quarta-feira, 20 de maio de 2026

"Quem Ama Cuida": o que esperar da nova novela das nove?

Quando tudo desmorona, nem tudo se perde. Lições como essa conduzem o público ao longo de ‘Quem Ama Cuida’, nova novela das nove da TV Globo, cuja trama acompanha a transformação de Adriana (Leticia Colin), uma mulher que, diante de perdas irreparáveis, descobre a força de recomeçar, movida por uma profunda sede de justiça. Ambientada em uma São Paulo devastada por uma grande enchente, a novela apresenta uma trama urbana e contemporânea que dialoga diretamente com o melodrama clássico, apostando em grandes emoções, reviravoltas e surpresas. 


O texto, assinado por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, com direção artística de Amora Mautner, combina amizade, conflitos familiares, amor impossível, mistério e vingança, a partir das consequências do encontro entre Adriana e Arthur (Antonio Fagundes). Quando um casamento se torna o cenário de um crime que muda o destino de todos, a obra mergulha em uma história de superação, segredos e revelações. 

Um forte temporal transforma São Paulo em cenário de caos e dá início à jornada de Adriana (Leticia Colin), que vê sua vida desmoronar. Enquanto volta para casa após ser demitida da clínica onde trabalhava, uma enchente atinge a periferia da cidade, onde mora com sua família. O marido, Carlos (Jesuíta Barbosa), o avô Otoniel (Tony Ramos), a mãe, Elisa (Isabela Garcia), e o irmão Mau Mau (João Victor Gonçalves) estão lá, e Adriana só pensa em chegar em casa, mas a água logo invade o local e força a família a fugir em meio à correnteza que se forma e destrói tudo o que eles levaram anos para construir.

Durante a tentativa de ajudar uma família vizinha a escapar da enchente, Adriana e Carlos são surpreendidos por uma tromba d’água, que arrasta o marido e muda para sempre o destino de ambos.

No meio da tragédia, marcada não apenas pela perda da casa e dos bens materiais, mas também pela morte do marido, Adriana se divide entre salvar desconhecidos, proteger os seus e lidar com uma dor imensa, que redefine o rumo da sua história. Sem casa, sem emprego e amparada apenas pelos familiares, ela e os parentes que sobreviveram são acolhidos em um abrigo improvisado, onde a escassez de recursos contrasta com a solidariedade dos voluntários, entre eles, Pedro (Chay Suede), advogado que cruza o caminho de Adriana enquanto ela tenta juntar os pedaços da própria vida. Pedro vive frequentes atritos com o pai, Ademir (Dan Stulbach), construídos pelas visões opostas sobre justiça e propósito. E, como filho de um dos criminalistas mais respeitados do país, rejeita o destino de assumir o lucrativo escritório da família e dedica sua carreira a defender pessoas que não podem pagar por bons advogados, exatamente o oposto do que seu pai espera. E, se não bastassem os dramas envolvendo a relação com Ademir, o jovem é surpreendido por uma notícia envolvendo sua namorada, Bruna (Nanda Marques), que o deixa sem esperanças no amor, mas o encontro com Adriana muda tudo de perspectiva.

Em um mundo aparentemente oposto ao de Adriana (Leticia Colin), o empresário Arthur Brandão (Arthur Brandão) vive cercado de luxo material. Viúvo, com problemas de saúde e sofrendo pela perda do filho, Heitor, que desapareceu enquanto esquiava, ele vive uma batalha não-declarada com os próprios irmãos, Pilar (Isabel Teixeira) e Ulisses (Alexandre Borges), e com a cunhada Silvana (Belize Pombal). Arthur conta apenas com a ajuda do amigo e advogado criminalista Ademir (Dan Stulbach), pai de Pedro (Chay Suede), seu afilhado, para defender o que é seu e evitar que sua irmã o interdite judicialmente para assumir o controle de sua fortuna. A disputa familiar expõe ressentimentos antigos, relações de interesse e uma trajetória marcada por abandono afetivo. Arthur acredita ter sido reduzido a um “caixa eletrônico” pelos parentes e, por isso, reage com agressividade a qualquer aproximação que considere ameaçadora.

Pilar e Ulisses sempre viveram às custas de Arthur, sustentados pela mesada que recebiam, mas nunca demonstraram afeto verdadeiro. Ambos carregam uma profunda inveja do irmão mais velho, o único que prosperou por mérito próprio. Os sobrinhos, por sua vez, tampouco ligam para o tio, especialmente os filhos de Pilar: Rafael (João Vitor Silva) prefere focar em sua carreira médica, mas sempre espera um investimento a mais do empresário em sua clínica; Ingrid (Agatha Moreira) tenta manter o trabalho de design de joias na joalheria do tio e Brigitte (Tata Werneck) vive centrada apenas em seus romances fracassados e obcecada pela ideia de encontrar o amor perfeito. Já Tiago (Gui Ferraz), filho de Silvana, apesar de ter um cargo importante na joalheria, mantém uma relação fria com o tio e não se sente valorizado por ele.

Diante de tanta indiferença da família, Arthur vive cercado pelos empregados fiéis: Diná (Rosi Campos), Edvaldo (Guilherme Piva), Tilde (Luana Martau) e Rosa (Tatiana Tiburcio), com os quais convive a maior parte do tempo. O empresário sente que é mais respeitado pelo dinheiro que possui do que pela pessoa que é. E essa situação se agrava quando Arthur corta a ajuda financeira que vinha dando aos irmãos e rompe de vez com a dinâmica de dependência econômica que mantinha. Para Arthur, a decisão é um gesto de sobrevivência emocional, para Pilar, é um ataque direto ao padrão de vida que ela considera um direito adquirido. Ela, então, decide tomar uma atitude extrema, com o apoio de Ulisses (Alexandre Borges), viciado em apostas, que precisa quitar suas dívidas e garantir o padrão de vida luxuoso que sempre prometeu à mulher, Fábia (Flávia Alessandra), à filha, Carolina (Mah Duarte) e ao enteado Felipe (Pietro Antonelli).

Inconformada com a perda da mesada e temendo o colapso financeiro da própria família, Pilar faz um pedido judicial de interdição de Arthur. Amparada por um advogado, ela sustenta que Arthur não tem mais plenas condições para administrar sua fortuna e seus negócios. Ao ser surpreendido pela notícia da interdição, Arthur sente-se traído e tem a certeza de que sua família só se aproxima quando há dinheiro envolvido. A disputa deixa de ser apenas judicial e passa a ser pessoal e irreversível.

É nesse “deserto emocional” de Arthur (Antonio Fagundes) que Adriana (Leticia Colin) surge. O encontro entre eles acontece de forma inesperada, Adriana o socorre após uma tentativa de assalto, sem saber que a oportunidade de emprego que surge para ela é na casa dele. É nesse ponto que os dois universos começam a se cruzar.

Por indicação de Elenice (Mariana Sena), sua amiga de infância e filha de Rosa (Tatiana Tiburcio), cozinheira do empresário, Adriana vê a vaga de fisioterapeuta de Arthur como a única chance concreta de tirar sua família do abrigo e garantir alguma estabilidade. A profissional dedicada e sensível rapidamente conquista o afeto do empresário e se torna sua confidente. A amizade evolui, marcada por muito respeito, afeto e profissionalismo. Arthur passa enxergar nela alguém “decente”, em oposição direta à ganância da sua família, que começa encarar Adriana como uma ameaça à “sua” fortuna.

E é diante da possibilidade de ver todo o seu império destinado aos irmãos e ao sobrinho que Arthur faz uma proposta à jovem. De forma direta e consciente, pede Adriana em casamento – deixando claro que não se trata de paixão nem de desejo – como forma de retribuir tudo o que Adriana tem feito, garantindo ainda proteção legal e financeira a ela após sua morte. Adriana sabe que não ama Arthur e que vai comprar uma briga grande com a família dele, mas decide se casar por gratidão e senso de justiça para proteger a si e à própria família.

O casamento é marcado por tensão, sobressaltos e tragédia. Pedro (Chay Suede) descobre que a noiva do padrinho é a mulher por quem se apaixonou no abrigo, e a hostilidade da família é aparente. Após a festa, Arthur vai brindar o novo ciclo com a noiva na varanda. Um grito interrompe a noite. Adriana o encontra caído e, atônita, cruza com Pilar, uma das últimas a deixar a festa. A morte não é vista como acidente, e a viúva passa a ser a principal suspeita.

Após ser injustamente condenada a 12 anos pela morte de Arthur, Adriana enfrenta humilhações, trabalhos forçados e a tirania das detentas na prisão, mas também encontra força e acolhimento na amizade com Nancy (Jeniffer Nascimento), parceria que se torna fundamental para sua sobrevivência emocional. Determinada a recuperar sua dignidade, Adriana usa o tempo atrás das grades para trabalhar no ambulatório e descobrir um novo propósito ao ajudar outras presas.

Seis anos depois, em liberdade condicional, ela tem dois objetivos claros: se vingar de todas as pessoas que a colocaram na prisão e desvendar o crime que tirou a vida de Arthur Brandão.

A produção parte de um conceito visual que atravessa todas as áreas criativas da novela: uma história urbana, ancorada na São Paulo contemporânea, mas atravessada por um toque de anos 90 – visível na construção dos personagens, nos códigos de figurino, nas escolhas de cenografia e na própria linguagem da direção. Sob o comando de Amora Mautner, a novela assume uma estética menos naturalista e mais desenhada, em que os ambientes, as roupas e os corpos em cena ajudam a contar a trajetória emocional e social dos personagens. A narrativa explora contrastes de classe, circulação pela cidade, deslocamentos cotidianos e espaços de trabalho e de afeto, compondo um retrato urbano reconhecível pelo público, mas filtrado por referências afetivas e visuais que remetem a outras décadas.

A produção teve, já no capítulo de estreia, um dos maiores desafios técnicos já realizados em uma novela das nove: a sequência da enchente que abre a trama e provoca transformações na vida de Adriana (Leticia Colin). As cenas exigiram uma combinação complexa de gravações em externas em São Paulo, com a cidade em movimento, na cidade cenográfica dos Estúdios Globo, na piscina do Parque Radical de Deodoro, no Rio de Janeiro, e tecnologia digital.

A cenografia, assinada por Cris Bisaglia, é o ponto de partida para organizar o mundo onde a história acontece. Coube a ela desenhar uma São Paulo reconhecível e dramatizada, capaz de acolher os personagens, seus deslocamentos e ações cotidianas, e transformar a cidade em um organismo vivo, feito de contrastes sociais, arquitetônicos e afetivos.

Alguns cenários se destacam nesse contexto, como a casa da personagem Rosa (Tatiana Tiburcio), por exemplo, que acolhe a família da protagonista em um dos momentos da história. Outro destaque é o apartamento de Arthur Brandão, definido por um luxo clássico e silencioso, que traduz tradição, poder e dinheiro antigo. A casa do empresário aposta em um clássico contemporâneo rigoroso, com arquitetura grandiosa, materiais nobres, como mármores, dourados, veludos, papéis que remetem a tapeçarias, e jardins internos que evocam sofisticação paulistana e linhagem. Nada é ostentação fácil: tudo comunica refinamento, permanência e repertório cultural. Essa mesma lógica de excesso controlado ganha outra forma na joalheria Brandão, pensada como um espaço exuberante e vivo. Inspirada em joalherias internacionais de perfil mais opulento, o cenário aposta em dourados, vitrines iluminadas, metais reluzentes e em marcantes cortinas de correntes douradas, criando um ambiente sensorial que transforma riqueza em espetáculo visual.

Já a casa de Pilar (Isabel Teixeira) opera na contradição entre aparência e realidade. A decoração mistura estampas, brilho, cores, mármore e dourado, sempre tentando performar luxo, apesar do orçamento instável. O espaço é compartilhado e improvisado, refletindo a convivência apertada com os filhos adultos, e revela, nos detalhes, os limites financeiros por trás da exuberância estética.

Em contraste direto, a joalheria de Arthur Brandão (Antonio Fagundes) é concebida como um território de poder, desejo e ostentação legitimada. O apartamento de Pedro (Chay Suede), por sua vez, constrói um retrato íntimo de um jovem advogado idealista profundamente conectado a São Paulo contemporânea. É um espaço híbrido, que mistura casa e trabalho, mas, principalmente, referências culturais. A desordem aparente não é descuido: tudo é pensado para expressar intensidade, engajamento e um certo desinteresse por convenções estéticas tradicionais. 

Um outro cenário importante para contar a história que ‘Quem ama cuida’ traz é o abrigo. Ele dá continuidade ao impacto causado pela enchente, deslocando o foco do choque imediato para a permanência pós-tragédia. Trata-se de um espaço amplo, vivo e cheio de informação, organizado para ser legível em cena e emocionalmente verdadeiro.

Colchões, roupas, doações e áreas de atendimento são distribuídos de forma a criar camadas de profundidade e circulação para a câmera. Detalhes, como malas encostadas, cobertores dobrados, tentativas de organização, introduzem um olhar humano e sensível, enquanto a paleta cromática segue controlada, preservando a identidade visual da novela mesmo em um ambiente de crise.

O conceito visual de ‘Quem Ama Cuida’ se apresenta também no desenho de figurino e caracterização, que traduzem, no corpo dos personagens, essa São Paulo urbana, contemporânea e atravessada por referências afetivas dos anos 90.

Adriana (Leticia Colin), assim como Arthur e Pilar, concentra códigos visuais particularmente expressivos. A protagonista tem no vermelho, e em suas variações que caminham para o vinho, o eixo principal de sua identidade visual. Trata-se de uma mulher prática, urbana, que circula pela cidade usando jeans, botas e sobreposições, em um figurino pensado para o deslocamento e para a ação. A cor funciona como um farol dramático e destaca a personagem no caos urbano, especialmente, em sequências de grande impacto, como a enchente. Mesmo quando Adriana perde tudo e passa a vestir roupas doadas no abrigo, maiores e mais desgastadas, o figurino preserva esse código cromático, e garante reconhecimento imediato e continuidade emocional.

Pilar (Isabel Teixeira) é uma vilã declarada e veste o exagero com consciência estética. Animal print em múltiplas variações, volumes amplos, capas e sobreposições marcam sua primeira fase, evocando um imaginário oitocentista e Kitsch, com referências diretas ao melodrama clássico.

Para retratar a enchente que marca um ponto decisivo da trama, os Estúdios Globo realizaram uma operação inédita, combinando efeitos especiais (FX), efeitos visuais digitais (VFX) e produção virtual com painéis de LED de alta resolução - tecnologias consagradas em grandes produções internacionais. O objetivo foi potencializar o impacto visual e emocional da cena, garantindo realismo, escala e segurança.

As gravações ocorreram em março, com um elenco formado por Tony Ramos, Leticia Colin, Isabela Garcia, Jesuíta Barbosa e João Victor Gonçalves, e envolveram locações em São Paulo, no Rio de Janeiro, na cidade cenográfica dos Estúdios Globo e na piscina do Parque Radical de Deodoro, onde foi montada a maior parte da operação. Em um lago artificial de 13 mil metros quadrados, foram construídas três casas cenográficas especialmente projetadas para reagir à força da água. A integração entre efeitos práticos em ambiente controlado e cenários virtuais permitiu capturar tudo que aparece em cena com alto grau de realismo.

Para dar profundidade ao ambiente e representar diferentes áreas de São Paulo sob tempestade, a produção utilizou um painel de LED de 200 m², que integrou imagem, iluminação e atmosfera ao set. Dois guindastes com sistemas de iluminação especiais foram calibrados para dialogar com o conteúdo exibido no painel, ampliando a sensação de cidade viva em cena. Para a gerente de produção Isabel Ribeiro, o uso do LED trouxe mais realismo e facilitou o trabalho do elenco, que passou a atuar com a imagem da cidade já presente no momento da gravação.

A operação mobilizou cerca de 270 profissionais ao longo de uma semana. A estrutura de FX envolveu tombadores de água, mangueiras de alta pressão, geradores de ondas, tambores de ar comprimido, veículos maquinados para flutuação e destroços cenográficos. Em paralelo, o trabalho de VFX ampliou digitalmente a cidade, intensificou chuva e partículas, complementou a movimentação da água e integrou prédios e atmosfera urbana com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, finalizando a cena com profundidade e impacto dramático.

O projeto também priorizou a sustentabilidade: toda a água utilizada retorna ao reservatório da piscina, que comporta até 30 milhões de litros. Um grid de chuva exclusivo, com 2 mil quilos e 1.200 m² de cobertura, foi desenvolvido especialmente para a sequência, considerada o acontecimento que dispara toda a história.

A cenografia, liderada por Cris Bisaglia, exigiu meses de estudos e simulações em 3D para garantir segurança e realismo. As casas foram montadas fora da água e encaixadas peça por peça, como um “Lego gigante”. Um dos destaques foi a construção de duas versões idênticas da casa da protagonista: uma submersa, para as cenas externas, e outra na cidade cenográfica, permitindo controle preciso da inundação interna. A produção de arte, por sua vez, liderada por Carolina Pierazzo, cuidou dos objetos em cena, que foram pesquisados, escolhidos e até produzidos para flutuar, mantendo a paleta cromática da obra, com predominância de vermelhos e amarelos. 

A trilha sonora de ‘Quem Ama Cuida’ aposta na diversidade de gêneros para traduzir a atmosfera contemporânea e cosmopolita de São Paulo. Com forte presença de hits internacionais – de nomes como Bad Bunny e Sabrina Carpenter –, a novela constrói uma sonoridade vibrante e atual, que dialoga diretamente com o público. A trilha nacional também complementa esse mosaico ao reunir ritmos que vão do piseiro ao pagode, passando pela MPB, com nomes como Marisa Monte e Seu Jorge logo na abertura da trama, e Elza Soares. O encontro entre Gal Costa e Marília Mendonça em “Cuidando de longe”, além de reforçar a diversidade musical através da união desses ícones de gerações e gêneros musicais distintos, carrega também os símbolos de força, coragem e determinação que as artistas representavam, assim como a protagonista Adriana (Letícia Colin).

Essa mistura musical se amplia com a incorporação de influências latinas, como Ca7riel & Paco Amoroso e Julio Iglesias – este último ajudando a compor uma camada mais romântica ligada ao personagem Otoniel (Tony Ramos). Entre novidades e resgates, a proposta é criar uma identidade musical pop, diversa e pulsante. Na trilha original, assinada por Eduardo Queiroz e Bibi Cavalcante, a música também assume papel central, sobretudo em sequências de maior impacto, como a enchente do primeiro capítulo. 

‘Quem Ama Cuida’ é criada e escrita por Walcyr Carrasco e Claudia Souto, com colaboração de Wendell Bendelack, Martha Mendonça, Julia Laks e Bruno Segadilha. A novela tem direção artística de Amora Mautner, direção geral de Caetano Caruso e direção de Alexandre Macedo, Nathalia Ribas, Augusto Lana, Fábio Rodrigo e Rodrigo Olliveira. A produção é de Mauricio Quaresma e Isabel Ribeiro, a produção executiva, de Lucas Zardo e a direção de dramaturgia, de José Luiz Villamarim.

Um comentário:

Juvenal Nunes disse...

Uma história com um fundo dramático muito acentuado, em que as pessoas procuram superar as adversidadesda vida e os traumas daí resultantes.
Abraço de amizade.
Juvenal Nunes