O Globoplay promoveu na quinta-feira retrasada, dia 13, a coletiva virtual de 'Emergência 53', a nova série da plataforma de streaming que já ganhou um prêmio internacional e dá para entender o porquê. Participaram o direto Andrucha Waddington, o roteirista Claudio Torres, o médico Márcio Maranhão e os atores Emilio Dantas, Yara de Novaes, Ana Hikari, Jaffar Bambirra, Heloísa Jorge, William Nascimento, Raquel Villar e Valentina Herszage. Fui um dos convidados e conto sobre o bate-papo a seguir.
Claudio Torres falou sobre a premissa: "Por que essa série médica é diferente de outras? Porque é sobre socorristas. Já existiram outras sobre socorristas? Sim, mas não no Brasil. Ela atende as camadas menos favorecidas e os mais ricos porque todos são atendidos pelo SAMU. Isso foi o nosso motor de inspiração e é o grande diferencial da série. A gente consegue fazer um painel social do Brasil graças aos atendimentos".
Marcio Maranhão complementou: "Quando a gente fala do SAMU vai ao encontro de um Brasil que não tem acesso a saúde pública. A ambulância entra no território que ninguém mais consegue entrar e tratar dessas desigualdades.
A premissa da saúde pública é a universalidade. Isso permeia todos os episódios. O socorro médico chega em territórios ainda pouco adentrados e tem muita potência dramática. A nossa série tem múltiplos protagonismos, tem uma variedade enorme de conflitos e não é centrado em um cirurgião ou em uma médica".Emilio Dantas falou do desafio de estar na produção: "O maior desafio de viver o cirurgião Pedro é o ineditismo de uma série médica voltada ao atendimento e fora do hospital. E que muda a cada episódio. A cada episódio você tem que fazer uma nova matemática porque não tem aquele ambiente seguro do hospital. A série vai surpreender em todos os âmbitos. Você consegue se questionar e cada personagem tem seu objetivo, sua vontade de ficar ou de sair. Fazendo um comparativo com 'Sob Pressão', há uma coisa estética. Está mais colorido, mais jogo de câmeras, não é aquele branco com o vermelho do sangue no hospital".
Ana Hikari falou sobre sua experiência de dirigir uma ambulância: "Tive que fazer aula de autoescola dirigindo um ônibus. Porque a categoria D é de ônibus, caminhão, enfim. Foi muito maneiro poder tirar essa carta porque as cenas de ambulância são muito impactantes e a gente entrega a adrenalina necessária. Estar dirigindo em algumas cenas deixou todo mundo em um estado interessante pra série que acho que vocês vão conseguir captar muito bem. O ritmo dos atendimentos de emergência na rua tem que ter muita rapidez e a gente conseguiu instaurar esse clima de imersão desses socorristas".
Andrucha Waddington explicou: "Em 'Sob Pressão' os casos eram resolvidos no hospital, então não é um spinoff. Mas foi um aprendizado para a gente fazer uma coisa nova que é o Emergência. A gente não esconde as imperfeições dos personagens e todos são multifacetados, eles não são só heróis. Isso implica no trabalho e nas relações entre eles".
Heloísa Jorge falou sobre a representatividade: "A gente tá vivendo um momento no audiovisual muito interessante. Minha personagem, a Glória, vai conversar com muitas mulheres que saíram de situações periféricas para ocupar espaços de liderança. E a série traz a subjetividade da personagem e a complexidade dela. A gente fala da origem dela, da médica precisar se impor nos hospitais, que precisa performar uma mulher forte para ser respeitada e ela conversa com esse momento que a gente está no audiovisual".
Yara de Novaes falou sobre seu papel na trama: "Tenho o prazer de ter sido escolhida para viver a Irene, que é uma idealista como eu. Tenho agradecimento em estar em uma série tão legal quanto essa. Penso que a Irene é uma personagem muito apaixonada e me identifico com ela porque sou apaixonada pelo que faço. A premissa dela é salvar vidas e vai fazer isso. Tive que fazer coisas que nunca pensei em fazer na vida, descer de rapel, usar desfibrilador, enfim. Ela tem uma condição meio errática".
Jaffar Bambirra falou de seu papel: "Depois de uma leva de vilões veio esse personagem, que é um herói, a gente veste aquele macacão e se sente um herói, mas um herói humano. Vandame trouxe essa possibilidade de fazer algo nesse sentido. Minha preparação foi de um mês em autoescola, a parte médica com o Márcio. Ele é um personagem muito do presente e achava muito legal se sentir um socorrista de verdade, foi minha grande forma de criar esse personagem e viver aquilo. Foi um grande presente".
William Nascimento também comentou sobre seu papel: "Foi uma felicidade dar vida ao Átila, um cara evangélico assim como eu. Foi fácil pra mim nessa parte emprestar coisas pra ele. O melhor de tudo é homenagear um amigo irmão, Jean Felipe, que é enfermeiro e paraquedista. Ele trabalhou dentro da brigada paraquedista como enfermeiro e pude pegar dicas com ele. Foi um presente divino fazer essa série".
Raquel Villar falou como sua vida a influenciou na série: "Tive um grande presente porque minha mãe é instrumentadora cirúrgica e não queria desapontar ela. A Vanessa já tem muita experiência. A gente teve uma preparação com a equipe do Márcio e tinha minha mãe. Ela queria que eu fosse pra área médica, me levava para algumas cirurgias, e quando soube que faria essa personagem fui observar minha mãe. Foi emocionante, nunca vi minha mãe através da profissão dela, foi outra visão que eu tive. Fiquei admirada".
Valentina Herszage finalizou: "'A minha personagem, a Manuela, a série se inicia com a chegada dela. O público chega junto com ela conhecendo essas pessoas. Manu é enfermeira porque ela quer ser enfermeira, não quer ser médica. A preparação com o Márcio foi além da gente aprender, foi uma preparação de acolhimento de estarmos juntos. Os personagens têm suas questões. No início da preparação, a gente tinha uma urgência em ensaiar um atendimento que vem da nossa ansiedade. A enfermagem é um universo muito fascinante. É minha segunda enfermeira com o Andrucha porque vivi uma na série 'Fim' em uma participação".
'Emergência 53' já está disponível no Globoplay.
Creio que será intensa e pretendo pelo menos tentar assistir! Belo post sobre essa série! abraços, chica
ResponderExcluirÉ uma boa série pra assistir, já vou querer assistir, Sérgio abraços.
ResponderExcluirParece interessante. As séries médicas costumam ser muito envolventes.
ResponderExcluirBeijão