quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

"MasterChef - A Revanche" foi uma boa ideia da Band

Não é segredo que a Band fez do "MasterChef" o seu grande trunfo em uma programação bastante deficiente de bons programas. Há um bom tempo que a emissora enfrenta problemas em virtude da crise financeira que provocou inúmeras perdas em sua grade, como os direitos da transmissão do futebol. E o desgaste do formato foi inevitável. Afinal, exibir duas temporadas por ano acaba cansando. Mas ao mesmo tempo é preciso reconhecer a boa ideia do canal com a criação do "MasterChef - A Revanche".


A temporada estreou em outubro e chegou ao fim nesta terça-feira (17/12). A produção fez uma boa seleção de participantes que marcaram a história do programa, tanto positiva quanto negativamente. Ana Luiza (4ª temporada), Aristeu (5ª), Bianca (1ª), Cecília (1ª), Estefano (1ª), Fábio (3ª), Fernando Cavinato (3ª), Fernando Kawasaki (2ª), Haila (6ª), Helton (6ª), Juliana (6ª), Iranete (2ª), Katleen (5ª), Mirian (4ª), Raquel (3ª), Sabrina (2ª), Thiago (5ª), Valter (4ª), Vanessa (3ª) e Vitor (4ª) foram os escolhidos e logo no início vários foram eliminados em duelos emocionantes. Ousaram com um começo mais disputado e funcionou.

Ao longo da edição também houve êxito na escolha de ótimas provas, entre elas algumas das mais difíceis e marcantes das temporadas passadas que aterrorizaram os participantes. E, claro, Henrique Fogaça, Paola Carosella e Erick Jacquin continuaram entrosados e afiados como de costume.
O trio de jurados é a alma do programa e se não fosse por eles o formato, talvez, já teria se desgastado por completo. O fato de conhecerem bem os competidores foi outro favor positivo para essa "Revanche", afinal, já sabiam os pontos fortes e fracos de cada um. Os três se mostraram mais rigorosos justamente por isso.

A eliminação de Rachel, que quase venceu a terceira temporada, logo na fase de duelos surpreendeu, assim como a saída precoce da ótima Cecília. Eram competidoras que tinham tudo para crescer ao longo da edição. Uma pena. Porém, ao menos a justiça prevaleceu em todas as rodadas e as avaliações dos chefs eram precisas. É verdade que o trio sempre tenta ser justo, mas em várias temporadas algumas eliminações foram difíceis de entender, mesmo sem provar os pratos.

Estefano se mostrou como um dos favoritos desde a primeira semana e seu desempenho foi incrível. O menino inseguro da primeira temporada, exibida em 2014, virou um cozinheiro talentoso e não por acaso foi até a final. A evolução de Vitor B. também foi visível e vê-lo na final junto com o colega provocou uma sensação de merecimento. Qualquer um merecia ganhar. Foi uma disputa bonita e acirrada. Emocionante mesmo. Já as eliminações mais tristes da edição foram as de Katleen, Sabrina e Thiago.

O "Masterchef - A Revanche" foi uma ótima ideia da Band e pode ser repetida no futuro, substituindo a versão "Profissionais", por exemplo, que perdeu a força ao longo dos anos em virtude da arrogância da maioria dos competidores.

7 comentários:

  1. Estefano merecia ter ganhado. Injusto.

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  2. Também preferia o Estefano.

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  3. Achei uma chatice até porque vazaram tudo bem antes.

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  4. Ia ser bem divertido uma revanche com os que foram eliminados no primeiro programa. Tinha muita gente boa ali.
    E concordo plenamente com a opinião sobre o Profissionais. A maioria era muito arrogante. Dava raiva de assistir.

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