terça-feira, 31 de março de 2026

Tudo sobre a coletiva online de "Juntas e Separadas", a nova série do Globoplay

 O Globoplay promoveu no dia 11 de março a coletiva online de 'Juntas e Separadas', nova série da plataforma de streaming. Participaram a autora Thalita Rebouças, a diretora Mini Kerti e o elenco, que contou com Sheron Menezzes, Debora Lamm, Natália Lage, Luciana Paes, Matheus Costa, Claudia di Moura, Louise Cardoso, Bruno Garcia, Tomtom, Bruno Mazzeo, Thelmo Fernandes, Fábio Ventura e Mateus Solano. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo. 

Thalita Rebouças comentou como criou a trama: "A ideia da série surgiu quando me separei do primeiro marido e tive uma roda de apoio muito grande das minhas amizades. Não podia estar mais realizada. O elenco todo é incrível. É um abraço em todas as mulheres. Não tem diferença na hora de escrever. A diferença é que na série falo palavrão ao contrário dos meus livros e films, mas nunca pensei 'agora vou escrever para criança e agora para adulto'". Mini Kerti acrescentou: "Aos poucos fomos construindo esse elenco estelar maravilhoso". 

Sheron Menezes falou sobre a sua experiência em relação ao enredo de sua personagem: "Minhas amigas são minha base e são amigas de muitos anos. Ter amigas pra mim é indispensável.

Tenho um casamento de 15 anos e acho que agora, com esse trabalho, cheguei no ápice. Ter uma abaixada de bola e permitir mais momentos para mim. O encontro das mulheres na série em uma mesa de bar falando sobe os homens, relacionamentos, desejos e frustrações, é algo que me identifico muito. Tudo o que a gente vai assistir ali é importante e vai abrir os olhos das pessoas".

Natália Lage falou a base da série: "As amizades nos sustentam. É fundamental que a gente leve pessoas para a vida. Muita gente passa pela nossa vida. Minha personagem tem uma coisa com a menopausa, ela fala disso, e agora isso tá acontecendo comigo. A identificação com ela veio depois. A forma como as mulheres se amparam é uma homenagem a todas as mulheres, a gente quer se colocar, estar junta e se amparando Nos traz uma amplitude. Fico feliz desse trabalho sendo feito agora e com essas coisas sendo discutidas. É um elenco muito feminino, com todo respeito aos boys que estão lá".

Debora Lamm acrescentou: "O mundo não nos ensinou a ser amigas, nos ensinou a competir umas com as outras. Essa série mostra o poder da amizade. Tem uma cena engraçada que reuniu parte do elenco e a gente almoçou o beijão da cena durante três dias, sorte que tava bom. Vejo nessa série que as mulheres são o sujeito da ação. Elas são o centro da história. É muito sutil o que to falando porque muitas vezes a gente vê a mulher sendo a protagonista, mas acaba sendo pela frustração de algum homem ou algo do tipo. Em 'Juntas e Separadas' não tem isso".

Luciana Paes falou de seu papel: "Perdi meu pai na pandemia e minha personagem tá no processo de cuidar do pai com Alzheimer. São coisas que a gente não ensaia para fazer e vão aparecendo nesse processo, você percebe que a adulta agora é você e a Joana se descobre adulta no meio da vida. A série fala do poder feminino sem perder a ternura. Acho uma das coisas mais emocionantes da série". 

Matheus Costa comentou como foi ser filho da Natália: "Tive a visão da minha mãe sobre eu ter saído de casa. Ela e meu pai falam o quanto sentem saudades. Entender como é essa dor eu só consegui ver de verdade agora vendo a Natália Lage fazendo".

Claudia di Moura analisou sua personagem: "A dona Dina tem como melhor amiga a filha e ela vê como resultado achar que o ciclo da escassez precisava acabar nela. Ela comemora a vitória dessa filha. É um lugar que a gente não tá acostumado a ver. Quando a mulher preta sente ela já está sem os pais. Essa série fala do início do envelhecer e vem trazendo tantos dramas ditos de forma poética. Veio de uma geração que o etarismo foi ainda mais cruel. É importante me ver como atriz, mulher, mãe, preta, mostrar como é possível cortar o ciclo da escassez".

Louise Cardoso: "Já me separei três vezes e foram as amigas e os amigos que me deram suporte. Mini e Thalita consideram ela a vilã e concordo em termos porque preconceito é vilania, mas é importante para mostrar para tantas mães que são iguais a elas se verem. Gosto muito de toda a série, é uma série sobre sentimentos e encontros da vida real. Sou muito fã dessas quatro atrizes que protagonizam essa série. Fui mãe da Natália, sou mãe da Sheron, Luciana é incrível e ser mãe da Débora foi um sonho".

Bruno Garcia analisou seu papel na série: "Tem algo muito contundente que me afetou positivamente nesse trabalho, mas que traz um assunto muito importante. O Caio é ácido, pesado, incômodo e muito pertinente para uma causa atual que é a violência contra a mulher. O audiovisual ganha novos contextos dependendo da época. A gente rodou a série em 2024 e claro que o problema milenar seguia o mesmo, mas especificamente nesse último ano de 2025 houve uma explosão de violência. Interpreto um homem tóxico que oprime e acha que pode controlar a mulher e é daí que nasce a violência. Foi um personagem complexo e que a gente teve muito cuidado.. Não podia ser apenas um cara chato, tinha que ter um problema de caráter. Foi muito importante poder dar voz a esse homem detestável e pra isso que serve nosso ofício". 

Tomtom resumiu sua experiência na série: "Pra mim é muito maravilhoso interpretar personagens da Thalita. Me identifiquei muito com a Luna, em 'Uma Fada Veio me Visitar', e agora com a Dora me identifico muito em outro lugar. Bruno Mazzeo vivendo meu pai foi uma nova experiência. Muito boa." Bruno Mazzeo acrescentou: "Sou amigo da Lolo (Heloísa Perissé) há mais de 30 anos. E Tomtom é o máximo."

Thelmo Fernandes falou de seu personagem: "Interpreto um garçom que ouve as meninas. E isso é um aprendizado também. O Lacerda tem um confronto em uma situação que ele precisa intervir e intervém. A gente não pode não intervir diante da violência contra a mulher e meu personagem tem isso bacana na série".

Fábio Ventura resumiu: "É um momento feliz participar de um set com empoderamento feminino".

Mateus Solano finalizou: "Fiquei apaixonado pelo texto da Thalita, pela forma leve de lidar cm temas espinhosos e caros para as mulheres e para os homens. O Lino é uma delícia de fazer e a dupla com a Luciana Paes é muito mais do que eu poderia pedir. É um moço doce, atrapalhado, a relação não deu certo, mas a amizade continua. É um casal divertido e tô doido pra assistir". 

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