sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Morte de Carlos promove aguardada virada e comove em "Éramos Seis"

"Éramos Seis" é a melhor novela no ar atualmente. O quinto remake do romance de Maria José Dupré vem proporcionando uma avalanche de emoções no público, honrando esse drama tão triste e envolvente que marcou tantas gerações. Angela Chaves fez algumas mudanças bem evidentes na história, mas a essência segue a mesma e bem ligada ao enredo exibido pelo SBT em 1994. E uma das viradas mais aguardadas era a morte de Carlos (Danilo Mesquita), exibida nesta sexta-feira (07/02) em um capítulo dilacerante.


O filho mais velho e querido de Dona Lola (Glória Pires) tem uma morte mais dolorosa no livro da escritora. Infeliz em seu trabalho e vivendo uma vida que jamais desejou, o rapaz acaba desenvolvendo a mesma úlcera que vitimou seu pai, Júlio (Antônio Calloni). Mas Silvio de Abreu e o saudoso Rubens Edwald Filho criaram uma morte bem mais impactante no remake do SBT e colocaram o jovem para morrer durante o primeiro grande movimento que culminou da Revolução Constitucionalista de 1932. Um final heroico e forte.

Angela quis manter a ótima ideia dos autores e valeu a pena. Toda a sequência da manifestação dos paulistas contra a ditadura do governo de Getúlio Vargas arrepiou e a direção precisa de Carlos Araújo mais uma vez sobressaiu. O trabalho do diretor está impecável na novela.
E a movimentação dos personagens gritando por liberdade, ao mesmo tempo do aumento de tensão nas ruas, gerou toda a adrenalina necessária nesse tipo de cena. Destaque para Nicolas Prattes (Alfredo), Kiko Mascarenhas (Virgulino), Cássio Gabus Mendes (Afonso), Izak Dahora (Tião) e Joana de Verona (Adelaide).

A presença de Carlos no meio do tumulto e sendo atingido por vários tiros, enquanto tentava socorrer um homem, expôs a crueldade da vida. Um jovem que não liga para política se deparando com o fim de seu futuro por conta do azar de estar no lugar errado e na hora errada. Ironicamente, a confusão começou por conta de uma pedra lançada por Alfredo contra a sede do partido getulista. Justo quem mais protagonizava brigas ferrenhas com o irmão.  Esse, sim, é um folhetim onde o vilão é a vida, o mero acaso. Um cruel acaso. A cena de Carlos caindo no chão, sem ninguém perto para socorrê-lo, deu um nó na garganta de quem assistia.

E a novela também é feita de pequenos momentos grandiosos, como o instante em que Virgulino e Genu escutam no rádio que o filho mais velho de Lola era uma das vítimas. Kiko Mascarenhas e Kelzy Ecard emocionaram, assim como Maria Eduarda de Carvalho e Eduardo Sterblitch na cena em que Olga e Zeca escutam o mesmo noticiário e se desesperam. A dor de Dona Maria (Denise Weinberg), imaginando a perda do neto e a dor de sua filha, foi outro momento comovente. E Nicolas Prattes brilhou com o desespero de Alfredo diante de uma situação que jamais poderia imaginar. Pela primeira vez o personagem rebelde chorou compulsivamente.

Mas Gloria Pires foi um show à parte. A angústia daquela mãe com o sumiço de seu filho mais amado era visível a todos os momentos e quando Almeida (Ricardo Pereira) e o delegado Gusmões (Stepan Nercessian) chegaram para dar a notícia não houve a necessidade de texto. A expressão de choro da atriz fez até o mais insensível chorar junto. E o breve estado de negação da personagem, que chegou a fazer um retrospecto da vida recente do filho, emocionou. A chegada da mãe desesperada ao hospital e se deparando com Alfredo também merece menção.

Já a sequência da despedida de Carlos comoveu tanto quanto a do Júlio. O rapaz pediu desculpas a Lola porque não conseguiu cumprir a promessa de ficar sempre ao seu lado e disse a Isabel que apenas se meteu na vida da irmã por amor. Por último, fez questão de contar a Alfredo que sempre sentiu inveja da coragem que o irmão tinha para viver. "A gente sempre brigou muito. Todo mundo dizia que você tinha que ser que nem eu. Mas na verdade eu que queria ser igual a você. Queria ter sua coragem, sua força pra lutar. Eu tentei, mas não consegui. Você vai me prometer que nunca vai abandonar a nossa família. Que vai cuidar da nossa mãe pra sempre. E avisa para a Inês (Carol Macedo) que eu não consegui", disse o rapaz em seu último suspiro. Sempre preocupado com os outros. Danilo Mesquita, Nicolas Prattes, Giullia Buscacio, Simone Spoladore e Gloria Pires esbanjaram sensibilidade.

A capacidade que essa história tem de cativar e arrebatar quem assiste (ou lê) é impressionante. A morte de Carlos promove a reviravolta mais importante de "Éramos Seis" e de agora em diante os sofrimentos crescerão um pouco mais. É um enredo triste, mas real e bonito.

21 comentários:

  1. Cada cena mais primorosa que torna -se impossível não chorar e sentir a dor dos personagens como se fossem nossas.

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  2. Cada cena mais primorosa que torna -se impossível não emocionar-se com a dor dos personagens. Ficção...realidade... Pouco importa, a dor que sentimos é bem real.

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  3. Eu to desidratada!!!!!!!!!!!!

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  4. Aí meu coração despedaçado ��
    Eu chorei tanto. Não estou acompanhando a novela, mas já assisti e conheço bem essa história. E essa semana sabendo desse marco importante na trama fiz questão de assistir. Pra que? Agora tô aqui arrasada.
    Quando assisti a versão no SBT em reprise anda não conhecia o livro. Não sabia nada da história. Fui me envolvendo e era sofrimento atrás de sofrimento, mas era (é) tão boa que eu simplesmente não conseguia largar. E na época eu não desconfiava que Carlos morria já estava imaginando ele realizando tudo o que planejou. Então a morte dele foi um baque para mim. Achei que estaria preparada agora. Não estava.
    O que essa história tem de linda ela tem de triste. Os atores foram maravilhosos. Estou encantada com o Danilo já conhecia o ator por Rock Story, mas meu Deus ele é muito gracinha.
    Por fim quem precisa de vilão quando se tem a própria vida tecendo acasos e nos jogando de um lado para o outro Nós colocando uns aos outros como algozes?

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  5. Obrigado por dizer a verdade: É A MELHOR NOVELA NO AR.

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  6. Olá, tudo bem? Finalmente o remake de Éramos Seis entrou no espírito da obra. Capítulo muito emocionante com a morte de Carlos. Nota 10. Abs, Fabio www.blogfabiotv.blogspot.com.br

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  7. Que capítulo FABULOSO!!!!!!!!!!!

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  8. Aos poucos a saga dos detestáveis (risos) filhos de Lola (Glória Pires) encerra seu ciclo em cada núcleo de "Éramos Seis", que de fato é uma novela repleta de personagens humanos e com camadas e na qual a vida é a única vilã, ao contrário da pretensiosa (no mau sentido) "Amor De Mãe", que vira e mexe destrói os perfis de alguns personagens, subvalorizando o talento de alguns atores e atrizes.

    Guilherme

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  9. Só pra dizer que hoje chorei do início ao fim. Quando vi que iam fazer o remake falei pra mim mesma:"Não vou assistir. É muita dor e eu não aguento." De fato não acompanhei. Via um capítulo aqui outro ali e toda vez que via era sempre um sentimento diferente ou um turbilhão deles. Essa trama é um carrossel de emoções do ódio a tristeza e isso só as melhores histórias conseguem.

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  10. Esse capítulo foi demais. Sem dúvida, é a melhor novela no ar atualmente.

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  11. Leitora, veja a reta final. Ta valendo mt a pena!!!!

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