quinta-feira, 24 de setembro de 2015

"Mister Brau" tem bom início e se mostra uma escolha acertada para substituir "Tapas & Beijos"

Com a complicada missão de ocupar a faixa que foi do sucesso "Tapas & Beijos" ao longo de quase cinco anos, estreou, nesta terça-feira (22/09), "Mister Brau". A série, escrita por Jorge Furtado e dirigida por Maurício Farias (o mesmo da produção anterior), teve um bom início e promete ser recheada de críticas, mescladas com um humor bem debochado. O primeiro episódio foi dinâmico e conseguiu apresentar de forma simples todos os personagens principais.


Lázaro Ramos interpreta o personagem-título e Brau (cujo nome verdadeiro é Bráulio) é um verdadeiro pop star. O ator protagoniza a história ao lado de Taís Araújo, que, além de ser sua esposa na vida real, interpreta Michele Brau, a mulher do astro. O cantor se muda de Madureira para um condomínio de luxo na Barra, Rio de Janeiro, em virtude do sucesso de sua carreira, que lhe proporciona cerca de R$ 14 milhões por mês. Além dele e da esposa, há também uns agregados, como o DJ Lima (Luís Miranda), seu grande parceiro.

A trama começou mostrando o casal na nova mansão e o incômodo que a mudança passou a gerar na vizinhança, principalmente na preconceituosa Andreia (Fernanda de Freitas), casada com o advogado Henrique (George Sauma), que ficou horrorizada com os novos moradores.
Por ironia do destino, aliás, seu marido virou braço-direito do pop star assim que o conheceu, passando a advogar para o grande astro da música. Esse par, inclusive, ainda tem uma divertida empregada, interpretada pela ótima Cláudia Missura: a Catarina.

Além dos personagens mencionados, há também o Antônio Carlos (Daniel Dantas) --- pai de Andreia ---, o Gomes (Kiko Mascarenhas, que assim como Fernanda de Freitas, também emendou depois de "Tapas & Beijos"), a Maria Augusta (Guta Stresser), a Giselle (Ana Terra) --- que diz ter sido a grande inspiração para uma música de imenso sucesso de Brau --- e o Marques (Marcelo Flores), o vigilante do condomínio. O elenco é pequeno e bem selecionado.

O primeiro episódio expôs a relação de Brau com Michele, que além de ser esposa, também é sua dançarina e empresária. Ela é mais cerebral e ele é bem mais deslumbrado, proporcionando uma espécie de equilíbrio de forças, que ainda implica em divertidas situações protagonizadas pelo casal. A série ainda conta, como nem poderia deixar de ser, com muita música, lembrando, inclusive, um pouco a novela "Cheias de Charme", cujo foco principal era o sucesso de três cantoras emergentes. Logo na estreia já foi possível ver Brau fazendo um show e homenageando a mulher com uma canção feita especialmente para ela.

A mistura de ficção e realidade, assim como ocorreu na novela citada na época, pôde ser visto antes da estreia, quando Lázaro, Luís e Taís foram ao "Domingão do Faustão" caracterizados como os personagens, para uma divulgação do programa. E há ainda a preocupação da interatividade, pois há um próprio site 'criado pelo cantor', que fica no GShow, onde consta várias informações 'ditas por ele mesmo'.

A missão de substituir o sucesso "Tapas & Beijos" não é fácil, mas a nova produção mostrou ter potencial de sobra para ocupar a faixa. Além dos personagens carismáticos e da história de fácil compreensão, a série mostra, através de tiradas sarcásticas, vários preconceitos que seguem arraigados na sociedade. O texto de Jorge Furtado é ótimo e toca nas feridas usando o bom humor, sem cair no exagero das 'lições de moral'. E a própria história se coloca de forma despretensiosa, uma vez que não tem nada de novo sendo contado.

"Mister Brau" ---- que estreou com 24 pontos, uma ótima média ---- teve uma estreia bem promissora e já vale mencionar a grande dupla formada por Lázaro Ramos e Taís Araújo. Os atores estão muito bem e os cativantes personagens têm tudo o que é necessário para uma boa popularidade perante o público. A série, se continuar apresentando o que foi visto no primeiro episódio, tem grandes chances de se fixar na grade da Globo por um bom tempo, repetindo a trajetória do seriado anterior.

22 comentários:

  1. Muito boa análise sobre o episódio de estreia de #MisterBrau! Concordo com todas considerações feitas, curti muito o inicio, e também acredito que se continuar com a "pegada" da estreia tem tudo para emplacar.

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  2. Não achei lá essas coisas, mas não é tão ruim quanto Chapa Quente.

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  3. Olhando as chamadas achei q ia ser uma vergonha só. Achei q seria mas uma má substituição, assim como foi a troca da grande familia por chapa quente. Mas conferindo a estreia vi q estava bem enganado. Gostei bastante da estreia e acho q tem td para se um sucesso assim como tapas e beijos foi.

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  4. Vendo as chamadas eu jurava que ia ser um flop de dar vergonha alheia, mas a estreia foi ótima. Se continuar desse jeito tem tudo pra se concretizar na faixa. Lázaro Ramos e Taís Araújo deram um show e todo o elenco é bom. A história é contada sem grandes dificuldades e isso é muito agradável. Vou continuar acompanhando. Parece que Tapas & Beijos foi bem substituída.

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  5. Gostei da Táis, mas o Lázaro tá sempre caricato!

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  6. Foi uma boa surpresa a série.

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  7. Achei a série cheia de esteriótipos e nada engraçada. Fora a repetição do elenco da série anterior.Fernanda de Freitas e Kiko Mascarenhas emendando não dá.Lázaro tá sempre over e essa produção lembra um spinoff de Geração Brasil que foi horrível.

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  8. Até que foi boa e Tapas e Beijos já tinha que ter acabado.

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  9. OLá, Sérgio, concordo com a Sol, não é tão ruim como Chapa Quente, kkkk! Sério, gosto muito da dupla Lázaro e Thaís, penso que tem tudo para dar certo! Abraços!

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  10. Sergio, foi bom ler você, para me inteirar do conteúdo da série (rss). Tenho assistido TV bem menos e séries nunca me atraíram. Espero que a Globo seja feliz com ela. Bjs.

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  11. Olá Sérgio,

    Vi algumas passagens da estréia, mas casualmente, pois não pretendo acompanhar, apesar de gostar muito da dupla Lázaro Ramos e Taís Araújo.
    Espero que seja um sucesso.

    Abraço.

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  12. Mt bom seu comentário, Ed. Concordo com tudo.

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  13. Nesse caso a caricatura é cabível, Samara, mas entendo.

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  14. Respeito sua opinião, Olímpia. E a série tem msm mta gente de Geração Brasil, que, concordo, foi péssima.

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