quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Iza no "The Voice Brasil" foi um sopro de novidade em um desgastado formato

Até os maiores fãs do "The Voice Brasil" hão de concordar que o reality musical da Globo não repercute como antigamente. Há pelo menos uns três anos que o programa vem deixando a desejar e as razões são de conhecimento geral: o natural desgaste do formato, a falta de renovação total dos técnicos e participantes que não ficarão marcados no mercado musical, por mais talentosos que sejam. Todavia, a entrada de Iza na oitava temporada representou um sopro de novidade.


Muitos questionaram a entrada da cantora em virtude de sua curta carreira --- foi lançada oficialmente pela Warner Music no mercado em 2016 e estourou de fato em 2017. Então como colocar como "técnica" uma cantora que ainda nem tem cinco anos trajetória? Afinal, Ivete Sangalo, Lulu Santos e Carlinhos Brown apresentam um vasto currículo musical, além de Michel Teló, que, embora seja mais novo, também começou cedo no grupo Tradição. Porém, essa questão se mostra insignificante.

Primeiramente, a experiência dos técnicos pouco conta na hora das avaliações e o medo do diretor Boninho em renovar o time implicou na repetição das análises dos cantores. Muitas vezes são redundantes e acabam dizendo a mesma coisa para vários candidatos ---- "Sua voz é linda" ou "Como é afinada" são apenas alguns exemplos.
Até as brincadeiras se tornaram mais do mesmo. Como os elogios sempre predominam e as críticas são quase nulas, não há aproveitamento no entrosamento dos técnicos. Por isso é inadmissível que o trio formado por Paola Carosella, Erick Jacquin e Henrique Fogaça seja desfeito no "MasterChef", da Band. Esse formato permite variações nos comentários e análises, pois há falhas nos aspirantes a cozinheiros. O "The Voice" apresenta cantores já prontos e nenhum jurado quer se indispor.

As orientações dos técnicos na fase das batalhas e das apresentações de seus respectivos times também pouco alteram a trajetória dos candidatos. Tudo depende da aprovação do público e do tamanho do "fandom" de cada técnico. Não é à toa que Michel Teló ganhou todas as edições desde que entrou para o time, na quarta temporada. Seu fã-clube é forte. Ou seja, a entrada de Iza fez muito bem ao formato e seu carisma é incontestável, assim como sua simpatia. A cantora mal chegou e já virou a queridinha do público e dos participantes. Isso porque a maioria escolhia a técnica na fase das audições às cegas.  Não foi fácil para os demais completarem seus times. O fato ainda evidenciou que até os candidatos estão cansados do mesmo juri de sempre.

É verdade que Ivete está apenas há dois anos no programa, mas sua presença no primeiro ano do "The Voice Kids" também deve ser levada em consideração. Teló substituiu Daniel, mas já está há quatro anos no programa e Lulu desde o primeiro. Passou da hora de uma renovação total e seria ótimo ver Iza ao lado de nomes como Ana Carolina, Pitty, Paula Toller, Leonardo, Zeca Pagodinho (por que não?), entre tantas outras opções. O formato anda desgastado e a única solução é a constante renovação do juri. Nem mesmo a novidade do botão de "bloqueio" --- quando um técnico impede que o colega fique com algum candidato --- provocou algum atrativo. Pena que ao longo do programa Iza exponha uma natural inexperiência através de escolhas bem questionáveis, como deixar Tony Gordon, um  dos favoritos, para o time Teló. Mas é compreensível.

A entrada da ótima Iza foi um alento para o público nessa oitava temporada do "The Voice Brasil". É sempre bom ver um rosto diferente no reality musical e que enche a tela com carisma, espontaneidade e talento. Não despontou tão rapidamente na carreira por acaso.

4 comentários:

Anônimo disse...

Iza, além de ser talentosa, é muito carismática. Ela realmente deu uma nova vida ao The Voice. Mas sim, o programa não repercute como antigamente. Talvez por ter qualidade demais. No The Voice, até os que não passam na primeira fase são talentosos. Sinto falta do Ídolos com todos aqueles loucos nas audições. Ia dar cada meme hoje em dia kkkkk.

Anônimo disse...

É carismática mas uma topeira na hora de escolher candidato.

Anônimo disse...

Sérgio, concordo plenamente com você quando diz que a renovação do júri do "The Voice Brasil" seria a única solução para retardar o desgaste desse formato, e a presença de Iza no corpo de jurados foi de fato um sopro de novidade na atual temporada. O único reality musical que realmente revelou talentos foi o "American Idol", pois os demais são como você mesmo diz: servem apenas como entretenimento e os "aspirantes a cantores" desaparecem após os términos das temporadas em que se tornaram conhecidos do público.

Guilherme

John disse...

Confesso que torci o nariz para a Iza no início justamente pelo pouco tempo de carreira que ela tem, mas paguei com a língua, pois ela que me motiva a assistir essa edição! Não suporto mais os comentários insossos do Lulu, que pouco acrescentam. A Ivete não precisa querer pagar de engraçadinha o tempo todo, como naquele micão do "beija, beija" com um participante casado (poucas vezes senti tanta vergonha alheia), ela pode ser séria sem perder a personalidade. Teló pra mim não faz diferença, mas é questão de gosto pessoal. Enfim, ia amar uma edição com Paula Toller e Ana Carolina como juradas, mas pelo visto teremos Lulu e Teló por mais alguns anos pela frente. Infelizmente. Como uma pessoa comentou antes, era bem divertido ver o Ídolos justamente pelos participantes sem noção, que hoje renderiam muitos memes engraçados.