Martinho (Giulio Lopes) morreram. A chegada do vilão Otávio (Alexandre Borges acima do tom) se mostrou um acerto e movimentou a história. A participação de Stênio Garcia também serviu para impulsionar o contexto das bruxas e seu aterrorizante Inquisidor teve um ótimo destaque quando se voltou contra Amália, incentivado por Catarina. A vilã, aliás, finalmente virou um elemento ativo. Após ter usado Rodolfo para fingir uma guerra entre Montemor e Artena, manteve o próprio pai  (Rei Augusto - Marco Nanini) como prisioneiro e se apaixonou por Afonso, estabelecendo como meta ser rainha ao seu lado.


A volta de Afonso ao trono de Montemor resultou na melhor virada da novela e desde então o enredo entrou nos eixos. Até mesmo os conflitos em torno da rejeição que Amália sofreu dos reis e rainhas foram atrativos. A mocinha necessitava de um drama pessoal urgente e finalmente ele veio. É necessário, aliás, citar a ótima participação de Stella Miranda vivendo uma rainha debochada e arrogante. Até mesmo a rápida aparição de Paula Fernandes vivendo uma princesa que iria se casar com o rei para manter as aparências funcionou. A queda de Rodolfo e sua ida para Alcaluz, reino falido de Lucrécia, foi outro ponto positivo e Cristina Mutarelli brilhou como rainha louca. A vilania de Otávio virou um dos focos do folhetim e a troca de interesses entre ele e Virgílio rendeu boas cenas, assim como a sua cobiça por Catarina, que não suportava o rei de Lastrilha. A entrada da bruxinha Agnes (Mel Maia) foi um bom chamariz para o entrecho da bruxaria, destacando Brice (Bia Arantes) e Selena (Marina Moschen), até então deslocadas. A aliança do trio despertou interesse, assim como o desdobramento em cima da procura da filha perdida de Brice.


O mistério sobre a herdeira, inclusive, provocou uma boa repercussão e rendeu um criativo mote na reta final. Várias pistas enigmáticas a respeito da origem de Catarina e Amália foram inseridas na história, despertando curiosidade e teorias. Até mesmo a imprensa chegou a divulgar que a mocinha era a filha perdida de Otávio com Brice. Mas o autor soube construir uma situação que não estava prevista na sinopse de forma criativa e coerente. A vilã ser a filha perdida de Brice com o falecido pai de Amália foi uma virada surpreendente e fez jus ao bom folhetim. A rainha cheia de pose sempre foi uma plebeia e herdeira de uma bruxa. Para culminar, irmã da sua maior inimiga. E Selena finalmente teve o destaque que merecia quando a revelação a respeito de seu pai, Otávio, foi ao ar no antepenúltimo capítulo. A bruxa chefe da guarda de Montemor era herdeira perdida de Lastrilha. Uma outra reviravolta digna de uma ótima reta final. Todas as cenas em torno dessas personagens engrandeceram os últimos acontecimentos da trama e destacaram as atrizes. Bia Arantes esteve muito bem como Brice e não lembrou em nada a doce Cecília da recém-terminada "Carinha de Anjo, no SBT. Após meses atuando de forma constrangedora, Bruna melhorou o seu desempenho ao longo da novela e Marina Moschen fez uma Selena cativante, sendo necessário citar sua química com Giovanni De Lorenzi ---- intérprete do tímido Ulisses.


A última semana da produção foi repleta de sequências empolgantes e a resposta veio na audiência através de recordes quebrados. Chegou a marcar 31 pontos na quinta-feira (26/07) e teve picos de 34 na sexta. A prova de que teria sido um imenso sucesso caso o enredo não tivesse se arrastado tanto nos primeiros meses e exibido conflitos desinteressantes. Bastou focar na bruxaria e nas cenas de guerra para deslanchar, deixando o excesso de romantismo de lado. Aliás, o embate entre Selena e Brice primou pelos caprichados efeitos especiais, assim como a guerra entre Lastrilha e Montemor que resultou na morte de Otávio. Vale elogiar, ainda, o fato de Afonso ter assassinado o vilão em um bem realizado duelo em meio ao combate entre os reinos. É raro mocinhos matarem, mesmo que seja em legítima defesa.


Todavia, apesar da evidente melhora no conjunto, alguns erros não conseguiram ser consertados. O elenco veterano, por exemplo, foi subaproveitado e foram poucos os atores mais experientes escalados. Rosamaria Murtinho poderia ter rendido muito mais como Rainha Crisélia, assim como Tarcísio Filho como Demétrio. Caio Blat foi retirado do enredo gratuitamente e Cássio era um perfil bem mais interessante que o seu substituto, o insosso Gregório (Danton Mello). Marco Nanini passou boa parte do enredo sendo um figurante de luxo e Rei Augusto só foi crescer na reta final. Débora Olivieri, a Constância, também não foi valorizada como merecia. Rosa Maria Colin esteve muito bem na pele da misteriosa Mandigueira, mas a personagem foi outra que morreu desnecessariamente. Um time de maior peso fez falta na escalação e os poucos presentes não tiveram o merecido espaço. O enredo de Selena era um dos mais promissores, mas a personagem foi se apagando ao longo dos meses e o sensível romance com Ulisses merecia mais destaque. Ao menos, como já mencionado, cresceu na reta final.


É preciso citar, entretanto, quem brilhou. Rômulo Estrela merecia um protagonista há tempos e ele finalmente veio. O ator interpretaria Tiago, irmão de Amália, mas ficou com o mocinho após a desistência de Renato Góes. Sorte a dele, pois o perfil que ficou com Vinícius Redd era insosso e avulso. Rômulo convenceu protagonizando sua primeira novela e protagonizou várias cenas difíceis. Uma das melhores foi o momento das pazes com Rodolfo, expondo a sua entrega e de Johnny Massaro. Johnny, por sinal, também merece elogios. Seu controverso personagem proporcionou situações cômicas e dramáticas, muito bem aproveitadas por ele. Sua parceria com Tatá Werneck, Leandro Daniel e Daniel Werren divertiu. Marcos Oliveira cresceu com o atrapalhado Heráclito e soube mergulhar no ritmo ágil do improviso de Tatá. Júlia Guerra, Giovanni De Lorenzi e Carolina Ferman foram gratas revelações vivendo Latrine, Ulisses e Lucíola, respectivamente. Ricardo Pereira viveu seu primeiro grande vilão com competência e Isadora Ferrite conseguiu bons momentos mesmo com um pequeno papel como Brumela.


O capricho dos cenários e figurinos foi algo que impressionou. Não será surpresa, portanto, se a novela ganhar o Emmy Internacional caso seja indicada pela Globo. A premiação costuma valorizar muito esse tipo de produção e a beleza da fotografia ----- exibindo imagens colhidas em viagens por Inglaterra, Islândia, entre outros locais deslumbrantes ---- ainda encheu os olhos. O trabalho em torno das cenas de batalha ficou evidente pelo cuidado nas coreografias e nos efeitos de sangue e flechadas, não muito explícitos por causa do horário. O elevado investimento estava presente em todos os momentos. A abertura, inclusive, refletiu a preocupação nesses detalhes. Há tempos a Globo não exibia algo tão bonito, incluindo a grafia do título ----- já a música "Scarborough Fair", cantada por Aurora, combinou perfeitamente com o clima do folhetim.


O penúltimo capítulo presenteou o telespectador com várias cenas bem interpretadas, como a briga de tapas entre Amália e Catarina, fazendo jus ao clichê do barraco da mocinha com a vilã. O momento em que Selena prende a ex-rainha de Artena também merece menção, assim como a emocionante reconciliação de Selena e Ulisses. Marina Moschen e Giovanni De Lorenzi demonstraram toda a sensibilidade que aquele instante pedia. Pena que o autor tenha perdido tanto tempo deixando a personagem com Saulo e depois com Tiago. O choro desolador da bruxa pelo pai morto foi outra cena bonita. E o último gancho, com Amália descobrindo através de Brice que Catarina era sua irmã, honrou as emoções finais do enredo.


O último capítulo fechou a trama com habilidade e cenas fortes. A condenação de Catarina durante o tribunal destacou o show de Marco Nanini na hora do doloroso depoimento do Rei Augusto e a emoção de Bia Arantes com a morte de Brice, virando pó e se desculpando com a filha. Já a coroação de Selena como Rainha de Lastrilha foi delicada, sendo necessário aplaudir a sintonia entre Marina e Giovane. A rainha que luta com o novo rei que cozinha. O último momento de Catarina na forca também merece menção, pois Bruna Marquezine fez bonito. A sequência, aliás, foi muito bem realizada e chocou, sem ficar inapropriada para o horário. Lucrécia parindo quatro bebês foi hilário e o casamento de Afonso e Amália emocionou. Que capricho. A última cena, com todos dançando animados e mesclando a confraternização dos personagens com a dos atores, encerrou o enredo de maneira clássica e bonita.


"Deus Salve o Rei" foi uma aposta alta da Globo e é fato que não teve o resultado que se pretendia. No entanto, passou longe de um fracasso. A média geral foi de 26 pontos, a mesma que a elogiada "Rock Story", por exemplo. Um bom índice. Afinal, "Pega Pega", trama anterior, que obteve 29 pontos, foi um fenômeno atípico. A novela poderia ter sido muito melhor se tivesse iniciado com o mesmo nível de conflitos que terminou. Ao menos, Daniel Adjafre conseguiu contornar os problemas e a intervenção de Ricardo Linhares foi positiva. Da metade para o final, a trama deslanchou e apresentou bons conflitos para o público. A última semana provou que a estrutura do roteiro poderia ter rendido muito mais se fosse ao ar na faixa das 23h, com menos meses e mais liberdade para sequências mais densas. Mas, após um começo preocupante, a equipe soube dar a volta por cima e a produção chegou ao fim de forma digna. Valeu a ousadia.


38 comentários:

chaconerrilla disse...

Ótimo texto, Zamenzito! O início realmente não foi promissor. Amália e Afonso desistindo do trono não ajudou muito, mas com a inserção de novos personagens e a virada na história, "Deus salve o rei" melhorou muito. Também achei a Marquezine muito robótica no início, mas ela estava impecável nos últimos meses. Amei a Selena. Sem dúvida minha personagem preferida. Afonso e Amália, apesar dos tropeços, me conquistaram por completo e os dois foram muito bem interpretados por Rômulo e Marina. Um ponto negativo de chamar atrizes que tem apelo popular é que as guerras entre "fandons" é uma chatice, pelo amor...

Dean Winchester disse...

Achei uma novela bem mediana, poderia ter sido muitoooooooooo melhor por causa de tanto que prometia.Bruna Marquezine, que após o início desastroso e com um tom robótico demais, melhorou sua atuação e esteve ótima do meio pro final em sua primeira vilã, Catarina pra mim foi a melhor personagem da novela e que trouxe ação e conflitos, e da carreira dela tbm ao lado da Salete de Mulheres Apaixonadas.Rômulo Estrela foi ótimo e seu Afonso poderia ter sido um personagem mt melhor do que foi e Marina Ruy Barbosa foi bem e deu conta do recado, mas sua mocinha Amália foi detestável, egoísta e arrogante, não deu vontade de torcer por ela.Bia Arantes começou com poucas cenas, mas cresceu na novela e principalmente quando o mistério em torno de sua filha veio a tona, sua parceria com Marina Moschen, Mel Maia e Bruna Marquezine foi interessante.Tatá Werneck divertiu como sua Lucrécia, uma das melhores personagens na novela e sua parceria com Jhonny Massaro foi boa.Marina Moschen poderia com sua Selena ter tido a personagem de sua carreira, mas sua Selena foi mt mal aproveitada, primeiro foi colocada pra ficar dividida por três machos e depois virou sombra da Amália, pelo menos ela conseguiu se destacar na reta final.Concordo com sua crítica em relação aos atores veteranos, realmente não foram valorizados.Personagens como Glória, Naná e a viúva foram inúteis e não deu pra entender a utilidade deles na novela.Enfim, pra mim Deus Salve o Rei foi uma novela mediana, que conseguiu ser melhor do que a anterior, mas que deixou a sensação que poderia ser melhor do que foi, uma pena.

Ulisses disse...

Fico embasbacado como tu não deixa passar nada, Sérgio. Tu é bruxo que nem Selena e Brice???? rsrsrs

Anônimo disse...

Você achou o Alexandre Borges ruim no papel dele?

Lisandra disse...

Achei muito bom o último capítulo e nao foi uma novela ruim mas também não foi ótima.Tem muita gente que exagera no hate só por birra.Parabéns pela suas colocações precisas.

Victor disse...

Que diferença o texto de um crítico que VIU A NOVELA E SABE DO QUE ESTÁ FALANDO pro de outros que só passam vergonha. Parabéns, Sérgio!

Germana Araújo disse...

Olá Sérgio!!
Achei Deus Salve o Rei uma novela bem irregular, talvez por esperar demais da temática medieval, que é algo que eu acho bem interessante.
Gostei do elenco, achei que ninguém comprometeu muito. Dos atores novos (ao menos dos que eu não conhecia) destaco Giovanni de Lorenzi e Carolina Ferman, que foram muito bem, ele quando Ulisses decidiu ser cozinheiro, e ela nessa reta final, quando Lucíola foi traída e se revoltou contra Catarina. Dos conhecidos, Marina Moschen, Bia Arantes, Rômulo Estrela, Johnny Massaro e Tatá Werneck foram muito bem, enquanto Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine tiveram desempenhos corretos. E os veteranos fizeram mesmo falta; achei bem complicado Marco Nanini fazendo figuração de luxo boa parte da trama e não entendi terem tirado o Cássio, grande amigo e conselheiro do Afonso que se apaixonaria pela Amália, pra colocarem o Gregório, grande amigo e conselheiro do Afonso que se apaixonou pela Amália (aliás, esse amor do Gregório pela Amália serviu pra quê mesmo?).
Mas o maior problema foi mesmo a história, não deu pra entender porque o autor correu com ela no início (tanto que casou os mocinhos com menos de um mês de novela, acho) pra ficar andando em círculos depois. Não custava ter demorado um pouco mais com Amália no castelo no início ou ter colocado alguma intriga pra fazer Afonso renunciar; teria amarrado melhor a história e, quem sabe, aumentado a empatia pelos mocinhos.
A intervenção de Ricardo Linhares, quem diria, se mostrou benéfica nesse caso, pois deu uma boa virada na história, que se tornou muito mais interessante depois que o Afonso voltou a ser rei e o Otávio passou a ser o grande vilão.
A reta final foi mesmo muito boa, mas confesso que achei um tantinho corrida. Em apenas dois capítulos, Otávio desconfiou que Selena podia ser sua filha, confirmou isso, contou toda a história pra ela e morreu, sem que nem se tivesse tempo de absorver tudo direito; e a mesma coisa com Amália descobrindo que era irmã da Catarina praticamente no último capítulo, sem tempo para fazer mais nada com essa informação. Fora isso, gostei do último capítulo e de Selena coroada rainha da Lastrilha com Ulisses ao seu lado.
Enfim, o saldo geral da novela até que foi positivo e valeu pela coragem de fazer algo diferente, mas com um pouco mais de cuidado e capricho teria sido um novelão memorável.
No mais, é isso. Abraços!!

Debora disse...

Olá Sérgio tudo bem???


O início foi bem problemático, mas depois da metade a história fluiu e ficou difícil parar de assistir!!!



Beijinhos;
Débora.
https://derbymotta.blogspot.com/

Lulu on the sky disse...

Eu achei que eles poderiam ter explorado melhor a trama da Tatá grávida e depois cuidando dos bebês e deu muita raiva da Catarina só ser punida no ultimo capítulo.
big beijos

Lulu on the sky disse...

Achei média essa novela, deu raiva da Catarina ser punida só no final.
big beijos

Luli Ap disse...

Olá Sérgio
Confesso que sou fã da novela, mas entendo que houve problemas no começo.
Talvez minhas expectativas estivessem lá nas alturas pela temática medieval.
Na minha opinião houve boas situações de conflitos (de repente vc descobrir que ama um rei e não um ferreiro, um rei abdicar do trono por uma plebeia, a falta de água, a ganância que levou a guerra, a filha prender o pai numa masmorra, a Selena como inspiração para mulheres no exército, a temática bruxaria, a intolerância, o preconceito social, o preconceito profissional com o Ulisses exercido pelo próprio pai...)
E tb acho que o casal protagonista passou por perrengues (a diferença social, o Virgílio ex-noivo obcecado, a feitiçaria da qual Amália perdeu a memória, a prisão do Afonso, a perda do bebê, sem falar nas maldades da Catarina)
Acho que o xis da questão foi a maneira como (não) foi desenvolvido os temas.
Masssss depois da chegada de Linhares se tornou imperdível!
Uma personagem interessante foi Diana, cheia de camadas e complexa.
A melhor personagem foi a Selena, que poderia ter sido melhor aproveitada, especialmente no relacionamento com o Ulisses e como a filha desaparecida do Otávio.
Só achei que a última semana foi corrida, mas no geral gostei bastante.
Seu texto absolutamente perfeito!
Gratidão por todos os detalhes e pela qualidade de sempre!
Bjs Luli
https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

Lois Racca disse...

Que texto meu amigo. Perfeito em tudo. Valeu muito a leitura.

Anônimo disse...

MARQUEZINE INJUSTIÇADA!!!! Ela realmente começou péssima, mas evoluiu tanto ao longo da novela que se tornou a melhor personagem, ofuscando a sonsa da Amália e Afonso. Não gostei da morte da personagem, apesar de tudo de ruim que ela fez, mas a cena de seu enforcamento foi marcante e a melhor de Bruna. E concordo com tudo em seu texto Sérgio, principalmente sobre essa novela ser as 23h, que aí sim poderia ser bem melhor.

Izabel Ramos disse...

Deus Salve O Rei prestou um desserviço a dramaturgia na TV do Brasil...
Nessa produção medieval onde boa parte das relações amorosas é dominada pelo machismo e as mulheres são dependentes dos homens, principalmente as duas protagonistas, a rainha Catarina e a plebeia Amália. Motivos:

Mas é preciso ressaltar que o machismo que cerca a trama central da atual novela das 7, escrita por Daniel Adjafre, não é da parte do público e sim do autor. Isso porque Catarina inicialmente era uma personagem dúbia, que não se conformava que seu pai, o rei Augusto de Artena, tivesse feito dela uma princesa sem poder, destinada apenas a se casar com o homem que seu pai escolhesse. Ela era apaixonada pelo soldado Constantino, que, no entanto, a traiu e a sequestrou. A jovem armou um plano para deflagrar uma guerra entre Artena e Montemor, onde seu reino foi destruído e ela foi feita prisioneira pelo então rei Rodolfo, com quem acabou se casando pra poder se tornar rainha, além de manter o próprio pai preso. Era uma personagem cheia de nuances, mas acabou sendo transformada numa víbora maniqueísta e sua complexidade foi jogada fora. Nada contra o maniqueísmo, mas a certa altura do enredo, a vilã passou a desejar não mais exatamente o trono de Montemor, mas sim Afonso, que após renunciar ao trono por amor á Amália, decidiu retornar e derrubou o irmão do poder, tornando-se rei novamente. E recentemente a princesa conseguiu com que o monarca se casasse com ela para que os reis do Conselho da Cália ajudassem Montemor a sair da crise. Suas maldades ainda incluíram vários assassinatos e a explosão da mina do reino, que provocou a morte de vários súditos inocentes, além de tentativas de matar a rival Amália. Aquela vilã obcecada pelo mocinho e cujo único objetivo é separá-lo da mocinha fazia sucesso nos folhetins de antigamente, mas não cabe mais no mundo atual. Mesmo num enredo medieval.

Outra situação que merece críticas é a falta de história da mocinha. Amália, além de ser egoísta, hipócrita e insegura em relação á rival, não possui vida própria, uma vez que seus dramas resumem-se a Afonso. E pra piorar, ainda vai aceitar se sujeitar ao papel de amante do rei, após o casamento dele. Com tais situações, o casal, que nunca chegou a empolgar, tornou-se intragável. Os rumos da trama principal conseguiram desagradar tanto quem torcia para o rei corresponder ao amor de Catarina(o que a essa altura é impossível) quanto os fãs do casal Afonso e Amália.

Mas a situação onde o machismo da novela ficou mais evidente foi o momento em que Catarina se viu prisioneira do rei Otávio da Lastrilha. Como Augusto havia sido aprisionado pelo novo inimigo de Afonso, Catarina foi obrigada não só a quase se casar com o vilão, como também foi coagida a ir pra cama com ele, e ao tentar fugir foi agredida fisicamente e trancada numa cela.

Para piorar, a mocinha Amália, ao saber de tudo isso, não sentiu a menor solidariedade, chegando a dizer que a rival estava lá por vontade própria.

Ou seja, colocaram as agressões e o quase-estupro cometido por Otávio com um “castigo” pelas maldades da vilã, que provavelmente irá cometer mais crimes e no final será terrivelmente punida.

É comum que novelas de época reproduzam comportamentos e pensamentos dos períodos em que são retratadas, principalmente em relação ao machismo. Mas uma coisa é retratar tais comportamentos, outra coisa bem diferente é endossá-los usando a desculpa de ser um folhetim de época.

E é esse tratamento em “Deus Salve O Rei” de “Orgulho & Paixão”: enquanto a trama das 7 expõe o machismo de forma deprimente, trazendo protagonistas femininas totalmente dependentes de um homem e colocando situações de violência física e abuso sexual como castigo para uma vilã.

E Duas novelas que, coincidentemente, se diferenciam também no quesito qualidade.

Anônimo disse...

"Deus Salve o Rei": acontecimentos que não fazem sentido por TATIANA LEONEL

Desde o primeiro capítulo, a novela "Deus Salve o Rei" cativou a atenção dos telespectadores por sua imprevisibilidade nos acontecimentos. Apesar disso, com uma grande quantidade de núcleos, alguns fatos acabaram deixando de fazer sentido na trama.

Confira os oito principais pontos que ainda não conseguimos entender na produção medieval.


Aqueduto de Montemor... Nos primeiros capítulos de "Deus Salve o Rei", a inauguração do Aqueduto de Montemor foi o maior destaque. Após o fracasso do monumento, a questão da água deixou de ser abordada pela novela e abriu espaço para questionarmos a força e as possíveis soluções dadas para o tema.

Desaparecimento de Afonso... Quando desapareceu, Afonso foi resgatado por Amália e dado como morto no reino de Montemor, apesar de estar transitando pelas dependências de Artena. O que não faz sentido no enredo é o fato de os povos não conhecerem os membros das famílias reais de ambos os reinos, já que, mesmo de longe, as notícias correm na novela. Mesmo quando soube que o príncipe de Montemor tinha sido considerado morto, Amália não cogitou que o encontro não era mera coincidência.

Relacionamento de Afonso e Amália... Sabendo o quanto Rodolfo é um rei despreparado, é questionável a forma como Afonso desistiu de assumir o trono de Montemor e o legado de sua avó, pelo qual se preparou por anos, para viver uma paixão com uma plebeia que tinha acabado de conhecer. Amália, por outro lado, não tentou se adaptar aos costumes reais e nem enxergar a proporção que suas exigências poderiam tomar na vida dos habitantes do reino de seu amado. Depois de enfeitiçada, até ela questionou o motivo do nobre ter abdicado de sua posição por ela.

Feitiço de Brice... Solicitada por Virgílio, Brice enfeitiçou Amália para que ela esquecesse as memórias de Afonso. No entanto, a promessa da bruxa foi bem clara e não garantia que a plebeia cairia de amores por ele. Se Amália não era apaixonada assim por Virgílio antes do feitiço, é difícil justificar a paixão avassaladora que ela começou a sentir por ele após a intervenção de Brice. Outra coisa que não faz sentido é o fato da família de Amália, em um primeiro momento, ter aceitado tão bem os delírios da filha.

Afonso em Artena... Disposto a salvar Catarina, Afonso topou liderar as tropas de Artena no resgate da princesa e se mostrou determinado a fazer parte do exército do reino. Apesar de ser uma atitude nobre, ele abandonou o próprio reino de Montemor.

Saulo e Selena... Saulo e Selena começaram a se aproximar mais nos últimos capítulos da novela, o que acabou gerando dúvidas em alguns fãs da novela, que acreditavam ter tido indícios suficientes de que o personagem é gay. Saulo também é incompreensível ao tomar atitudes ruins, chegando até a ser preso e, apesar de parecer interessada nele, Selena também não rompe o relacionamento com Ulisses.

Gravidez de Amália... Depois de voltar da lua de mel, Amália suspeitou que pudesse estar grávida e ficou super feliz com a notícia. Apesar de ter sofrido um acidente de carro MUITO mais grave do que a queda causada pelo feitiço, ela conseguiu preservar o bebê e sair sem nenhum arranhão, mas quando caiu e somente bateu a cabeça, o médico declarou que ela não estava mais grávida. Fez algum sentido?

Sequestro... Constantino é outro personagem controverso em "Deus Salve o Rei". O duque, que poderia ter se casado com Catarina e continuado com seus planos de expansão, preferiu sequestrá-la e pedir somente uma fiança para o rei Augusto, quando ele poderia ter seguido com o plano e conseguido acesso a bens muito maiores. O modo como ele fez a princesa desmaiar, somente colocando a mão em sua boca, sem ter mostrado nenhum tipo de substância também, é questionável.


E aí, concorda?

Anônimo disse...

Qual vc acha que foi o saldo geral da Bruna Marquezine em sua interpretação? O texto ficou ótimo e achei a novela mediana apenas, mas foi melhor que Pega Pega. Abraços.

Anônimo disse...

Detestava aquele núcleo da cozinha. Era o mais chato. Não acontecia nada de relevante. A novela achei regular e olhe lá.

Anônimo disse...

Sempre que cita Rock Story, você se refere a ela como "Elogiada". Afinal, como você considera o saldo geral de Rock Story, em termos de qualidade? Mediana, Boa ou Ótima?

Anônimo disse...

Deus Salve o Rei e sua Busca pela Salvação... Por Henrique Haddefinir

Segura de suas próprias ambições estéticas, Deus Salve o Rei esqueceu de ser ambiciosa justamente na própria história.
Deus Salve o Rei estreou sob a sombra de duas grandes produções. A primeira é da própria Globo, foi ao ar no final dos anos 80 e marcou seu nome na história da teledramaturgia por conta de sua proposta completamente transgressora pra época e pro canal: Que Rei Sou Eu? A outra é uma produção moderna, anos-luz à frente em termos de competência visual, mas que foi usada como exemplo na hora de fazer comparações: Game of Thrones. É evidente que a Globo não tinha a menor intenção de reproduzir a série da HBO, mas o senso comum dizia pelas redes sociais que essa era outra tentativa do canal de pescar os fãs de seriados. E isso é completamente válido e compreensível em termos de mercado.
Que Rei Sou Eu? já tinha em seu título um tom satírico e quando foi ao ar, surpreendeu por ser uma espécie de matéria-prima para crítica e observação social. Havia um humor na novela que não era comum para o formato, que se permitia mais em títulos como Armação Ilimitada e TV Pirata. O futebol surgia sem querer na rotina do reino e quanto Juliete cortava a calda do vestido, inventava a primeira minissaia. As limitações orçamentárias eram muitas, mas o texto se compensava, unindo a crítica sócio-política ao humor. Que Rei Sou Eu? se vista hoje pode não ter o mesmo impacto, sobretudo porque visualmente houve muitos avanços e textualmente ela já deixou de ser original. E esse é parte do ponto na hora de julgar Deus Salve o Rei.
A comparação com Game of Thrones é desnecessária. Os níveis de produção são absurdamente discrepantes. A história, contudo, fazia suas licenças… Quando Brice entra como a bruxa que usa de um feitiço para se manter sempre jovem, a correlação passa a ser inevitável. Mesmo injusta, a comparação parte de um princípio maior: vivemos um tempo em que filmes do Peter Jackson e a própria Game of Thrones, condicionaram o público a esperar excelência nos recursos digitais. Deus Salve o Rei vendeu a ideia de superprodução e aliada ao exemplo desses dois títulos com as quais foi comparada, tinha a missão de informar ao universo tele dramatúrgico se a Globo estava mesmo pronta para fugir das próprias zonas de conforto.

Anônimo disse...

Henrique Haddefinir (continuação)
A resposta é não, infelizmente. É importante repetir que a iniciativa da novela é muito bem-vinda e que o resultado final não pode definir um futuro de pasmaceiras narrativas sempre presas no eixo urbano-época. Contudo, é preciso levar em consideração que o espectador de hoje não é o mesmo dos anos 80 e está treinado por uma série de fatores que vão desde a internet até o estabelecimento da Terceira Era de Ouro da Televisão. Se você não é excelente na hora de traduzir a linguagem das séries, você não fisga quem vê séries e ainda pode perder quem só gosta da linguagem dos folhetins. Há alguns híbridos que funcionam (como Rockstory) e outros que não. Uma retrospectiva no ritmo de Deus Salve O Rei evidencia que o híbrido criado pelos envolvidos foi daqueles que falecem no meio do processo.


No aspecto dramatúrgico a novela começou optando pela simplicidade e enxugou os eventos. Havia um tom sombrio em alguns aspectos e uma coisa que se manteve na trama por toda sua duração foi uma escolha por eventuais cenas longas, com um texto denso. Essas são características típicas das séries. O entorno da novela ia para outra direção e buscava o humor de sua prima distante. Os núcleos periféricos eram poucos e com o tempo – e com a preocupação com a audiência, principalmente – eles foram se escrachando ou indo pelos caminhos da magia, o que aumentou a sensação de deslocamento, já que os títulos de universos fantásticos que podem ser usados como parâmetro estão aí aos montes. Em alguns momentos pareciam duas novelas em uma. E como acontece SEMPRE, as interferências para “consertar” a trama acabam piorando a descaracterização. Em sua reta final, a novela parecia um quadro de DNA de um programa de auditório, com um festival de paternidades e maternidades reveladas. Engolida pela própria pretensão, não chegou num lugar e nem no outro.
Três atrizes seguravam os pontos de tensão da novela. Marina Ruy Barbosa é o tipo de atriz destinada a passar anos sendo a mocinha. Amália, por ter esse nome, foi construída para ir contra a correnteza, ser forte e determinada. O texto lutou para tentar combinar a típica passividade e ingenuidade do gênero ao que se espera de uma heroína nos dias de hoje. Já Bruna Marquezine foi o judas da vez e nesse hype de odiar tudo que ela faz, passou por problemas que para mim tem muito mais a ver com direção. Com um time de mocinhos apático, torcer por sua Catarina não foi difícil. Quando a personagem começou a contracenar com outros núcleos, Bruna melhorou a compreensão do papel e fez um trabalho honrado e dedicado. Correndo por fora (já que tinha uma função cômica), Tatá Werneck entrou na novela com uma construção muito bem definida de Lucrécia, sobretudo no que dizia respeito ao bipolarismo da personagem. Já que precisou falar mais devagar (característica do gênero), investiu em oscilar entre o engraçado e o lacrimejante. No meio do caminho, no desespero pela audiência, o texto começou a se escorar na Tatá enquanto personalidade cômica e a atriz é quem precisou lutar com força para não perder as características que definiu no começo da trama. Entre os homens, Johnny Massaro foi o nome que mais se destacou.

Anônimo disse...

Estive nos dois eventos de lançamento da novela e em um deles, o diretor Fabrício Mamberti disse que todo o espetáculo visual da trama estaria presente em TODOS os capítulos e não só na primeira semana. A promessa não se cumpriu e as sequências externas foram diminuindo gradativamente. A novela foi gravada toda em estúdio, com os reinos sendo construídos em imensos galpões. Como ficou claro na visita do lançamento, o tamanho da cidade não era surpreendente e nos capítulos, a repetição constante dos mesmos espaços revelava as limitações. As tomadas panorâmicas de Montemor eram equivalentes ao padrão HBO, mas na prática, parecia que o reino tinha apenas a frente de um castelo, uma feira e meia dúzia de casas e corredores. Desconfiado, o público se afasta. O resultado é mais ou menos o mesmo de quando a Record tenta ser hollywoodiana: não é nem perfeito e nem indigno, só parece desproporcionado. Fica a ideia de que se não for para ser excelente é melhor não fazer.
Ainda há uma elegância a ser considerada, típica da Rede Globo, que vem numa busca por uma adequação da linguagem novelesca ao mercado seriado. Isso é louvável. A abertura de Deus Salve o Rei, por exemplo, é belíssima, emite uma atmosfera medieval e lúdica que a novela em si nunca conseguiu emitir. Enquanto o horário das 21 passa por um preocupante retrocesso criativo (iniciado pela terrível O Outro lado do Paraíso), o horário das 19 sempre se dá o direito de fazer certos experimentos. O horário já teve, além de Que Rei Sou Eu?, novelas com ideias inusitadas como Quatro por Quatro, Vamp e até a inesperadamente sci-fi Kubanacan. Até o mundo do velho oeste já foi uma opção (RIP Bang Bang). Entre um e outro acerto, um ou outro “transgênero narrativo” agonizante.

Ainda que Deus Salve o Rei não tenha sido um sucesso, esse tipo de iniciativa precisa continuar. Talvez em algum momento sejamos condicionados também a reconhecer esses híbridos como uma manifestação teledramaturgia legítima, que talvez ganhe até um nome próprio. Deus não salvou o Rei, mas tomara que a vontade de continuar tentando seja salva.

Nota: O Tempo Não Para estreia como mais uma proposta de dramaturgia “transgressora” e só saberemos mais para frente em qual coluna ela vai se ajustar.

Ass. Henrique Haddefinir

Sérgio Santos disse...

Essa guerrinha de fandons foi um inferno, chaconerrilla. Mas passei longe GRAÇAS.

Sérgio Santos disse...

Entendo, Dean.

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Ulisses. Vc é o Ulisses da novela? kkkk

Sérgio Santos disse...

Achei over, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Mt obrigado, Lisandra.

Sérgio Santos disse...

Valeu, Victor.

Sérgio Santos disse...

Germana, onde assino???

Sérgio Santos disse...

Sem duvida, Debora.

Sérgio Santos disse...

Tem isso também, Lulu.

Sérgio Santos disse...

Luli, seu comentário estás ótimo e mt obrigado pelo carinho!!!!

Sérgio Santos disse...

Valeu, Louis.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Discordo, Izabel.

Sérgio Santos disse...

Acho que ela começou péssima e melhorou, anonimo. Mas longe de ser ótima. Foi mediana.

Sérgio Santos disse...

Não concordo, anonimo.

Sérgio Santos disse...

O nucleo da cozinha eu gostava, anonimo. Não gostava do da Gloria.

Sérgio Santos disse...

Ótima, anonimo. Mas teve uma barriga imensa nos ultimos meses.