quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Capítulo 100 de "Três Graças" faz jus ao que a novela apresenta de melhor

 A cerimônia de inauguração da nova farmácia da Fundação Ferette na Chacrinha marcou o capítulo 100 de 'Três Graças', que foi ao ar nesta quinta-feira, dia 12, com uma sequência de acontecimentos impactantes, que se estendem para os capítulos seguintes. O evento foi idealizado por Xênica (Carla Marins) com o objetivo de fazer com que Ferette (Murilo Benício) acreditasse que seria um momento de celebração de suas ações sociais na comunidade, mas a intenção foi mostrar para todos que Rogério (Eduardo Moscovis) estava vivo.


Na ocasião, Gerluce (Sophie Charlotte) encontrou Paulinho (Romulo Estrela) a serviço, acompanhado do delegado Jairo (André Mattos) e Juquinha (Gabriela Medvedovski). O clima estava melhor entre os dois após ela pedir perdão por ter escondido informações sobre Rogério. A cerimônia começou e Ferette discursou para o público, apresentando Leonardo (Pedro Novaes) como seu sucessor no comando da Fundação. Arminda (Grazi Massafera) acompanhou o discurso de perto. Neste momento, Misael (Belo) estava com sua arma na mira do empresário, pronto para colocar o plano em prática no momento mais oportuno.


Enquanto isso, Zenilda (Andréia Horta) apareceu de surpresa no flat de Rogério. Ao saber de tudo o que aconteceu em torno da "morte" do empresário e sobre o esquema dos remédios falsos, a advogada selou com ele uma parceria para acabar com o ex-marido e Arminda e seguiram para o evento.

Após o discurso de Ferette, Xênica passou o microfone para Zenilda, que após algumas palavras sobre a trajetória da entidade, chamou Rogério para o palco. Ele se apresentou para surpresa de todos, atraindo a curiosidade dos jornalistas presentes, incluindo Téo Pereira (Paulo Betti), que ficou completamente atiçado com a novidade, enquanto Ferette e Arminda se assustaram. 

Decidido a acabar com a vida de Ferette, Misael atirou, mas Consuelo (Viviane Araújo), que chegou perto dele na hora com a ajuda de Gilmar (Amaury Lorenzo), evitou uma tragédia maior. O pânico foi geral e Gerluce ficou aflita atrás de Joélly (Alana Cabral). A jovem estava conversando com Lena (Bárbara Reis), e decidiu ir para casa, enquanto Samira (Fernanda Vasconcellos) confrontou a esposa de Herculano (Leandro Lima) por ter ido atrás da jovem, logo depois que ela foi embora. Joélly entrou em casa, deixando a mãe e Lígia (Dira Paes) aliviadas.   

Nos arredores do evento, o clima ainda era de muita confusão. Tentando livrar Misael da situação em que se envolveu, Consuelo tirou a arma dele e entregou a Gilmar para esconder. Logo depois, o delegado Fausto (Paulo César Grande) e outros policiais apareceram, e, Misael deu um beijo em Consuelo para disfarçar, deixando a consultora de beleza muito irritada. Os autores aproveitaram o centésimo capítulo para um momento que o público estava ansioso. Uma estratégia inteligente em meio aos vários acontecimentos da trama.

Aliás, toda a situação serviu para juntar todos os núcleos da novela, algo comum nas novelas há anos mas quase extinto na teledramaturgia atual. Há uma clara intenção de retomar o dramalhão clássico na atual trama, o que é ótimo. E todos os acontecimentos foram relevantes. Vale até citar também a hora em que Viviane (Gabriela Loran) mostra os seus brincos para Paulinho e Juquinha de uma forma nada espontânea para que os policiais esqueçam aquele par achado do lado de fora da mansão de Arminda. Também é preciso elogiar a inserção de Téo Pereira, vindo de "Império", após a bem-sucedida participação de Crô (Marcelo Serrado), que veio de "Fina Estampa". O personagem serviu para movimentar os conflitos e até foi o responsável pela divulgação do romance 'Loquinha', com direito ao nome do fandom do casal nas redes sociais. Ainda é obritagório elogiar a perspicácia em colocar o grande vilão sofrendo um atentado igual ao ocorrido com Donald Trump durante a campanha para as eleições nos Estados Unidos. Ferette ainda usou a situação para se promover, algo que o atual todo poderoso do mundo também fez.

Foram quatro dias inteiros de gravação, com mais de 500 figurantes, praticamente todo o elenco da novela envolvido, e uma estrutura complexa de equipamentos - gravação com cinco câmeras, por exemplo, número maior que na maioria das cenas externas - para a realização da sequência do evento. Para as equipes de cenografia e produção de arte foi um trabalho intenso que demandou uma preparação de mais de uma semana. Um palco de 5x6 metros para a cerimônia, fora um outro palco para a área vip, e outras estruturas foram montadas na Cidade Cenográfica da Chacrinha. A equipe de arte decorou o local com diversas barraquinhas de comida, cartazes e decoração do palco e todas as áreas do evento, para trazer a maior vivência possível. Esse tipo de informação é relevante porque, na atual gestão da Globo, o corte de custos é uma regra em todas as produções, o que vem prejudicando muito a qualidade das novelas. Esse tipo de sequência era uma rotina na teledramaturgia da emissora, mas agora virou raridade. 

"Três Graças" segue atrativa e prendendo o telespectador. Aguinaldo Silva, Virgilio Silva e Zé Dassilva não estão para brincadeira e o capítulo 100 fez jus ao que a novela tem apresentado de melhor. 

Um comentário:

Lucimar da Silva Moreira disse...

A novela está ótima, Sérgio feliz semana abraços.