segunda-feira, 15 de abril de 2019

"Vidas Brasileiras" foi a pior temporada da história de "Malhação"

O sucesso de público e crítica de "Malhação - Viva a Diferença" (que ganhou o Emmy Internacional Kids na semana passada) colocou uma responsabilidade e tanto nas mãos de Patrícia Moretzohn. O enredo primoroso de Cao Hamburger tirou o longevo seriado adolescente da mesmice e provocou uma grande repercussão. Vários temas importantes foram levantados com brilhantismo, os personagens cativaram, os romances foram bem desenvolvidos, enfim. A produção substituta tinha que, no mínimo, manter o alto nível. A própria autora reconheceu isso em entrevista na época da estreia (em março de 2018). Porém, tudo o que a temporada anterior construiu, a trama encerrada nesta segunda-feira (15/04) destruiu.


A história, dirigida por Natália Grimberg, adaptou o formato da série canadense "30 Vies", que apresentava um enredo a cada quinze capítulos. Nunca deu certo. Uma das funções da teledramaturgia é envolver o telespectador através dos conflitos de seus personagens. Como atingir esse objetivo em um enredo que trocava de protagonista em menos de três semanas? Sim, porque muitas vezes o drama em questão nem durava 15 dias. Era resolvido em dez mesmo, por exemplo. Não tinha como funcionar exibir uma espécie de "minissérie" dentro de um seriado. O telespectador nem conseguia se apegar ao personagem e o conflito era sempre desenvolvido de forma superficial. O desfecho, então, era súbito e nada convincente.

A única personagem que permanecia no foco da trama era Gabriela (Camila Morgado), professora do Colégio Sapiência. O objetivo da autora era colocá-la como elemento conciliador dos adolescentes. Ou seja, Gabi descobria o problema do aluno em questão e logo virava uma parceira. Porém, não demorou para o papel cansar.
Isso porque a profissional mais querida da escola se comportava como uma intrometida que vivia invadindo a vida pessoal dos alunos, quase sempre sem ser chamada. E o drama pessoal dela ---- um casamento acomodado e a volta com o amor do passado (Rafael - Carmo Dalla Vechia) ---- nunca empolgou. Camila é uma grande atriz, mas não conseguiu se destacar com esse perfil.


Aliás, houve uma ausência de personagens carismáticos nessa "Malhação". Não houve um destaque sequer e isso nunca aconteceu antes, até mesmo em temporadas ruins. A que parecia mais promissora era Pérola (Rayssa Bratillieri), uma patricinha deslumbrada que via sua vida mudar com a prisão do pai rico. Mas o seu enredo não teve um bom desenvolvimento ---- o triângulo com Maria Alice (Alice Milagres) e Alex (Daniel Rangel) não despertou interesse ---- e até as participações de Edson Celulari e Ana Beatriz Nogueira como pais da menina foram deprimentes. Os atores mal abriram a boca. Essa questão, inclusive, implica no mau aproveitamento do elenco. Como sempre havia uma mudança de protagonismo, foram muitas participações especiais. Mas todas rasas. Personagens chegavam e sumiam sem maiores detalhes. Às vezes meras viagens eram justificadas ou simplesmente desapareciam mesmo.


O próprio elenco fixo não teve boas oportunidades. Até porque a construção equivocada dos personagens aniquilava qualquer possibilidade de desdobramentos atraentes. E muitos atores também deixaram a desejar, infelizmente. As raras exceções foram Daniel Rangel ---- convenceu como Alex, mesmo diante das mudanças súbitas de personalidade do rapaz (uma hora era legal e em outra se comportava como um babaca) ---- Rayssa Bratillieri ---- foi bem como Pérola ----; Joana Borges --- emocionou como Verena; Guilhermina Libanio ---- defendeu com talento Úrsula (e acabou saindo antes do final para entrar no elenco de "Órfãos da Terra"); Jeniffer Dias ---- esteve ótima como a ativista Dandara; Gabriel Contente ---- divertiu como Kavaco; e Eike Duarte ---- sensível como o tímido Álvaro. Pena que todos os intérpretes citados protagonizaram situações que tiveram enredos decepcionantes. E isso implica na abordagem superficial de temas importantes.


Verena viveu o trauma do abuso sexual cometido por um professor. O sofrimento da menina comoveu, mas a trama promissora sofreu a consequência do formato quinzenal. Um problema tão sério quanto esse jamais poderia ter sido solucionado em quinze dias. E foi o que aconteceu. A menina denunciou o abusador e no início todos duvidaram. Todavia, o crime acabou comprovado e ele demitido. Nem preso foi. Em um passe de mágica, a personagem curou seu trauma e o tratamento psicológico nem foi exibido. Verena, um tempo depois, virou a coadjuvante do conflito vivido por Álvaro: a depressão. Os dois se envolveram e até formaram um bonito casal. A menina desconfiou das atitudes introspectivas do rapaz e Gabriela resolveu investigar o aluno. O enredo chegou a despertar interesse e parecia um acerto em meio a tantos erros. Até porque o momento em que a professora flagrou o aluno quase cometendo suicídio provocou impacto. Infelizmente, porém, também teve um desfecho raso. O menino conseguiu se recuperar e tudo ficou bem. Em menos de duas semanas. Uma depressão não se ''cura" assim.


E o primeiro tema abordado na temporada já provava que o futuro não era nada animador. O "mistério" envolvendo Kavaco se mostrou constrangedor. O menino era viciado em "verniz de barco" (???). A conclusão do primeiro conflito da trama provocou estranhamento, assim como o drama de Jade (Yara Charry), que quase cometeu suicídio no primeiro capítulo por causa do vazamento de um vídeo íntimo, mas pouco tempo depois estava ótima e humilhava outros colegas sem qualquer ressentimento (dupla personalidade ou construção débil da autora?). Infelizmente, esses primeiros acontecimentos eram uma espécie de 'aviso' a respeito da produção repleta de defeitos que se manteria no ar pelos próximos longos meses.


Nem o romance teve um espaço digno no enredo. Não houve um casal sequer que tenha apresentado um bom desenvolvimento. Gabriela e Rafael nunca tiveram química e as idas e vindas cansaram com facilidade. A relação de Alex e Maria Alice (Alice Milagres) foi outra que não empolgou, assim como a de Tito (Tom Karabachian) e Flora (Jeniffer Oliveira) ---- inclusive, a trama da perda da virgindade do par, que tinha tudo para emocionar, provocou constrangimento pela infantilidade da condução da autora. Pérola e Márcio (André Luiz Frambach) ao menos tinham química, mas o relacionamento começou com o rapaz dando um beijo forçado na menina. Isso em pleno 2018/2019 foi absurdo. Para culminar, a construção da relação foi risível. O que dizer do momento em que Pérola perdeu a memória, por conta de uma bomba jogada no banheiro da escola, e quis voltar para Alex? Até a reta final do romance teve um desenvolvimento errôneo. Márcio ter que abandonar o seu sonho de cozinhar porque não aguentou ficar algumas semanas longe da garota não fez o menor sentido. Pareceu enredo de 1902 ---- tudo bem que eles ficaram juntos sem precisar da abdicação do sonho, mas não importa, o ''conflito" final foi esse. Até o namoro que culminou em casamento de Kavaco e Amanda (Pally Siqueira) não atraiu em virtude dos desdobramentos forçados em torno da doença da menina --- ela sofria de Esclerose Lateral Amiotrófica. Como precisaram acelerar o processo cruel da doença por causa do rodízio de protagonistas, não conseguiram evitar o dramalhão exagerado criado em torno da situação com o evidente intuito de fazer chorar. E não há nada pior do que o telespectador perceber que estão tentando comovê-lo. O essencial para a sensibilidade de uma cena é a naturalidade do contexto.


É preciso, no entanto, reconhecer dois bons pares: o já citado romance de Verena e Álvaro, e o relacionamento de Michael (Pedro Vinícius) e Santiago (Giovanni Dopico). O par homossexual, inclusive, protagonizou ótimos momentos durante o enredo da aceitação de Santiago, que descobriu sua sexualidade com o então amigo. Até a trama do assédio moral sofrido no esporte, protagonizado pelo mesmo Santiago, destacou situações importantes. O problema é que todos perderam a função com o encerramento de seus conflitos. Viraram figurantes. Fruto do infeliz formato baseado na série canadense. Aliás, essa necessidade de mudar o foco a todo momento expôs a falta de criatividade de Patrícia. Foram pelo menos uns cinco sequestros ao longo da temporada e na reta final aconteceram dois: Marli (Julia Mendes) e Alex. Gabriela, Kavaco, Pérola e Verena foram algumas das outras vítimas anteriores. Por sinal, o rapto de Verena foi lamentável porque implicou na volta do professor abusador (Breno - Marcelo Argenta) que acabou transformado em um maluco pela autora. E assediadores/abusadores não são desequilibrados, pelo contrário, sabem muito bem o que fazem.


A entrada de Fernanda Paes Leme nos meses finais da trama serviram para movimentar um pouco o roteiro, mas a tentativa de copiar "Malhação - Viva a Diferença" ficou clara. A arrogante professora Solange chegou para supervisionar o trabalho  da direção da escola Sapiência e fazer da vida de todos um inferno. Seu alvo preferencial era Gabriela. Impossível não associar com a vilã Malu (Daniela Galli), que enfrentava todos os alunos e fazia questão de prejudicar o trabalho da diretora Dóris (Ana Flávia Cavalcanti),  da escola concorrente. O último ato de Solange em "Vidas Brasileiras", inclusive, foi a divulgação de fake news para prejudicar a reputação da rival. A mesma coisa que a personagem de Cao Hamburger fez na fase passada. Coincidentemente, ambas também tinham aliados/namorados "pamonhas". O perfil de Fernanda Paes Leme ganhou a ajuda de Osvaldo (Cláudio Lins) e Malu tinha como dupla Edgar (Marcello Antony).


"Malhação - Vidas Brasileiras" teve uma repercussão nula e audiência insatisfatória (16 pontos de média  geral, quatro a menos que "Viva a Diferença"). Perdeu várias vezes para o "Cidade Alerta", programa policial sensacionalista da Record, e essa situação nunca ocorreu antes na história do seriado adolescente. Um fracasso. Tanto que as últimas semanas não demonstraram qualquer reação  nos números de audiência e muito menos na empolgação do público. Os capítulos ainda foram desinteressantes e nem parecia que a história estava acabando. Patrícia Moretzohn já havia pecado bastante com a fraca "Malhação - Casa Cheia" (2013/2014) e conseguiu piorar com a temporada que chegou ao fim nesta segunda-feira (15/04). Infelizmente, foi a pior de toda a história dos quase 25 anos de "Malhação". Nem havia conteúdo para tanto tempo no ar ---- já era para ter sido encerrada há uns cinco meses, no mínimo. A trama tinha o objetivo de emocionar, envolver e prender a atenção com conflitos que se renovavam a cada quinzena, mas não conseguiu cumprir nada do que prometeu. O último capítulo foi tão decepcionante quanto toda a história. O "Agora vai", da música de abertura cantada por Arnaldo Antunes ("Põe Fé Que Já É"), na verdade nunca foi.


47 comentários:

Antônio disse...

Realmente a pior temporada da história. Uma grande profissional como Camila Morgado,em um papel tão raso assim!!! Lamentável...

Anônimo disse...

NOSSA, DISSE TUDOOOOOO! QUE ESCULACHO!!!!!!!

Chaconerrilla disse...

Muito ruim essa temporada. Péssima. Não vai deixar saudade.

Pedrita disse...

nossa, e como foi ruim mesmo. o q mais me incomodava era o tempo de emrolação de conflitos com temas graves como abuso na adolescência, doenças. tentar ibope com tragédia como os programas sensacionalistas da record é o fim. nossa, achei adolescente demais a trama com a fernanda paes leme. parecia q o triângulo amoroso tinha 15 anos. e no final a autora requentou umas tramas já terminadas como a do abuso sexual. surreal. mas muitos atores se mostraram lindos e talentosos. espero que sejam aproveitados. o elenco foi muito bom apesar da trama. beijos, pedrita

Fernanda disse...

Vc detalhou todos os erros da temporada e olha que foram VÁRIOS!!!!!!!

Anônimo disse...

Sinceramente, Sérgio, nem sei por onde começar. Mas vou puxar tudo o que a minha memória nesse 1 ano, 1 mês e 8 dias dessa temporada asquerosa conseguiu processar e entender. Naquele 7 de março de 2018 eu estava até de mau humor, e ter tentado me distrair com o capítulo de estreia não o melhorou nem piorou. No dia seguinte, estava até desanimado. Tanto que o segundo capítulo nem vi pela TV, só pelo site. No dia 26 do mesmo mês, li a primeira crítica ferrenha a respeito da temporada, mas preferi seguir em frente e aguardar por melhoras nas tramas da temporada, mas logo no fim de abril de 2018 Patrícia Moretzsohn deixou claro, com seu ego inflado e de toda a equipe envolvida, que o objetivo era fazer passar os telespectadores passarem raiva. E eu, que nos primeiros meses de temporada considerava "Malhação - Vidas Brasileiras" (2018) um "prazer culpado", enxergo que só me restou a culpa. Em maio de 2018 (mês que conheci seu blog e li uma matéria a respeito dessa "obra" que se encerrou horas atrás) chorei de desilusão com tanta ausência de esmero no conjunto da obra. Isso aconteceu no mesmo dia em que a magistral "Malhação - Viva A Diferença" (2017) completaria um ano no ar se não tivesse sido encurtada, mas o que importa é que ela venceu o Emmy Kids Internacional 2018 e vai ganhar um spin-off de dez episódios no GloboPlay em 2020. Mas não foi só na passagem de 8 para 9 de maio de 2018, cheguei a chorar sete vezes mais ao longo do ano e atribuí a culpa disso tudo à infame adaptação de "30 Vies" (2011), até quando ela não tinha culpa. Desisti da mediana "Deus Salve O Rei" (2018) e da péssima "Segundo Sol" (2018) no capítulo 128 de cada uma para assistir a você sabe o quê. Em 19 de agosto de 2018 comentei pela primeira vez em um texto deste blog, também a respeito da bomba de radiação que se diz temporada de "Malhação", e se você visse a quantidade atual de comentários nos últimos dois textos que você escreveu a respeito de "Malhação - Vidas Brasileiras", você ficaria pasmo. Mas são de críticas ferrenhas, para ser sensato. E se em 2018 já era modorrento assistir a essa temporada, em 2019 ficou ainda pior. Tanto que, para não enlouquecer, decidi de 7 de janeiro a 12 de abril de 2019 assistir aos capítulos dessa temporada apenas pelos trechos deles no site, pois concordo integralmente com você que ela se tornou inassistível não só na TV. Olhe, foi uma verdadeira prova de fogo acompanhar os desdobramentos ilógicos e incoerentes das tramas dessa temporada que despertou clinomania em quem assistiu a ela além de mim, bem como conciliar os meus lados fã revoltado (lado perdedor) e hater (lado vencedor) dessa temporada, mas os 4 pontos e quase 20 e poucos centésimos de média geral a menos que "Malhação - Viva A Diferença" já expressam por si sós a ínfima qualidade de "Malhação - Vidas Brasileiras". Pois é, Alcino + César = Rafael. (Cate as referências, risos.) O único ponto positivo dessa temporada foi a minha conclusão de passar a ser criterioso na escolha das obras teledramatúrgicas as quais posso demonstrar interesse em acompanhar. Desculpe o textão e se a qualidade da escrita dele não esteja tão sofisticada em comparação aos demais comentários que fiz em alguns textos anteriores deste blog, mas, enfim, expus todas as minhas considerações a respeito desta quinquilharia chamada "Malhação - Vidas Brasileiras". E que tudo relacionado a essa temporada desprezível padeça, pereça e desvaneça. Finalmente acabou o meu calvário e me livrei deste fardo de vê-la do início ao fim. Creio que esta até agora é a sua melhor análise de 2019, Sérgio. Parabéns e obrigado por você existir para fazer os seus queridos leitores reconhecerem as qualidades e defeitos dos mais variados programas das emissoras de TV. Eu o admiro. Sem mais.

Matheus Nogueira disse...

Sérgio,qual foi a melhor temporada da´´Malhação´´nessa década?´´Intensa Como a Vida´´,´´Sonhos´´ou´´Viva a Diferença´´,dado o cenário,o contexto q as três enfrentaram?e das temporadas ruins,´´Conectados´´,´´Casa Cheia´´,´´Seu Lugar no Mundo´´e ´´Pro Dia Nascer Feliz´´,qual foi,na sua opinião,a melhor dessas temporadas ruins citadas?

Anônimo disse...

Eis aqui o ranking com a minha preferência por todas as temporadas de "Malhação", Sérgio. Você pode concordar ou discordar de algumas posições, mas expresso com sinceridade a minha votação entre uma temporada e outra envolvendo todas as 26 concluídas até o momento. Daqui a alguns meses verei em que posição se encaixa "Malhação - Toda Forma De Amar", embora não pretenda acompanhá-la.

1º Lugar: Malhação – Viva A Diferença (2017), com 25 votos
2º Lugar: Malhação – Sonhos (2014), com 24 votos
3º Lugar: Malhação – Intensa Como A Vida (2012), com 23 votos
4º Lugar: Malhação (2004), com 22 votos
5º Lugar: Malhação (2005), com 21 votos
6º Lugar: Malhação (2008), com 20 votos
7º Lugar: Malhação (2000), com 19 votos
8º Lugar: Malhação ID (2009), com 18 votos
9º Lugar: Malhação (2010), com 17 votos
10º Lugar: Malhação (2009), com 16 votos
11º Lugar: Malhação (2006), com 15 votos
12º Lugar: Malhação (2007), com 14 votos
13º Lugar: Malhação (2002), com 13 votos
14º Lugar: Malhação (2003), com 12 votos
15º Lugar: Malhação (2001), com 11 votos
16º Lugar: Malhação – Múltipla Escolha (1999), com 10 votos
17º Lugar: Malhação (1995), com 9 votos
18º Lugar: Malhação (1996), com 8 votos
19º Lugar: Malhação (1997), com 7 votos
20º Lugar: Malhação – Radical (1998), com 6 votos
21º Lugar: Malhação.com (1998), com 5 votos
22º Lugar: Malhação – Conectados (2011), com 4 votos
23º Lugar: Malhação – Pro Dia Nascer Feliz (2016), com 3 votos
24º Lugar: Malhação – Seu Lugar No Mundo (2015), com 2 votos
25º Lugar: Malhação – Casa Cheia (2013), com 1 voto
26º Lugar: Malhação – Vidas Brasileiras (2018), com 0 voto

Anônimo disse...

*concordar com ou discordar de

Anônimo disse...

Agora só falta "O Sétimo Guardião" ser encerrada definitivamente em 17 de maio próximo para encerrar um ano em minha opinião fraco para produções folhetinescas que foi o anterior.

Malu disse...

No lugar de vidas brasileiras poderia se chamar Vergonhas Alheias! Se pegarmos os atores mais fracos de mvad, ainda pisam nesses que vc citou (pérola, verena, amanda)! Nossa, essa temporada foi eterna, deus me livre! Estreou com Ooldp no ar! Esse último capítulo serviu pra coroar os erros e fechar com chave de bosta, corrido, sem acontecimentos relevantes, sem emoção alguma... A morte da Amanda foi bem forçada, como vc falou, feita pra emocionar como um programa dominical de baixo orçamento. Patético. O resto, nem comento, a imitação das fake news da Malu, com o "garoto" (ô apelido ridículo!) indo falar com o pai e o pai simplesmente "ah tá bom então, vou desmentir" kkkkkkkkk, sério, podre. Desse elenco eu só salvo a Camila Morgado, os jovens por mim podem sumir TODOS da televisão que não vão fazer falta. A autora então, que se aposente! Texto constrangedor, personagens mal construídos, sem personalidade alguma, mudando de opinião da água pro vinho sem evolução gradual, um troca troca de casais e nenhum dando certo (o que dizer de hugo, que criticamos no começo por ser machista e namorar uma garota que passou pelo trauma do assédio sem dar o mínimo suporte, aí do nada apareceu namorando a ativista mais "lacradora" do colégio?). Olha, vai ser necessário um desastre muito feio pra qualquer temporada consegui ser pior que essa, já vai tarde!

Anônimo disse...

"Malhação - Vidas Brasileiras" (2018) não merece reprise nem mesmo no Canal Viva, que em minha opinião já está definhando. E pensar que a temporada que será reprisada no canal em meados de junho próximo, a de 2008, é de autoria da mesma pessoa que escreveu a bomba de radiação que se encerrou horas atrás... Que desilusão!

Anderson da Rosa disse...

Sou novo aqui e comento pela primeira vez.Concordo que essa temporada foi péssima, mas não consigo achar Viva a Diferença tudo isso não, ela abordou bem os assuntos ,mas andou sem história por quase toda a temporada.Assisto Malhação desde os meus 9 anos e não considero Viva a Diferença melhor que nenhuma malhação antiga.A Malhação 2007 tem atores ruins mas a história é melhor contada que essa.Vidas Brasileiras nunca ia dar certo se baseando num formato de fora.Sobre o Canal Viva,ele não está definhando.Só na questão de passar humorísticos chatos e sem graça e tirar os programas de auditório. O Viva já passou muitas novelas dos anos 80 e 90 ,porque não pode passar dos anos 2000? Nada impede o canal de passar outras dos anos 80 e 90 depois. Enfim é isso e parabéns pelo hlog.

Marcos Vinícius disse...

Enfim essa porcaria acabou, Sérgio!!! Meu Deus parecia que já tava passando há uns dois anos!!! Não da nem pra se alongar falando muito mal dessa temporada risível, porque durante todos esses meses que esteve no ar foi o que eu mais fiz, xingar esse lixo. Se bem que nem de lixo essa temporada merece ser chamada, porque o lixo ainda pode ser reaproveitado, já essa bosta aí...
Sinceramente era de fazer chorar assistir um episódio dessa coisa, ainda mais depois de uma temporada como Viva a Diferença (a melhor, em minha opinião)!!! Como você disse no texto, a autora destruiu tudo que o talentoso Cao Hamburger construiu, ABSOLUTAMENTE TUDO!!!!! Os jovens são péssimos atores (tomara que nunca mais passem nem na porta do Projac), as situações que viviam eram ridículas e absolutamente artificiais... Nada se conectava ali. Espero que a Globo crie vergonha na cara e demita essa autora porque olha... Eles não iam perder nada.
E só pra encerrar, não tenho como não citar o primeiro tema " abordado ", que supostamente envolvia drogas. Enquanto Cao Hamburger fez uma de suas protagonistas terem uma overdose por causa do excesso do consumo de drogas (eu nunca tinha visto isso acontecer com uma protagonista em nenhuma produção anterior da Globo!!!), a autora botou aquele inútil daquele Kavaco pra cheirar verniz de barco!!! Extremamente deprimente.
Odiei tanto essa temporada que nem consigo me alongar mais... Mals pelo textão, abraços.

Anônimo disse...

Acho que depois do fracasso de "Malhação: Vidas Brasileiras", a autora deveria, no mínimo, fazer um curso de atualização, pois parece querer tratar de temas atuais de uma forma ultrapasssada, superficial e um pouco infantilizada, vide o caso do "Verniz de barco" e do abusador obsessivo. Os personagens serviam aos temas e às quinzenas, ao invés dessas servirem ao desenvolvimento dos mesmos, de modo que, conforme muito apontado, as personalidades mudavam drasticamente a cada 15 dias e isso gerou um dos problemas centrais: personagens superficiais e, como já muito falado, mudando de personalidade conforme a necessidade do roteiro, o que os transformava em hipócritas, não permitia se apegar aos mesmos e os próprios atores não tinham condições de evoluir - inclusive a atuação - junto aos personagens, já que a cada 15 dias tinham que se adaptar ao reboot do que estavam interpretando. Acho, inclusive, que alguns do elenco não eram ruins, mas inexperientes frente às constantes mudanças dos personagens. Os romances, parte importante de qualquer obra atual, já que há muitos fandoms "shippadores" de casal, eram sem química ou mal desenvolvidos, como o casal principal, Gabriela e Rafael, em que o diretor da ONG a perseguia insistentemente, de uma forma quase obsessiva, no começo da temporada e ela era uma mulher casada. Enfim, daria um livro apontando todos os erros da temporada e como as coisas poderiam ter sido diferentes. O fracasso seria certo mesmo que tivesse vindo depois de "Malhação: Casa Cheia".

Clara disse...

Chega até a ser triste que, quem escreveu a de 2008 e que foi a melhor na minha opinião, tenha feito algo tão horrível nessa.

Fernanda Mendes disse...

O mais ironico dessa novela foi a musica, agora vai, agora vai kkkkkkk

Anônimo disse...

Aliás, 4 pontos e quase 20 e poucos centésimos, não. A bomba de radiação denominada "Malhação - Vidas Brasileiras" (2018) derrubou entre 4,25 e 4,27 pontos de média geral da magistral "Malhação - Viva A Diferença" (2017). Tudo bem que cada um possui sua temporada de "Malhação" preferida, mesmo que os gostos sejam divergentes, mas é consenso que poucos ou quase ninguém gostou da tranqueira encerrada ontem.

Leitora disse...

Olá Sérgio! Eu imagino que as lojas de fogos de artifícios nunca faturaram tanto, porque olha...
Eu não assisti porque não. Impossível. Eu vejo Cordel (Sim eu gosto de Cordel. Já gostava antes. Continuo gostando) Ai um belo dia eu percebi que a novela só tem sequestro. Hahaha. Sequestro - Resgate - Sequestro - Resgate. Fica girando em círculos. Mas eu gosto e aí eu percebi que muito disso é por causa dos personagens. A história gira em círculos, mas temos personagens carismáticos. E essa Malhação? Às vezes eu pegava o finalzinho dela por causa de Espelho da Vida. E cruzes! Era sofrível! Era deprimente! Tentando o tempo todo dar lição de moral, falando de assuntos sérios de um jeito pavoroso. Não. Não tudo péssimo. Ainda dentro de personagens já tivemos várias Malhações horríveis, mas dentro delas ainda havia um personagem ou um casal com quem o público se identificava de alguma forma e essa?? Nada! Quem tinha potencial foi destruído por causa de um enredo ruim. Talvez vc ache uma bobagem, mas Malhação sempre tinha uns galãs, uns rapazes bonitões e sim isso chama muita atenção. E as meninas também. E nessa? Francamente ninguém interessante. Nem bonito, nem carismático, nem engraçado. Nada! E uma necessidade forçada e ridícula de ser sensível, tocante, emocionante tão forçada que dava asco. Fora os diálogos medíocres. Isso que como lhe disse só vi uns pedacinhos antes de começar Espelho da Vida. Me pergunto como teve gente que aguentou isso?? Ainda bem que acabou, mas demoro. E muito!

Anônimo disse...

Mudando um pouco o foco da publicação, Sérgio, você disse num tweet recente, ao responder a um comentário sobre ele, que a memória afetiva pode trair. No caso, tratava-se dos desdobramentos de "Cordel Encantado" (2011). E é exatamente o que penso atualmente a respeito desse folhetim. Vendo uma ou outra cena na reprise do "Vale A Pena Ver De Novo", não consigo mais gostar dela. Apesar de toda a beleza artística da novela e da proposta de remeter a contos de fadas e lendas do sertão ser convidativa, afirmo com convicção que sua substituta na faixa das 18h15min, "A Vida Da Gente" (2011), é infinitamente superior a ela, mesmo tendo sido prejudicada em audiência pelo desenrolar dos acontecimentos da maionésica "Malhação - Conectados" (2011). Voltando ao que tange à memória afetiva de um telespectador, tenho receio de não sentir novamente o mesmo afeto que tenho por "Sete Vidas" (2015), "Totalmente Demais" (2015), "A Força Do Querer" (2017) e "Malhação - Viva A Diferença" (2017) anos mais adiante, risos.

Anônimo disse...

*não consigo mais gostar dele

Anônimo disse...

Também concordo com a Leitora no tocante ao fato de as temporadas mais antigas de "Malhação" contarem com galãs e beldades em seu elenco jovem. Nunca se viu gente tão insípida na história do seriado adolescente como a vista até a última segunda-feira, 15 de abril de 2019. Podem ser detalhes bobos, mas eu também gostaria de ressaltar algumas micagens consideradas por mim dispensáveis em folhetins, como: personagens fazendo vozes sem ser as usadas habitualmente; fantasiados como se estivessem num Carnaval fora de época; simulando coisas como se elas fossem a única estratégia para castigar vilões; ou até mesmo brincando de "cavalinho" com crianças. Das recentes obras citadas no fim do meu último comentário, acredito que quase nenhuma delas precisou usar e/ou abusar desses recursos só para fazer o público e a crítica desatarem a gargalhar.

Sérgio Santos disse...

Isso, Antonio.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Nao mesmo, chaconerrilla.

Sérgio Santos disse...

Perfeito, Pedrita.

Sérgio Santos disse...

Obrigado, Fernanda.

Sérgio Santos disse...

Puxa, anonimo, muito obrigado por esse comentário. Adorei seu desabafo e seu detalhismo. Da próxima vez diga seu nome. Fiquei honrado em vc sabe de quando veio aqui pela primeira vez, quando comentou o texto, enfim... Fico honrado demais com tudo isso. Abração!!!!!

Sérgio Santos disse...

Olha, Matheus, das ruins a menos pior foi Conectados, por incrivel que pareça e das melhores Viva a Diferença.

Sérgio Santos disse...

Anonimo, achei excelente seu ranking!!!

Sérgio Santos disse...

Quantaa vergonha alheia, né, Malu???? Assino embaixo de tudo o que falou.

Sérgio Santos disse...

Decepção é a palavra, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Respeito sua opinião, Anderson. E seja bem vindo. Venha mais vezes!!!

Sérgio Santos disse...

Mtt obrigado, Marcos. E parecia que estava no ar há 84 anos...

Sérgio Santos disse...

Excelente comentário, anonimo!

Sérgio Santos disse...

A de 2008 foi ótima mesmo, Clara.

Sérgio Santos disse...

Vai tarde, Fernanda... kjkkkk

Sérgio Santos disse...

Fato, anonimo.

Sérgio Santos disse...

Pois é, Leitora, eu tb não consegui acompanhar. Só me prestava a ver quando tinha que escrever alguma coisa mesmo. Tudo era ruim. E eu sempre disse que Cordel é uma novela de sequestros. rsrsrs Por isso só gostei até a metade, depois ficou insuportável. E saudade de Espelho da Vida. bjsss

Sérgio Santos disse...

Anonimo, eu sempre defendi que A Vida da Gente é infinitamente melhor que Cordel em tudo. E sigo defendendo. Memória afetiva trai. Percebi com Senhora do Destino pq na época não notei como era lenta e os núcleos paralelos eram cansativos. Nazaré mal agia...Mas não tenho medo algum de Sete Vidas, TDemais e Viva a Diferença.

Sérgio Santos disse...

Mas, convenhamos, anonimo, que muitas temporadas antigas forçavam muito a barra com aqueles atores de uns 28 anos forçando terem 15...

Anônimo disse...

Concordo, Sérgio. Pessoas com idades definidas querendo aparentar menos do que a idade que possuem de fato é realmente forçado. Deve-se fazer algo parecido com a verdade das faixas etárias de cada indivíduo, na minha humilde opinião.

Guilherme

Anônimo disse...

Sobre os futuros trabalhos dos egressos de "Malhação - Vidas Brasileiras" (2018), Leonardo Bittencourt (Hugo) pode fazer uma participação especial na série "Segunda Chamada", que estreia no segundo semestre deste ano. E Daniel Rangel (Alex) interpretar um dos personagens centrais de "Salve-Se Quem Puder", novo título da novela de Daniel Ortiz (que supervisionou o texto dessa temporada modorrenta), antes intitulada "Adrenalina", com previsão de estreia para janeiro de 2020, substituindo "Bom Sucesso" na faixa das 19h30min. Só é uma pena que atores talentosíssimos como Felipe Simas e Juliana Paiva estejam cotados para protagonizar um "folhetim" que tem grandes chances de apresentar qualidade duvidosa.

Guilherme

Anônimo disse...

"Malhação - Vidas Brasileiras" (2018) foi tão detestada (com razão, claro) que até Alice Milagres, intérprete da sonsa Maria Alice, curtiu publicações de internautas detonando sua personagem nessa temporada abominável. E não rebateu nenhum deles. Que notícias mais poderemos aguardar a respeito dos egressos dessa fase execrável de "Malhação"?

https://rd1.com.br/alice-milagres-curte-posts-que-metralham-sua-personagem-em-malhacao/

Guilherme

Anônimo disse...

E mais: André Luiz Frambach (Márcio) e Rayssa Bratillieri (Pérola) estão no elenco do remake de "Éramos Seis" com Nicolas Prattes, Giullia Buscacio, Brenno Leone e Talita Younan.

Guilherme

Anônimo disse...

Eu mencionei em um dos meus comentários anteriores que Juliana Paiva é cotada para protagonizar "Salve-Se Quem Puder". Agora, Flávia Alessandra pode interpretar a mãe da personagem dela nesse "folhetim". ("Além Do Horizonte" (2013), alguém?).

Guilherme

Anônimo disse...

A média geral de elevação dessa bomba de radiação chamada "Malhação - Vidas Brasileiras" (2018) finalmente foi calculada: 1,91 (1,21 a mais que o luxinho "Malhação - Sonhos" (2014)). Mas ficou atrás das chatas "Malhação - Seu Lugar No Mundo" (2015) e "Malhação - Pro Dia Nascer Feliz" (2016) e da esplendorosa "Malhação - Viva A Diferença" (2017), que contam respectivamente com 2,20, 1,95 e 3,01 de média geral de elevação. E olhe que esse 1,91 mencionado foi graças à sala de espera que fez para a bem-sucedida "Orgulho E Paixão" (2018) e ao período em que a risível "Segundo Sol" (2018) foi exibida. No dia em que "O Sétimo Guardião" estreou, os números de audiência dessa temporada esquecível caíram significativamente junto à média geral de elevação dela. "Malhação - Vidas Brasileiras" realizou muitas proezas em vários aspectos, mas que não apresentaram nenhum motivo para comemorações. E deixa saudades apenas em quem possibilitou a sua concretização. Os currículos de todos os indivíduos que dela participaram direta ou indiretamente estão manchados para sempre pelos desserviços prestados aos telespectadores com o intuito de satisfazer os desejos de Silvio de Abreu na grade de programação da Rede Globo influenciados por devaneios e delírios.

Guilherme