quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Juliana Silveira foi um bom destaque do elenco de "A Terra Prometida"

Nesta semana, foi ao ar uma sequência muito aguardada de "A Terra Prometida": a queda das muralhas de Jericó. A prévia da cena já havia sido mostrada na estreia da novela, no dia 5 de julho, antes do enredo retroceder no tempo, exibindo tudo o que ocorreu antes da chegada de Josué (Sidney Santiago) com o povo hebreu. Os momentos de batalha honraram a boa audiência (17/18 pontos), culminando ainda em uma quase mudança de fase. Afinal, muitos personagens importantes morreram e novos estão entrando. E um dos perfis vitimados foi a rainha de Jericó, vivida por Juliana Silveira.


A atriz foi um dos destaques da trama bíblica, mostrando mais uma vez o seu conhecido talento. Kalesi foi uma vilã extremamente caricata, parecendo as bruxas de peças infantis. Tudo era 'over': tanto a vestimenta, quanto as situações que protagonizava e o texto que proferia. Juliana seguiu o que foi imposto: imprimiu uma interpretação quase teatral e cumpriu a sua missão com louvor. Seria bem mais proveitoso se o papel tivesse um tom a menos, porém, a direção de Alexandre Avancini não quis assim e nem o autor Renato Modesto. Ou seja, a intérprete corria uma avalanche de riscos.

Mas Juliana conseguiu se sair muito bem na complicada empreitada. Apesar das inúmeras armadilhas que a personagem lhe impunha constantemente (muitas cenas eram exageradas demais), a atriz se destacou positivamente e foi um dos trunfos do elenco.
A rainha Kalesi amedrontava somente pelo seu olhar e tinha um poder sobre as cobras, tratadas como suas fiéis escudeiras. Ela, por sinal, era a representação de uma linda naja. Não por acaso era conhecida como a rainha das serpentes. A vilã temida por todos os seus súditos ganhou uma profissional que cresceu e evoluiu ao longo da carreira.

A personagem era a mais poderosa de Jericó, pois o seu marido, o rei Marek (Igor Riclki), era facilmente dominado por ela, que conseguia tudo o que queria. Egoísta, fria, irônica e estrategista, Kalesi era uma fortaleza e ainda abusava da sensualidade. Claro que as cenas sensuais eram suprimidas, mas, mesmo assim, Juliana conseguia passar o ar sensual que cercava a rainha. A esposa do rei também tinha um fiel admirador: o sacerdote Merodaque (Marcos Winter), que venerava a ídola e praticava rituais macabros a mando dos reis. Apesar de sempre ter feito tudo o que a rainha mandava, era constantemente humilhado por ela.

Juliana protagonizou ótimas cenas ao lado de Marcos Winter e fez uma boa dupla com Igor Rickli. Também conseguiu passar um pouco de humanidade daquela tão fria rainha quando a mesma se apaixonou por Sandor (Pedro Henrique Moutinho), filho do inescrupuloso general Tibar (Leonardo Franco). Os momentos de proximidade deles ressaltavam o lado menos sombrio de Kalesi, despertando o ciúme de Marek, apesar da relação 'aberta' que tinham. A toda poderosa teve um fim trágico: morreu atingida por uma flecha enquanto enfrentava Josué ---- acabou sendo devorada pelas serpentes que criava, em um final que fez jus ao papel. Ela se destacou em suas últimas cenas, fechando competentemente sua participação.

A atriz teve passagens por alguns programas infantis ("Casa da Angélica", "Passa ou Repassa" e "Angel Mix"), quando era dançarina ou assistente de palco, e só estreou em novelas no remake de "Pecado Capital", exibido em 1998. Seu papel, Dagmar, era muito pequeno, assim como a Patty, de "Laços de Família" (2000), reprisada recentemente no Canal Viva. Mas foi vivendo a melhor amiga de Ciça (Júlia Feldens) que a intérprete pôde mostrar que tinha futuro, apesar das poucas cenas. Ela ainda participou de um episódio de "Brava Gente" (2001) e da minissérie "O Quinto dos Infernos" (2002) até ganhar a sua primeira protagonista: a Júlia, de "Malhação" (2002/2004). A mocinha foi defendida com brilhantismo, transformando Juliana em um dos grandes destaques de uma das melhores temporadas do seriado adolescente.

Estranhamente, a atriz não continuou na Globo após o imenso sucesso e migrou para a Band, onde viveu a sua segunda protagonista em sequência: a doce Maria Flor, apelidada de Floribella, personagem título da novela de maior repercussão da emissora. Ela simplesmente conquistou o público infantil com muito mérito. Em 2007 foi para a Record, permanecendo até hoje. Esteve nas fracas "Luz do Sol" (2007) e "Balacobaco" (2012), brilhou em "Chamas da Vida" (2008) e se destacou vivendo a nazista Priscila, na equivocada "Vitória" (2014). Apesar dos nove anos de Record, a atual novela foi a sua primeira produção bíblica.

Juliana Silveira é uma profissional de talento e costuma angariar elogios merecidos em seus trabalhos. O seu recente desempenho em "A Terra Prometida" apenas confirmou isso, fazendo da rainha Kalesi um dos pontos positivos da trama, que sentirá muito a sua ausência a partir de agora.

20 comentários:

Vinícius disse...

Ela é talentosa mesmo.Não entendo porque saiu da Globo depois do sucesso de Malhação. O maior erro dela.Agora fica fazendo essas tosquices na Record.

Anônimo disse...

Achei bem canastrona.

Anônimo disse...

Primeiro:O nome do rei é Marek e não Malec;
Segundo:Não foi o rei que matou Sandor,foi o próprio pai que o matou;
E o terceiro e mais "na cara" de tudo:
O líder é Josué,e não Moisés.
Abraço

Pedro disse...

Ô noveleta RUIM! CREDO!

Anônimo disse...

Achei que ela foi bem fraca.Tudo nessa novela é exagerado. Não aguento mais trama bíblica.É sempre a mesma coisa. Escrava Mãe é mt melhor.

Gabriella disse...

Poxa, anônimo, dá um crédito preo Sérgio. O erro dele foi natural de qualquer um. Afinal, na Record tem Moisés no cinema, Moisés em álbum de figurinha, boneco de Moisés, Moisés sendo citado nessa Terra não sei das quantas, Moisés... HAJA SACO PRA TANTO MOISÉS! HAHAHAHAHA

Bruna disse...

Juliana é uma atriz talentosa e nunca deveria ter saído da Globo. Creio que foi precipitação dela porque nem esperou a emissora chamá-la para algum novo trabalho e já foi logo pra Band.

Daiane S disse...

As novelas da Record deram uma boa crescida, têm incomodado a Globo, se a emissora investisse em bons atores e autores que estão encostados na plim plim incomodaria bem mais, o bom é que com isso fornece mais opções para os telespectadores.

Lua Mariano disse...

Eu não tenho paciência pra novela da Record, tá forçado a coisa.

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Lina disse...

Sérgio quase sempre concordo contigo. Mas, acho Juliana canastrona

Sérgio Santos disse...

Tb gosto dela, Vinicius.

Sérgio Santos disse...

Sem problemas, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Anonimo, já corrigi. E no começo do texto escrevi Josué bonitinho. Mas depois postando trama bíblica o tempo todo acabei enfiando um Moisés ali num ato falho. Até pq a Record enfia Moisés em tudo quanto é canto desde Os Dez Mandamentos. E parabéns pela sua educação. Ah, e sua paciência também.

Sérgio Santos disse...

Tb não gosto, Pedro. Mas é pq não aguento mais trama bíblica mesmo.

Sérgio Santos disse...

Escrava Mãe é infinitamente melhor msm, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Pois é, Gabriella. rsrsrsrsrs

Sérgio Santos disse...

Lembro bem disso, Bruna.

Sérgio Santos disse...

São mais opções msm, Daiane.

Sérgio Santos disse...

Entendo, Lua. bjsssss

Sérgio Santos disse...

Sem problemas, Lina. Respeito sua opinião! bjss